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	<title>Gustavo Marques de Andrade &#8211; MaisEV</title>
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	<description>Poker é no MaisEV</description>
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	<title>Gustavo Marques de Andrade &#8211; MaisEV</title>
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	<item>
		<title>Um Novo Passo na Organização do Poker no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Marques de Andrade]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estratégia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img style="margin: 6px; float: right;" src="http://www.maisev.com/maisev-wp/wp-content/uploads/2009/11/cbth_568745.jpg" alt="CBTH" width="250" height="130" />No início deste ano foi criada a <a href="http://www.cbth.org.br/">CBTH</a> que se destacou como a entidade máxima dirigente do poker nacional.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p></p>
<p style="text-align: justify;">Muito foi dito a respeito dos objetivos da entidade, da sua importância para o poker brasileiro e das vantagens que essa organização pode trazer, principalmente a médio e longo prazo.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Contudo, o objetivo deste artigo, longe de repetir os inúmeros argumentos favoráveis ao desenvolvimento da CBTH, é abordar a natureza jurídica desta entidade e as especificidades da sua forma de organização, bem como a importância dessa estrutura para outras entidades que pretendem desenvolver o poker em cidades e estados de todo o Brasil.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Primeiramente, valho-me da definição de Confederação que consta no Dicionário Houais de Língua Portuguesa:</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">“grupo nacional, formado para defesa de interesses comuns de associações ou federações profissionais, sindicais, religiosas, desportivas etc., estaduais ou locais”</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Além disso, é fato que a CBTH, por princípio, é uma entidade de fins não econômicos.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Isso quer dizer, a grosso modo, que o objetivo dos seus criadores e colaboradores não é o lucro ou a obtenção de vantagens pessoais por meio da Confederação. Mais que um direcionamento, mais que a ética, mais que a seriedade dos integrantes, tal característica decorre de expressa disposição legal.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Nesse sentido, o Código Civil brasileiro, ao tratar das Associações Civis, é claro ao dispor:</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">“Art. 53. Constituem-se as associações pela união de pessoas que se organizem para fins não econômicos.”</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Obviamente, tal regra não impede que a CBTH seja lucrativa, tenha receita, bens e seja próspera. Muito pelo contrário, esse deve ser um dos seus objetivos.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">O que a lei veda é a distribuição de lucros, receitas e dividendos em favor da diretoria da Confederação, entidades filiadas (Federações Estaduais) e associações em geral constituídas sob a mesma forma jurídica, ou seja, o que for conquistado pela CBTH ou demais associações civis é patrimônio da própria entidade e a destinação desse patrimônio deve ser restrita aos objetivos da associação.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">O próprio Estatuto, verdadeiro manual de instruções gerais da CBTH, impede arbitrariedades prevendo que qualquer alienação de bens da Confederação deve ser aprovada pelos associados de modo a coibir quaisquer medidas prejudiciais à entidade.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Além disso, as contas, escrituração contábil, contratação de profissionais e demais atividades administrativas serão realizadas de acordo com previsão estatutária de forma a preservar não só o patrimônio da entidade como a transparência da gestão.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Na realidade, o que difere os integrantes da CBTH (filiados e diretoria) das demais pessoas que, se envolvidas no cenário do poker nacional, não ocupam qualquer posto na Confederação é tão-somente a responsabilidade pelos rumos dessa associação.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Enquanto os dirigentes da Confederação e as entidades filiadas (Federações) devem trabalhar em prol do estrito cumprimento do Estatuto e, em última análise, da realização dos objetivos nele dispostos, aos demais militantes do poker nacional caberá pleitear, quer seja por meio das Federações Estaduais ou, individualmente, por solicitações endereçadas à Diretoria, ou até mesmo por meio de constituição de suas próprias entidades, tanto solução de dúvidas quanto apresentação de propostas que guardem relação com os objetivos comuns aos que militam em favor do poker no país.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Ao leitor pode parecer uma realidade estranha, utópica e até mesmo irreal mas qualquer Associação deve servir não só a si própria mas a toda comunidade a quem deve sua criação.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">A CBTH ou quaisquer outras entidades relacionadas ao poker, não devem ser apenas figurantes para o poker nacional e tampouco trampolim político, social, financeiro ou alimento para vaidades e interesses pessoais para os seus integrantes. Longe disso, a verdadeira meta dessas entidades é atuar em favor de toda a comunidade do poker nacional, quer seja em âmbito nacional (CBTH), estadual (Federações) ou regionais (associações locais).</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">E isso, repito, não é orientação ideológica, manifestação da probidade dos seus integrantes ou expressão da retidão daqueles que se comprometeram com a CBTH ou com as demais associações, tal direcionamento é simplesmente a manifestação da Lei e dos próprios Estatutos.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Não pretendo despejar informações técnicas os discutir disposições estatutárias nessa oportunidade mesmo porque tais elementos poderão e deverão ser explorados noutras colunas quando necessário ao esclarecimento de dúvidas específicas.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">O que importa neste momento é deixar claro que a CBTH impede, por força de Lei e de seu próprio Estatuto, quaisquer desvios de conduta de seus filiados e dirigentes sendo a mais pura expressão da sua natureza jurídica (associação civil).</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Por outro lado, se a rígida fiscalização interna falhar, se todos os poderes da entidade se corromperem, se o Estatuto for desrespeitado e a orientação inicial da CBTH for abandonada, ainda existirão medidas legais para que tais abusos sejam coibidos judicialmente, medida essa que também cabe às demais entidades constituídas sob o mesmo formato.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Por tais razões, a responsabilidade daqueles que se propuseram tomar a iniciativa de criar entidades dessa natureza passa pelo ônus de responder, até mesmo judicialmente pelos atos praticados, além da óbvia necessidade de expor à toda comunidade as realizações, acertos, erros, sucessos e fracassos dos seus projetos de modo a garantir a absoluta transparência da sua atuação.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Nesse sentido, um ponto importante é a imposição legal da destinação do patrimônio da CBTH no caso de sua dissolução.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">O Código Civil também é claro a tal respeito ao mencionar:</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">“Art. 61. Dissolvida a associação, o remanescente do seu patrimônio líquido, depois de deduzidas, se for o caso, as quotas ou frações ideais referidas no parágrafo único do art. 56, será destinado à entidade de fins não econômicos designada no estatuto, ou, omisso este, por deliberação dos associados, à instituição municipal, estadual ou federal, de fins idênticos ou semelhantes.”</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">E o mencionado parágrafo único do art. 56 do mesmo Código diz:</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">“Parágrafo único. Se o associado for titular de quota ou fração ideal do patrimônio da associação, a transferência daquela não importará, de per si, na atribuição da qualidade de associado ao adquirente ou ao herdeiro, salvo disposição diversa do estatuto.”</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Aqui, cabe o esclarecimento que nenhum associado ou dirigente participará das quotas sociais da entidade sendo que esta será a titular exclusiva de todo e qualquer direito patrimonial e de seus bens o que faz do parágrafo único do artigo 56 do Código Civil inaplicável ao presente caso.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Assim, é evidente que a CBTH permanece protegida de atitudes ilegais e prejudiciais aos seus objetivos por força de Lei e de suas disposições estatutárias.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Não menos importante ressaltar que a representatividade da Confederação somente será efetivamente relevante se as Federações Estaduais também se orientarem pelos mesmos princípios o que, se não observado, impedirá a filiação à CBTH e, no caso de entidades já filiadas, também poderá causar o fim desse vínculo.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">O mesmo ocorre com as entidades regionais (associações), com relação ao pleito de filiação à sua Federação correspondente.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">E a importância das Federações, na qualidade de filiadas da Confederação, é tão grande que, juntamente com a Diretoria, compõem a Assembléia Geral com igual poder de voto, possuindo competência para dissolver a CBTH, filiar novas Federações, desfiliar Federações, reformar o Estatuto, cassar mandatos de qualquer membro do poder da Confederação, entre outros.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Tais poderes ora elencados deixam clara a conotação democrática e transparente da administração da entidade, sendo que, especificamente, a cassação de mandatos e a reforma do Estatuto são competências privativas da Assembléia Geral determinadas pelo Código Civil brasileiro nos seguintes termos:</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">“Art. 59. Compete privativamente à assembléia geral:<br /> I – destituir os administradores;<br /> II – alterar o estatuto.”</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">E se a Lei assim diz, não o faz em vão! Não há responsabilidade maior, poder maior do que destituir quaisquer membros nocivos à associação e, em se tratando do Estatuto, alterar as regras que regem a entidade. O dispositivo legal acima garante a democracia, sustenta a representatividade e assegura a salutar busca dos interesses comuns que são a razão de existir de qualquer Confederação séria.<br /> Assim, não resta outra conclusão que não seja pela absoluta legalidade e transparência na constituição da CBTH e também pela representatividade da associação no território nacional.<br /> Por outro lado, é inegável que as regras estatutárias, os dispositivos legais aplicáveis e todo o arcabouço legislativo pertinente à Confederação e demais entidades correlatas, não serão suficientes para o sucesso dessa empreitada e para que se alcance os objetivos dessas entidades.<br /> Mais importante que todo o aparato técnico, gestão proba e administração saudável, a CBTH, como qualquer associação civil, demanda a participação e o envolvimento de todos os interessados pelo poker, quer sejam praticantes amadores, profissionais renomados, veículos de informação, organizadores de eventos e tantos outros que participam ativamente do cenário do poker nacional.<br /> Sem a mobilização nacional de toda essa comunidade não há futuro próspero para a CBTH e, por tal razão, a Confederação, enquanto entidade dirigente nacional, demanda de todos e cada um de nós os melhores esforços para que o sucesso seja atingido.</p>
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		<title>Câmara dos Deputados Traz Esperança Para o Poker no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Marques de Andrade]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 16:41:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estratégia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img style="margin: 6px; float: right;" src="http://www.maisev.com/maisev-wp/wp-content/uploads/2009/09/martelo_justica_capa_-_suap.jpg" alt="Justiça" /><br style="clear: left;" /> A Comissão de Constituição e Justiça, no dia 16 de setembro deste ano, por meio de seu relator, o deputado <a href="http://www.regisdeoliveira.com.br/">Régis de Oliveira</a>, apresentou voto e emenda ao Projeto de Lei nº 270/03.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">O referido Projeto de Lei, de autoria do deputado Antônio Carlos Mendes Thame (PSDB/SP), tem por objetivo a proibição do jogo de bingo em todo o território nacional e tramita em conjunto com outros 7 projetos de lei por tratarem da mesma matéria ou de temas correlatos.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Contudo, ainda que o projeto de lei original (270/03) seja relacionado restritivamente ao jogo de bingo, ao trazer o seguinte comando legal: <strong><em>"Fica proibida em todo o território nacional a exploração do jogo de bingo, na modalidade bingo permanente."</em></strong><strong> </strong>é fato que as demais proposições que tramitam conjuntamente (Projetos de Lei nº 1.986/2003, 2.944/2004, 2.999/2004, 3.492/2004, 2.254/2007 e 3.489/2008) garantiram maior extensão ao debate de forma a alcançar a proibição da prática e exploração dos jogos de azar, originalmente trazida no Decreto-Lei 3.688/41.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Tais propostas apensadas ao Projeto de Lei 270/03 tratam, respectivamente:</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><strong>Projeto de lei nº 1.986/2003</strong>, de autoria do deputado Antonio Carlos Biscaia, que proíbe a prática e a exploração do jogo de bingo, de caça-níqueis, do jogo do bicho e de outros jogos de azar.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><strong>Projeto de lei nº 2.944/2004</strong>, de autoria do deputado Valdemar Costa Neto, que institui  normas sobre jogos de bingo em todo o território nacional.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><strong>Projeto de lei nº 2.999/2004</strong>, de autoria do deputado Antonio Carlos Pannunzio, que estabelece a proibição da exploração de jogos de bingo em todo território nacional.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><strong>Projeto de lei nº 3.492/2004</strong>, de autoria do deputado Neucimar Fraga, que proíbe a exploração de todas as modalidades de jogos de bingo e jogos de máquinas eletrônicas denominadas &#8220;caça-níqueis&#8221;.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><strong>Projeto de lei nº 2.254/2007</strong>, de autoria do deputado Arnaldo Faria de Sá, que dispõe sobre a regulamentação de diversões e jogos eletrônicos.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><strong>Projeto de lei nº 2.429/2007</strong>, de autoria do deputado Luiz Carlos Hauly, que proíbe a realização de apostas em evento de natureza esportiva pela rede mundial de computadores.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><strong>Projeto de lei nº 3.489/2008</strong>, de autoria do deputado Arnaldo Faria de Sá e outros, que dispõe sobre recursos da exploração dos bingos, com a finalidade de angariar recursos para a saúde.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Considerando as 8 propostas apresentadas, 5 delas manifestaram-se contra o jogo (<strong>270/03</strong>, <strong>1.986/2003, 2.999/2004, 3.492/2004 e 2.429/2007) </strong>sendo que as outras 3 a favor do jogo (<strong>2.944/2004, 2.254/2007 e 3.489/2008).</strong></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Mencionei a palavra jogo de forma genérica, pois muito embora a grande maioria das propostas trate do jogo de bingo, o deputado Arnaldo Faria de Sá foi além, especificamente em seu projeto nº 2.254/2007, que abriu a discussão para outras &#8220;diversões e jogos eletrônicos&#8221;.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">De acordo com essa proposição tais atividades seriam definidas da seguinte forma:</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;§1º Para os fins desta Lei, consideram-se diversões de probabilidades a realização de jogos em equipamentos de figuras rotativas virtuais, ou cartelas virtuais ou figuras rotativas eletromecânicas ou, ainda, qualquer outro meio virtual ou eletromecânico em que o apostador para obter êxito tenha que atingir uma determinada combinação de símbolos e/ou figuras, em ambiente físico.&#8221; </em></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Assim, considero que o Projeto de Lei nº 2.254/2007 foi o responsável pela que a discussão iniciada a respeito dos Bingos se estendesse a outras atividades e outros jogos, dentre os quais, sem dúvida alguma, se insere o poker.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Além disso, é fato que se essa nova lei passar, os Projetos de Lei de autoria dos senadores Magno Malta e Garibaldi Alves, que constituem verdadeiro UIGEA brasileiro, como já mencionado <a href="artigos/o-uigea-brasileiro">neste artigo</a>, não seguirão adiante na medida em que haveria nova legislação regulatória de atividades que os referidos senadores pretendem banir.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">É inegável que a maior preocupação, principalmente dos jogadores que preferem o ambiente online, é com os Projetos de Lei iniciados no Senado, principalmente pelas notícias recentes de que o UIGEA americano já trouxe problemas aos jogadores dos EUA ao antecipar suas ações repressivas.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Note-se que, neste momento, não cabe a argumentação a respeito do caráter diferenciado do poker que, por se tratar de jogo de habilidade, não deveria ser incluído no rol dos chamados &#8220;jogos de azar&#8221;.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">O que chama a atenção nesse projeto da Câmara é a regulamentação de toda e qualquer atividade que se enquadre na definição de &#8220;diversões de probabilidades&#8221; conforme descrito no artigo 1º, §1º<em> </em>do Projeto de Lei 2.254/2007.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Assim, embora ainda seja válida a argumentação de que o poker não é jogo de azar e, desta forma, seria irrelevante qualquer lei que revogasse os artigos referentes a tais jogos no Decreto-Lei 3.688/41, o que se discute é a regulamentação de todos os jogos indiscriminadamente o que, se não torna menos válida a defesa do poker, ao enquadrá-lo como jogo de habilidade, a faz inócua caso a opinião do Relator da Comissão de Constituição e Justiça prevaleça e o projeto seja convertido em lei.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Isso porque, o deputado Régis de Oliveira, relator desse projeto, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, manifestou seu apoio a toda e qualquer espécie de jogo no Brasil, inclusive aos cassinos.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">No que diz respeito à questão legal, o parlamentar, em seu voto apresentado no dia 16 de setembro deste ano, foi claro ao afirmar que:</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;De fato, sob o ponto de vista constitucional, não há nenhuma <strong>oposição legal ao bingo &#8211; não só ao bingo como a qualquer outro jogo. Também não há nenhuma objeção quanto aos cassinos e ao jogo do bicho.</strong></em></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><em>Em termos menos técnicos significa que a lei ordinária pode <strong>disciplinar a matéria, definindo as espécies de jogo.</strong>&#8220;</em></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Assim, discorre o deputado que a proibição do jogo de bingo, por meio da sua inclusão no rol dos chamados jogos de azar, causou enorme prejuízo ao país, não só no que diz respeito à queda na arrecadação de impostos mas também, e principalmente, por conta da redução de postos de trabalho e no aumento das taxas de desemprego.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Adiante, o parlamentar discorreu acerca dos jogos de azar de forma genérica e assumiu uma postura absolutamente favorável à regulamentação dessa atividade, inclusive defendendo a instituição de cassinos no Brasil.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Como primeiro argumento, menciona o relator que a regulamentação dos cassinos fomentaria o turismo no país:</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;De fato, defendo não só a regulamentação do jogo de bingo, <strong>como também a legalização dos denominados &#8220;jogos de azar&#8221; no território nacional.</strong></em></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><em>Em primeiro lugar, porque a abertura de cassinos fomentará a <strong>indústria do turismo no Brasil.&#8221;</strong></em></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Além disso, ainda abordou a questão tributária, especificamente no que diz respeito ao considerável aumento na arrecadação de impostos:</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;De outro lado, o jogo constitui importante fonte de arrecadação <strong>de impostos, que são revertidos em benefício da sociedade.&#8221;</strong></em></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Por fim, ainda aborda a questão da corrupção fomentada pelo Decreto-Lei 3.688/41:</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Com efeito, a legalização dos jogos diminuiria significativamente <strong>a corrupção, principalmente, na esfera policial, fortalecendo os órgãos incumbidos da segurança da população.</strong>&#8220;</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Por fim, conclui o deputado:</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Percebe-se, portanto, por todos os aspectos estudados, que a legalização dos denominados &#8220;jogos de azar&#8221;, por intermédio da revogação dos artigos 50 usque 58, do Decreto &#8211; Lei nº. 3.688, de 03 de outubro de 1941 &#8211; Lei das Contravenções Penais, acarretará inúmeros benefícios sociais.</em></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><em>Coerente com as idéias defendidas, sou contra a aprovação dos <strong>projetos de lei nºs 270/2003, 1.986/2003, 2.999/2004, 3.492/2004 e 2.429/2007, que proíbem a exploração de todas as modalidades de bingo e de jogos em máquinas eletrônicas denominadas &#8220;caça-níqueis&#8221;.</strong></em></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><em>Por outro lado, em consonância com linha de raciocínio desenvolvida e fundamento jurídico apresentado, adoto posição favorável à aprovação das seguintes propostas:</em></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><em>Projeto de lei nº 2.944/2004, de autoria do deputado Valdemar Costa Neto, que institui normas sobre jogos de bingo em todo o território nacional.</em></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><em>Projeto de lei nº 2.254/2007, de autoria do deputado Arnaldo Faria de Sá, que dispõe sobre a regulamentação de diversões e jogos eletrônicos.</em></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><em>Projeto de lei nº 3.489/2008, de autoria do deputado Arnaldo Faria de Sá e outros, que dispõe sobre recursos da exploração dos bingos, com a finalidade de angariar recursos para a saúde.</em></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><em>(&#8230;)</em></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><em>Finalmente, gostaria de enfatizar que, embora seja favorável a legalização de todo tipo de jogo de azar, a aprovação do substitutivo ao projeto de lei nº 2.254/2007 legalizará apenas os jogos de bingos, videobingos e videojogos.</em></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><em>Isto significa que a aprovação da citada proposta não possibilitará <strong>a instalação e o funcionamento de cassinos no território nacional.</strong>&#8220;</em></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Assim, embora a aprovação de tais projetos e, especificamente do substitutivo ao 2.254/2007, não viabilize a chegada dos cassinos ao Brasil é fato que a questão do poker deverá ser definida e a controvérsia, hoje existente, superada.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Todavia, por enquanto, há sim algo a celebrar.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Se por um lado, o que temos de concreto são propostas, projetos de lei que podem ser aprovados ou não, é fato que a discussão do assunto, em plena Câmara dos Deputados, já é um avanço, ainda mais se considerarmos os contundentes argumentos apresentados pelo relator da Comissão de Constituição e Justiça, deputado Régis de Oliveira.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Dessa forma, cabe a todos nós, não só como interessados mas principalmente como cidadãos, o acompanhamento da tramitação desses projetos e também a concentração de esforços para que a discussão efetivamente ganhe corpo e culmine, num futuro próximo, no reconhecimento do poker como atividade lícita e regulamentada no Brasil.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O Poker e o Brasil: a Lei Nacional Como um Jogo de Azar</title>
		<link>https://www.maisev.com/artigos/o-poker-e-o-brasil-a-lei-nacional-como-um-jogo-de-azar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Marques de Andrade]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2009 19:01:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estratégia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A expressão em latim, <strong><em>Nullum crimen, nulla poena sine praevia lege poenali, </em></strong>que significa "Não há crime e nem pena sem que haja lei penal pré-existente" é um princípio de Direito Penal adotado por inúmeros países e incorporado na legislação penal internacional.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<div style="text-align: justify;">Tal regra garante a qualquer cidadão o direito de fazer o que quiser, livre da intervenção estatal, desde que não existe lei anterior que proíba tal conduta e que esta não infrinja quaisquer direitos ou liberdade de outrem.</div>
<p style="text-align: justify;">A questão da liberdade individual está em foco no Brasil na medida em que o poker não se encontra regulamentado e também não há lei penal que trate especificamente do assunto.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">A esse respeito, o deputado americano Barney Frank já afirmou que: &#8220;Não sou a favor do Poker, sou a favor da Liberdade&#8221; e isso reflete o pensamento e o desejo da comunidade brasileira.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">No Brasil &#8220;jogos de azar&#8221; são proibidos desde a edição do Decreto-Lei 3.688/41 ainda que não haja qualquer critério objetivo hábil para o enquadramento de determinadas atividades nessa categoria.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">De acordo com o mencionado Decreto-Lei, seriam considerados &#8220;jogos de azar&#8221;:</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">&#8220;<em>a) o jogo em que o ganho e a perda dependem exclusiva ou principalmente da sorte; </em></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><em>b) as apostas sobre corrida de cavalos fora de hipódromo ou de local onde sejam autorizadas; </em></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><em>c) as apostas sobre qualquer outra competição esportiva.</em>&#8220;.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Obviamente, apenas o item &#8220;a&#8221; poderia se aplicar ao poker ainda que não contenha maiores explicações a respeito do que seria considerado &#8220;ganho ou perda&#8221; e também qual seria o alcance da expressão &#8220;sorte&#8221;.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Não se faz necessário discutir a questão do embate sorte x habilidade tendo em vista que tal discussão é muito familiar tanto aos profissionais do poker quando aos entusiastas da atividade, sendo tal dicotomia extremamente relevante para a definição da sua legalidade no Brasil.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Nos últimos 4 anos, contrariando todas as expectativas(no que diz respeito à lei e ao preconceito), o circuito nacional de Texas Hold´em conhecido como BSOP &#8211; Brazilian Series of Poker alcançou enorme sucesso ao atingir a média de 400 jogadores inscritos em cada etapa enquanto, no seu início, essa  marca não ultrapassava os 40 jogadores ou até menos.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Acompanhando essa realidade novas entidades representativas de jogadores (Associações), estados (Federações) e até mesmo do país (Confederação) foram criadas em favor do reconhecimento, regulamentação e definitiva legalização do poker no Brasil.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Até o momento não há qualquer ação judicial que tenha sido julgada a respeito do tema mas, na medida em que esse mercado ainda cresce, podemos esperar por este momento num futuro próximo. E quando a discussão despontar nos Tribunais as cartas estarão abertas na mesa do Judiciário.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Um dos maiores responsáveis por este fenômeno é o não menos fenomenal jogador do <a href="http://www.maisev.com/pokerstars">PokerStars </a>Alexandre Gomes, considerado por muitos o melhor jogador de torneios brasileiro, que ganhou o primeiro bracelete do país em evento do WSOP em 2008 e, há pouco tempo também se sagrou campeão da etapa do WPT no Bellagio para alcançar sua segunda enorme conquista em sua curta carreira.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Tudo o que esperamos é que os tribunais brasileiros e a legislação nacional atribuam ao poker o rótulo de &#8220;jogo de habilidade&#8221; e, uma vez reconhecida essa realidade, poderemos esperar muitos outros braceletes ao invés de desconfortáveis algemas.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><em>Essa notícia foi originalmente publicada no site Poker Law Bulletin, também por Gustavo Marques de Andrade.</em></p>
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		<title>O Caminho do Reconhecimento</title>
		<link>https://www.maisev.com/artigos/o-caminho-do-reconhecimento/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Marques de Andrade]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Aug 2010 00:34:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estratégia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><strong> </strong></p>
<p><img style="margin: 6px; float: right;" src="http://www.maisev.com/maisev-wp/wp-content/uploads/2010/03/coluna.jpg" />Já expusemos aqui alguns artigos sob os aspectos legais que envolvem o poker no Brasil e no mundo, as diversas controvérsias não só legislativas como também sociais que pairam sobre o jogo e tudo o que se refere à aceitação e efetiva regulamentação da atividade.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na maioria dos artigos não pude deixar o tom otimista de lado pois, especialmente no Brasil, toda a movimentação em torno do poker não admitia outra análise.</p>
<p>Nessa linha, o ano de 2010 se tornou um marco para todos aqueles que lutam em favor do poker ao trazer uma enxurrada de boas notícias para toda a comunidade.</p>
<p>A primeira delas foi a efetiva aceitação da <a href="artigos/international-federation-of-poker--ifp">International Federation of Poker – IFP</a> nos quadros da International Mind Sports Association – IMSA, sendo que, a partir de então, o poker foi definitivamente qualificado como esporte da mente, muito diferente dos proscritos “jogos de azar”.</p>
<p>Vale lembrar que esta é uma vitória da qual o Brasil tomou parte ativamente já que a Confederação Brasileira de Texas Hold´em – CBTH é uma das entidades fundadoras da IFP, ao lado de Dinamarca, França, Ucrânia, Holanda, Rússia e Reino Unido.</p>
<p>Não bastasse tal conquista histórica já começamos a perceber uma séria mudança no modo como as autoridades brasileiras encaram o poker e isto se reflete não só no Poder Legislativo, com alguns grandes apoios de legisladores à causa, como também no Poder Judiciário que tem como função primordial solucionar questões jurídicas expostas em casos concretos.</p>
<p>Um grande exemplo de atuação positiva, esclarecida e coerente do Poder Judiciário foi a concessão da medida liminar que garantiu que a etapa do LAPT de Florianópolis fosse realizada e, mais que isso, de forma legal devidamente autorizada.</p>
<p>O embate jurídico iniciou por conta da negativa do Secretário de Estado em conceder autorização (alvará) para que o evento se realizasse.</p>
<p>Com o risco iminente de que o LAPT não se realizasse no Brasil foi impetrado um Mandado de Segurança pela empresa que organizou o evento e foi proferida a decisão, muito bem fundamentada por sinal, pela concessão da liminar que permitiria a efetiva realização do evento com a chancela dos Poderes Judiciário e Executivo.</p>
<p>A decisão está disponível no próprio site do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, é pública portanto, mas não poderíamos deixar de transcrever o trecho abaixo que, além de demonstrar o conhecimento e interesse da desembargadora pelo estudo da questão, traz o norte que deveria ser seguido por todos os magistrados que se depararem com causas similares:</p>
<p><em>“No que pertine à relevância do fundamento, o Decreto n. 3.688/41, em seu art. 50, § 3º considera jogos de azar, dentre outros, &#8216;o jogo em que o ganho e a perda dependem exclusiva ou principalmente da sorte&#8217;.</em></p>
<p><em>As dúvidas, porventura, existentes acerca da ilicitude do jogo de pôquer dimanam da falta de critério objetivo que permita incluir a modalidade em atividade daquela natureza &#8211; jogos de azar. As características desta espécie de jogo, qual seja, habilidade versus sorte, são os entraves que comumente impedem a autorização de sua prática.</em></p>
<p><em>De todo modo, do parecer elaborado pelo jurista Miguel Reale Júnior (fls. 122-152) é possível inferir que suas regras dependem de &#8216;probabilidades matemáticas, conhecimento das regras e estratégias do jogo, capacidade psicológica do apreender as reações dos adversários, possibilidade de dissimular as próprias cartas e de prever as cartas dos demais&#8217; (p. 142), <strong>aspectos que entremostram, nesta fase preliminar, a proeminência da habilidade, sobre a sorte.</strong></em><strong><span style="text-decoration: underline;"></span></strong></p>
<p><em>Tanto é verdade que diversos eventos já foram realizados no país, inclusive, recentemente, nesta Capital que sediou o 11º Floripa Open de Poker, entre os dias 16 e 18 de julho p.p., no Majestic Palace Hotel, o que pode ser conferido no sítio eletrônico http://www.deolhonailha.com.br, acesso em 30.07.10.</em></p>
<p><em>Vale reforçar ainda que a <strong>Associação Internacional de Esportes da Mente (IMSA) aceitou a Federação Internacional de Pôquer (IFP) em seus quadros, porquanto, na prática, a entidade considera o pôquer (modalidades Texas Hold´em) no mesmo nível de esportes de tabuleiro como o xadrez, dama e o gamão, os quais exigem complexidade, sofisticação de conhecimento e alto nível de concentração.</strong></em><strong><span style="text-decoration: underline;"></span></strong></p>
<p><em><strong>Inclusive, no Reino Unido, em 2012, o pôquer entrará no calendário dos Jogos Mundiais dos Esportes da Mente</strong></em><em> (Disponível em: http://www.educacaofisica.com.br/noticias. Acesso em 30/07/2010).</em></p>
<p><em>E há ainda mais, na correspondência inserta à fl. 38, o Secretário de Turismo, Cultura e Esporte deste Estado expressa o seu empenho em envidar seus esforços para promover o sucesso do evento.&#8221; (grifamos)</em></p>
<p>Nesses termos, foi concedida a liminar que viabilizou a realização do evento pois, conforme o entendimento da julgadora, o poker em nada se confunde com os “jogos de azar”, proibidos pelo Decreto-Lei 3.688/41.</p>
<p>Esta notícia é animadora? Certamente sim. Mas põe fim à questão e soluciona todos os problemas relacionados ao tema? Definitivamente não!</p>
<p>Isso porque, sem falar na mutabilidade da liminar concedida e, por tal razão na relativa força que tem (este ponto foi melhor explicado neste artigo) já que ainda pode ser cassada em julgamento de mérito (que obviamente não terá efeitos práticos sobre o LAPT que já se encerrou), o que temos é uma decisão, uma única manifestação positiva do Judiciário a respeito do poker que não tem efeito vinculante e não põe fim à controvérsia.</p>
<p>Por outro lado, mesmo considerando que esta decisão não “faça verão”, é fato que isto é mais um reflexo de uma efetiva transformação no modo como as autoridades enxergam um fenômeno que a cada dia é mais aceito pela sociedade, quer seja pela crescente exposição na mídia ou pelo número cada vez maior de praticantes no Brasil.</p>
<p>O poker já não é mais novidade para ninguém já que nos últimos 5 anos muita coisa mudou quando se fala desse esporte da mente no Brasil (inclusive a sua própria qualificação como esporte mental) e agora é chegado o momento mais esperado por todos: <strong>a discussão do tema junto aos órgãos que podem fazer de uma realidade social algo reconhecido e regulamentado</strong>, ou seja, junto aos poderes Legislativo e Judiciário que devem nortear e fiscalizar a atuação do Poder Executivo e seus agentes.</p>
<p>Assim, temos algo a celebrar, mas não é a decisão judicial, manifestada num caso concreto e pontual, mas a tendência que a cada dia se mostra mais forte e que certamente levará à solução desse impasse legal e da situação indefinida do poker no Brasil.</p>
<p>Nessa linha, não é demais esperar que ainda em 2010 teremos outras grandes notícias para o poker e que o seu reconhecimento como atividade corriqueira, sadia e, acima de tudo, <strong>legal</strong> está cada vez mais próximo para coroar o árduo trabalho de todos que se dedicaram e ainda se dedicam a este nobre objetivo.</p>
<p><strong> </strong></p>
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		<item>
		<title>UIGEA &#8211; A LEI QUE ABALOU O POKER ONLINE &#8211; PARTE 2</title>
		<link>https://www.maisev.com/artigos/uigea-a-lei-que-abalou-o-poker-online-parte-2/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Marques de Andrade]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Dec 2009 17:26:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estratégia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O ano de 2009 começou com a contagem regressiva para a efetiva  aplicação do UIGEA, com a previsão de que começaria a gerar efeitos a  partir de 1º de dezembro deste ano, de forma a permitir que os  destinatários da lei tivessem 11 meses para enquadrarem-se à nova  realidade legislativa norte-americana (como mencionado <a href="artigos/uigea-a-lei-que-abalou-o-poker-online-parte-1">neste  artigo</a>).</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">No entanto, o caminho até a total aplicação da medida foi repleto de  "contra-medidas" e muita discussão a respeito das restrições impostas  pelo "Safe Act" não só ao poker online como também à própria liberdade  dos cidadãos americanos de decidirem o melhor para si, sem que sofressem  qualquer interferência estatal na esfera privada e, em respeito às  liberdades individuais(discussão que também cabe no Brasil, como  demonstrado <a href="http://www.pokerbrasileiro.com/2009/10/liberdade-individual-e-interferencia-estatal.html">aqui</a>).</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Um dos baluartes da luta contra o UIGEA foi o deputado americano  Barney Frank que apresentou um Projeto de Lei para regulamentar o poker  online, denominado <strong><span style="text-decoration: underline;">"Internet Gambling Regulation, Consumer  Protection and Enforcement Act (H.R. 2267)"</span></strong> no qual o  congressista apresenta inúmeras razões pelas quais seria muito mais  interessante a regulamentação da atividade, com a devida proteção dos  consumidores, do que o seu total banimento trazido pela vedação das  transações financeiras oriundas do "jogo ilegal", expressão trazida à  tona pelo "Safe Act" (como já havia mencionado em setembro no artigo  publicado na Revista Flop e reproduzido <a href="http://www.pokerbrasileiro.com/2009/09/barney-frank-e-a-uigea.html">aqui</a>).</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Atualmente, o projeto de autoria de Frank, está no Comitê relacionado  a "serviços financeiros" da Câmara (House of Representatives)  norte-americana, sob análise e deve ser levado à votação em 2010, após  ser aprovado pelos demais comitês técnicos relacionados à matéria.</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://www.maisev.com/artigos/uigea-a-lei-que-abalou-o-poker-online-parte-2/">UIGEA &#8211; A LEI QUE ABALOU O POKER ONLINE &#8211; PARTE 2</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://www.maisev.com">MaisEV</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Na mesma situação, se encontra o Projeto de Lei apresentado pelo  Senador Robert Menendez, de New Jersey, denominado <strong><span style="text-decoration: underline;">&#8220;S. 1597:  Internet Poker and Game of Skill Regulation, Consumer Protection and  Enforcement Act of 2009&#8221;</span></strong>, apresentado no dia 6 de agosto deste  ano e que ainda depende da aprovação dos comitês técnicos(atualmente se  encontra no Comitê Financeiro) para depois ser posto em votação nas  casas legislativas dos EUA (a tal respeito confira o artigo  originalmente publicado no Poker Law Bulletin de autoria do professor  Joseph Kelly, traduzido  aqui).</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Paralelamente, a entidade que congrega os interesses dos jogadores de  poker americanos <a href="http://theppa.org/">&#8220;Poker Players Alliance&#8221; ou apenas PPA</a> também mostrou sua força ao envidar os melhores esforços para informar,  não só os congressistas a respeito da importância da questão do poker  nos EUA(o que inclui a questão do online), assim como prover informações  à toda sociedade americana(e à comunidade do poker mundial) a respeito  de detalhes técnicos e práticos dessa batalha política e legislativa,  que já vem sendo travada desde 2006.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">No decorrer de 2009, a reboque do UIGEA, tivemos alguns sinais de  retrocesso no Brasil, com os projetos de lei apresentados pelos  Senadores Magno Malta e Garibaldi Alves, que, na época, chamei de <a href="artigos/o-uigea-brasileiro">UIGEA  Brasileiro</a>. O maior problema de tais projetos é que, além de  bloquear as transações financeiras(como no UIGEA) ainda visam impedir o  acesso de brasileiros a quaisquer sites que oferecem o jogo online, sob  pena de prisão dos responsáveis pelas empresas que operam crédito e  também daquelas que oferecem acesso à internet.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">O mesmo ocorreu na Argentina que, após se posicionar contrariamente à  regulamentação do poker online, acabou revendo sua posição e  destacou-se como país pioneiro da América do Sul na regulamentação da  atividade, sendo que, o Poker Stars, maior site de poker do mundo, já  celebrou contrato de patrocínio com o River Plate, time de futebol muito  popular naquele país (como anunciado aqui),  o que demonstra singular avanço no tratamento dessa controvertida  questão.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Tal mudança de postura na Argentina certamente guarda relação com a  crise financeira mundial já que a indústria do jogo pode trazer receita  aos Estados que regulamentarem a atividade e, dessa forma, ajudar a  contornar a crise bem como gerar empregos e representar considerável  fonte de arrecadação de impostos nos países que optarem por legalizar a  atividade.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">No mesmo rumo tivemos ótima notícia no Brasil com o contundente apoio  do Deputado Régis de Oliveira à indústria do jogo e que, além de  satisfazer as expectativas dos simpatizantes do poker, foi ainda mais  longe ao mencionar, em parecer apresentado na Comissão de Constituição e  Justiça da Câmara dos Deputados, seu apoio a toda e qualquer espécie de  jogo o que eventualmente pode culminar na criação de cassinos no Brasi  l(conforme mencionado neste <a href="artigos/camara-dos-deputados-traz-esperanca-para-o-poker-no-brasil">artigo  publicado originalmente no MaisEV</a>).</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">O avanço no tratamento dessa questão parece seguir um padrão em todo o  mundo já que no final de novembro de 2009 houve a prorrogação em 6  meses da data para que o UIGEA fosse aplicado em solo americano,  passando do dia 1º de Dezembro de 2009 para o dia 1º de junho de 2010.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Isso, nas palavras do Deputado Barney Frank: <strong>&#8220;nos garantirá a  oportunidade de agir sem pressa no meu Projeto de Lei a fim de conter o  excesso praticado pelo governo Bush e conter essa lei extremamente  prejudicial&#8221;.</strong></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Na última parte desta série de artigos abordarei as expectativas para  o próximo ano com vistas ao movimento esperado para os projetos de lei  tanto em trâmite nos EUA quando em outros países (como o Brasil) e  também apresentar o possível cenário no qual o poker mundial estará  inserido em 2010.</p>
<p>The post <a rel="nofollow" href="https://www.maisev.com/artigos/uigea-a-lei-que-abalou-o-poker-online-parte-2/">UIGEA &#8211; A LEI QUE ABALOU O POKER ONLINE &#8211; PARTE 2</a> appeared first on <a rel="nofollow" href="https://www.maisev.com">MaisEV</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Clubes de Poker: sua importância na estrutura nacional</title>
		<link>https://www.maisev.com/artigos/clubes-de-poker-sua-importancia-na-estrutura-nacional/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Marques de Andrade]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Feb 2010 15:13:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estratégia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><strong>O que as chamadas entidades de prática podem fazer pelo poker brasileiro</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Há algum tempo, mencionei neste espaço a nova realidade do poker no Brasil, com sua organização cada vez mais profissional, a criação da Confederação Brasileira de Texas Hold´em - <a href="http://www.cbth.org.br/">CBTH</a> e das Federações estaduais.</p>
<p>Quando tratamos de tal nível de organização, é fato que falamos de uma estrutura piramidal, sendo que a CBTH, entidade máxima dirigente nacional, estaria no topo dessa pirâmide; as Federações como representantes estaduais, logo abaixo; e os clubes, ligas ou grêmios recreativos como os entes responsáveis pela disseminação do poker de maneira local, na sua base.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O presente artigo pretende tratar dessas estruturas menores, ou seja, dos clubes que organizam o jogo em bairros, num grupo reduzido de pessoas, uma cidade ou até mesmo uma região de um estado da federação.</p>
<p>Vale lembrar que toda e qualquer entidade esportiva é criada sob a forma jurídica de Associação, assim são a CBTH, as Federações, e, obviamente, as associações locais (clubes, ligas e grêmios).</p>
<p>Estruturar-se juridicamente é muito importante na busca pelo reconhecimento da licitude da atividade já que a existência de um estatuto, de associados, assembléias e demais procedimentos juridicamente obrigatórios fazem com que o seu clube deixe de ser considerado “clandestino” para se tornar uma entidade oficial, reconhecida e legal.</p>
<p>Quando se diz “legal” note-se que não falamos da legalidade do jogo em si (sobre o qual ainda paira certa indefinição) mas da própria estrutura do clube que, ao se organizar sob a forma descrita na lei, pode contribuir de forma efetiva na batalha pelo reconhecimento do jogo no Brasil e efetivamente tomar parte dessa <a href="http://www.cbth.org.br/">nova fase do poker nacional</a>.</p>
<p>Sendo assim, considerando-se as disposições estatutárias da CBTH, esta entidade filia apenas as Federações Estaduais, sendo reconhecida apenas uma Federação por estado brasileiro e, por conseguinte, tais Federações Estaduais são responsáveis pelas diretrizes e filiações das entidades menores e locais, neste caso os clubes, ligas ou grêmios, também chamadas entidades de prática.</p>
<p>Quando mencionamos a estrutura piramidal, isto é feito apenas para determinar as relações estabelecidas entre as associações civis esportivas de determinado segmento desconsiderando-se, apenas para fins didáticos, o Sistema Nacional do Desporto que envolve outros entes governamentais, como autarquias, e também as legislações específicas que regem todas a entidades dedicadas ao esporte.</p>
<p>Poderíamos exemplificar a estrutura descrita acima, guardadas as devidas proporções, com o futebol brasileiro, que conta com clubes que se filiam à sua entidade estadual e todas as federações de futebol devem ser filiadas à CBF, a fim de alcançarem o seu reconhecimento no âmbito nacional e participar dos certames e torneios organizados pela entidade máxima deste esporte.</p>
<p>O mesmo deve ocorrer com o poker e é certo que de uns anos para cá este tem sido o caminho trilhado por diversos estados brasileiros que já constituíram suas federações em torno da entidade máxima que é a CBTH.</p>
<p>Sendo assim, a questão que surge para todo e qualquer grupo de pessoas que tenha por objetivo integrar tal estrutura é a maneira como fazê-lo, de acordo com o que dispõe a lei e as demais disposições relacionadas à atividade.</p>
<p>Antes de enfrentar todo o caminho burocrático e o arcabouço documental necessário para a criação de uma entidade desportiva, a primeira questão que se apresenta é:</p>
<p><strong>Por que se organizar em torno de uma associação?</strong></p>
<p>A resposta cabe aos seus mentores pois as intenções sempre são das mais variadas. No entanto, vale ressaltar que uma associação civil, pela lei em vigor, <strong><span style="text-decoration: underline;">não possui fins lucrativos, ou seja, em nada se parece com uma empresa na qual os lucros são divididos entre os seus sócios.</span></strong></p>
<p>Nas associações civis, sem fins lucrativos, a ENTIDADE pode ter lucro (o que é inclusive desejado) mas tais valores não devem ser distribuídos entre os sócios mas utilizados pela própria associação no pagamento de suas obrigações, investimentos em seus projetos e remuneração dos seus colaboradores <strong><span style="text-decoration: underline;">(note-se que salários e demais pagamentos não configuram distribuição de lucro).</span></strong></p>
<p>Assim, a melhor razão para se organizar em torno de uma entidade desta natureza(associação civil) é a possibilidade de se tomar parte nas decisões e no desenrolar das atividades do seu segmento específico fazendo com que sua associação (clube, liga ou grêmio) possa, além de organizar o jogo, participar ativamente da macro-estrutura esportiva criada de acordo com os ditames legais.</p>
<p>Após a decisão de se criar uma associação a questão enfrentada é:</p>
<p><strong>Como criar a minha entidade nos termos da lei vigente no Brasil?</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O ponto de partida para a criação de tais associações civis, é a lei 10.406/2002 (Código Civil Brasileiro) que em seus artigos 53 e seguintes traz os pontos que devem ser observados para a efetiva fundação de uma entidade dessa natureza.</p>
<p>Tal legislação apresenta as linhas gerais para a constituição de uma associação civil, dispondo, inclusive, acerca dos itens que obrigatoriamente devem constar no Estatuto da entidade que, se não observados, fazem com que o seu estatuto seja considerado inválido e inábil para lastrear o registro da entidade.</p>
<p>Além disso, no que diz respeito às Associações Esportivas, a Lei 9615/98 (Lei Pelé) é que traz as diretrizes específicas que devem reger essa atividade, dispondo inclusive a respeito das diversas entidades de administração do desporto no território brasileiro.</p>
<p>Tal lei ainda trata do repasse de recursos públicos provenientes da administração direta ou indireta para aquelas associações que cumprirem suas exigências e, ainda, itens obrigatórios que devem constar no estatuto das entidades de administração do deporto, sendo que sua falta poderá acarretar o não reconhecimento desse documento constitutivo pelo Ministério dos Esportes e outros órgãos governamentais.</p>
<p>Dessa forma, é imprescindível levar em conta tais disposições legais para nortear a redação do Estatuto, bem como considerar a legislação local(estadual e municipal) a fim de se evitar eventuais impropriedades na confecção do documento.</p>
<p>Com o estatuto pronto, de acordo com a legislação vigente, deve ser realizada <strong>Assembléia Geral de Fundação</strong>, na qual o documento constitutivo (estatuto) deve ser aprovado pelos associados e também deverá ser eleita ou nomeada a primeira diretoria, com o devido registro de tudo o que ocorreu na reunião em <strong>Ata</strong> própria.</p>
<p>Com a documentação pronta, o próximo passo é a sua apresentação em Cartório de Registro de Pessoas Jurídicas e aguardar a análise (denominada prenotação), que determinará se o Estatuto e a Ata estão de acordo com a legislação vigente e, caso estejam, o registro é efetuado. Caso contrário, a documentação é devolvida, com exigências a serem cumpridas e, após as devidas correções, deve ser reapresentada em Cartório para o seu registro.</p>
<p>Após registrada em Cartório, a entidade deve se inscrever no <strong>CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica)</strong>junto à Receita Federal de forma que a associação possa realizar atividades das mais simples como abrir uma conta bancária.</p>
<p>Além disso, pode ser registrado o nome da entidade, bem como logomarca e outros itens que identifiquem a associação junto ao INPI (Instituto Nacional de Propriedade Intelectual) sendo que tal registro pode ser feito em nome da própria entidade, evitando-se, assim, que terceiros utilizem o nome da associação e sua marca de forma indevida.</p>
<p>Tais procedimentos burocráticos, muitas vezes desgastantes e morosos, são mais que necessários para a concretização do registro e regularização de qualquer associação, sendo que, para os clubes de poker, não é diferente.</p>
<p>Uma vez criada sua entidade, além de permitir sua participação na estrutura, ainda nova mas muito promissora, que já se faz presente no cenário do poker brasileiro, ainda representará enorme ganho no aspecto social e na luta contra o preconceito que, embora tenha diminuído muito, ainda existe.</p>
<p>Assim, com sua associação criada, o que era considerado “casa de jogo clandestino”, “cassino ilegal” ou outros termos pejorativos passa, oficialmente, a ser chamado de entidade desportiva constituída sob a forma de associação civil, como qualquer outro clube esportivo regularmente constituído.</p>
<p>Outro ponto de importância é a necessidade de se adequar a sede da entidade às exigências administrativas a fim de obter alvará de funcionamento junto à Prefeitura e demais procedimentos junto aos órgãos municipais de acordo com a legislação local (itens de segurança, higiene e outras exigências que podem ser apresentadas pelo poder público) de modo a evitar infrações administrativas que podem culminar na imposição de multas e até mesmo no fechamento da sede da entidade.</p>
<p>No que diz respeito ao aspecto criminal, é fato que a criação do clube, de acordo com os ditames da lei, não afasta por completo as ações consideradas abusivas e arbitrárias que têm por finalidade a repressão do poker como se fosse um jogo de azar e portanto proibido pelo Decreto-Lei 3688/41 (Lei de Contravenções Penais).</p>
<p>Contudo, ainda que tal cuidado não seja o bastante para afastar qualquer conotação de ilegalidade do poker não é menos verdade que um clube organizado, juridicamente estruturado e dotado de normas estatutárias claras e em conformidade com a lei, estará menos sujeito aos abusos, na medida em que nas eventuais incursões das autoridades em tais locais o que será encontrado é algo muito diferente do que se chama de “casa de jogo ou cassino clandestino”.</p>
<p>No mais, o total desaparecimento dos clubes que operam à margem da lei civil deve municiar ainda mais a comunidade do poker na luta pelo reconhecimento da atividade como algo lícito, saudável e de inegável caráter esportivo, ainda mais no atual cenário legislativo brasileiro quando a discussão já chegou ao Congresso Nacional.</p>
<p>Por tais razões, uma das frentes de trabalho em prol do poker e de seu reconhecimento é a adequação da chamada base da pirâmide organizacional à lei civil, nos mesmos moldes do que já foi feito pelas Federações estaduais, regularmente constituídas, e pela própria CBTH.</p>
<p>Como toda e qualquer batalha (e na esfera legislativa não é diferente), os momentos que antecedem a luta, devem ser aproveitados para a organização do exército, afinar a estratégia e armar-se de forma adequada para que as possibilidades de sucesso sejam as maiores possíveis.</p>
<p>E este é o momento que vivemos no Brasil, a hora da batalha se aproxima e é fundamental que todos os combatentes estejam afinados e organizados de modo a permitir que o sucesso seja alcançado. O poker brasileiro precisa de você, participe deste combate! <strong></strong></p>
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		<item>
		<title>UIGEA &#8211; A LEI QUE ABALOU O POKER ONLINE &#8211; PARTE 3</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Marques de Andrade]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Jan 2010 17:29:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estratégia]]></category>
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					<description><![CDATA[<div style="text-align: justify;">
<p>Nesta terceira e última parte da série sobre o UIGEA, vou abordar o  que podemos esperar para o ano de 2010.</div>
<p style="text-align: justify;">De fato, 2009, no cômputo geral, foi um ano muito positivo  para o poker mundial, apesar dos espasmos de retrocesso <a href="http://www.pokerbrasileiro.com/2009/08/uigea-brasileira.html">tanto  no Brasil</a> quanto <a href="http://www.pokerbrasileiro.com/2009/09/uigea-antecipa-acoes-repressivas.html">nos  Estados Unidos</a>.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">No entanto, a maior vitória brasileira, não foi no mundo das leis mas  no mundo real, que é o que rege a edição das novas regulamentações.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Nessa esfera, podemos dizer que 2009 representou a consolidação do  poker em nosso país, tendo em vista sua exposição na mídia, de forma  sadia e responsável e, principalmente, pelo espaço alcançado nos  veículos de massa fruto do trabalho dos canais especializados (dentre os  quais destaca-se o <a href="/">MaisEV</a>) e também daqueles que abrem mão  do seu tempo para divulgar um dos mais nobres esportes da mente (como  foi o caso de André Akkari).</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">É claro que muitos outros "ativistas" do poker contribuíram para a  sua popularização, como é o caso do Presidente da <a href="http://www.cbth.org.br/">Confederação  Brasileira de Texas Hold´em - CBTH</a>, <strong>Igor "Federal" Trafane</strong> ou o Editor-Chefe da <a href="http://www.revistaflop.com.br/">Revista Flop</a>, <strong>Juliano  Maesano</strong>, apenas para citar alguns.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">No entanto, definitivamente, André Akkari foi muito feliz em sua  entrevista concedida ao jornalista esportivo (e também seu colega de  emissora na ESPN), Juca Kfouri em seu programa Juca entrevista (confira a  matéria e os vídeos <a href="http://www.pokerbrasileiro.com/2009/11/akkari-faz-justica-na-midia.html">aqui</a>)  o que demonstrou que o espaço do poker vem aumentando exponencialmente  nos grandes veículos de informação.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">E tal fenômeno nada mais é do que natural já que esse jogo vem se  firmando nacionalmente como uma atividade corriqueira e reconhecida pela  sociedade o que é o pressuposto básico para o seu reconhecimento pelos  órgãos legislativos e para que se alcance sua efetiva regulamentação.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Veja que a batalha não é travada pela <strong>legalização </strong>do poker  que, conforme já expusemos em outra oportunidades, está longe de ser  ilegal, mas pela sua <strong>regulamentação, </strong>ou seja, via manifestação  dos órgãos competentes afirmando o que todos os que militam nesse meio  já sabem: <strong><span style="text-decoration: underline;">o poker é atividade legítima, lícita e desvinculada de  qualquer espécie de jogo de azar</span></strong>.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Neste ponto, o leitor pode se questionar: <strong>&#8220;Mas o que a tal  popularização do jogo pode auxiliar na regulamentação?&#8221; </strong></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">É claro que o reconhecimento da legalidade do poker ou, a sua  regulamentação definitiva, depende da edição de lei que declare a total e  já sabida legalidade desse jogo ou, ao menos, da reforma do Decreto-Lei  3.688/41 de maneira que torne mais clara a definição do que seriam os  tais &#8220;jogos de azar&#8221;. Contudo, um ponto é comum às duas opções: <strong>qualquer  mudança no cenário legal historicamente tem fundo cultural e na  realidade social de determinado país ou localidade</strong>.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">E tal realidade social já se observa no Brasil com a aceitação cada  vez maior do poker como prática sadia e parte integrante de nossa  cultura (ainda que recente).</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Assim, não há outro desdobramento a se esperar no Brasil que não seja  a reprodução por meio de leis do que a sociedade já vem aceitando de  forma consistente e consciente.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Tal expectativa passa longe da utopia tendo em vista a melhor notícia  legislativa de 2009 protagonizada pelo Deputado Régis de Oliveira  conforme mencionado <a href="artigos/camara-dos-deputados-traz-esperanca-para-o-poker-no-brasil">neste  artigo</a>.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"><a name="OLE_LINK6"> </a></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Além disso, no último Poker Stars Caribbean Adventure (PCA) o  Secretário de Esportes de São Paulo, Walter Feldman,  esteve presente e  realmente se impressionou com a estrutura e, mais uma vez, André Akkari  trouxe outra grande notícia aos Brasileiros ao afirmar que nosso país  sediará novamente uma etapa do Latin America Poker Tour (LAPT) como  noticiado <a href="noticias/andre-akkari-fala-sobre-o-lapt-no-brasil">aqui  mesmo</a> no MaisEV.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Nos EUA, ainda que a indefinição quanto ao UIGEA tire o sono de  muitos praticantes do poker (em especial do online), o fato é que tal  medida até o momento não gerou efeitos apesar da sua aprovação ter sido  levada a cabo ainda em 2006.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">O próximo prazo fatal para que comece a produzir efeitos é 1º de  junho deste ano e até lá poderemos esperar grande discussão a respeito  do assunto e forte pressão de todas as entidades e legisladores que  defendem a atividade.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">A tal respeito, recentemente tivemos grande notícia vinda do estado  da Pensilvânia com a aprovação de lei que regulamentou diversos jogos de  mesa dentre os quais se inclui o poker (<a href="noticias/projeto-de-lei-na-pensilvania-legaliza-poker">vide  notícia veiculada no MaisEV</a>)</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Quando o assunto é poker online, a corrente da regulamentação é  engrossada por países da Europa, sendo que a <a href="noticias/belgica-planeja-nacionalizar-poker-online">Bélgica  já manifestou a intenção de &#8220;nacionalizar&#8221; os sites de poker</a> (como  já ocorrido na Itália), iniciativa que vem de encontro à retrógrada  orientação que desembocou na edição do famigerado Safe Act e do UIGEA.</p>
<div style="text-align: justify;">Posto isso, é fato que 2010 será um ano de muitas discussões na  esfera do Poder Legislativo, no Brasil e no mundo, e o que se espera é  sobriedade dos legisladores para que tratem a questão da melhor forma  possível e formulem leis que se adéqüem às novas realidades brasileira e  mundial, como é o caso do poker, seja &#8220;ao vivo&#8221; ou &#8220;online&#8221;.</div>
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		<title>UIGEA &#8211; A LEI QUE ABALOU O POKER ONLINE &#8211; PARTE 1</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Marques de Andrade]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Dec 2009 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estratégia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Muito se discute a respeito do UIGEA (Unlawful Internet Gambling  Enforcement Act) mas até mesmo os especialistas e militantes do meio  jurídico possuem dúvidas a respeito dessa lei americana.</p>
<p>Por esta razão, considero necessário realizar uma abordagem completa a  respeito dessa medida a fim de informar todos os interessados no  desenrolar dessa questão e, dessa forma, fazer com que a discussão seja  travada em alto nível até mesmo no Brasil.</p>
<p>O interesse brasileiro na medida justifica-se tendo em vista que toda  e qualquer medida que tenha o poker online como alvo certamente  repercutirá em todos os mercados onde a atividade apresenta relevância  e, obviamente, o Brasil não é uma exceção nesse mercado.</p>
<p>Além disso, a medida americana já incentivou a criação de projetos de  lei no Brasil a respeito do mesmo tema, como é o caso dos projetos de  autoria dos Senadores brasileiros <a href="http://www.pokerbrasileiro.com/2009/08/uigea-brasileira.html#more">Magno  Malta e Garibaldi Alves</a>.</p>
<p>Nesta primeira parte do artigo abordarei o histórico dessa medida,  convertida em lei no dia 13 de outubro de 2006.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>I) A aprovação e sanção presidencial</strong></p>
<p>O projeto de lei denominado &#8220;Safe Port Act&#8221; (Security and  Accountability For Every Port Act of 2006) trata, como o próprio nome  diz, da segurança dos portos, com proteção e inspeção de cargas e demais  medidas que impeçam ações terroristas em portos e na área costeira  americana.</p>
<p>Após sua aprovação pelo congresso dos EUA no dia 30 de setembro de  2006 tal projeto foi convertido em lei ao ser assinado pelo então  presidente George W. Bush no dia 13 de outubro daquele mesmo ano.</p>
<p><strong>II) Vacância da lei</strong></p>
<p>Vacância da lei, nada mais é que o período em que uma nova lei deve  obedecer até que seu cumprimento seja imposto e, dessa forma, gere  obrigações para os seus destinatários.</p>
<p>O UIGEA foi adicionado de última hora no título VIII do &#8220;Safe Port  Act&#8221; e o projeto foi aprovado à meia-noite do dia em que o Congresso  americano entrou em recesso por conta das eleições (para deputados ou  &#8220;representatives&#8221; e 1/3 dos membros do Senado)</p>
<p>No entanto, mesmo após a sanção do Presidente Bush, a lei não foi  finalizada sendo que, por conta de política adotada pelo governo federal  americano, o prazo fatal para concluir qualquer nova lei seria o dia 19  de Novembro de 2008, o que possibilitaria que os 60 dias de revisão  obrigatória expirassem até o dia 19 de janeiro de 2009, um dia antes da  posse do novo presidente eleito.</p>
<p>Assim, a última versão do &#8220;Safe Port Act&#8221; que continha as disposições  a respeito da &#8220;Lei anti-gamble&#8221; (UIGEA) foi finalizada no dia 12 de  Novembro de 2008, dentro do prazo estabelecido pelo governo Bush.</p>
<p>Isso explica o porquê de uma lei assinada em outubro de 2006 não ter  entrado em vigor até o final de 2008.</p>
<p>Assim, quando Obama assumiu, no dia 20 de janeiro de 2009, embora tal  lei estivesse pronta, não seria aplicada até o dia 1º de Dezembro de  2009 a fim de garantir aos destinatários desse comando legal a  possibilidade de se adequarem à nova realidade legislativa trazida pelo  &#8220;Safe Port Act&#8221;.</p>
<p><strong>III) Esperança para os opositores do UIGEA</strong></p>
<p>A vitória de Obama trouxe grandes expectativas para os defensores do  poker online, como já mencionei neste  artigo, e o que se esperava era uma forte discussão a respeito da  regulamentação da atividade e até mesmo a revogação do UIGEA ou sua  reforma.</p>
<p>Isso porque, sabidamente, o novo presidente eleito já havia se  manifestado a respeito do poker, além de ser jogador casual e, portanto,  conhecedor do jogo e suas nuances.</p>
<p>A respeito disso Obama até mesmo respondeu um questionamento de um  eleitor de Illionois, quando ainda era Senador, a respeito do poker  online:</p>
<p><em>&#8220;Reconheço tanto a necessidade de se cumprir leis federais e  estaduais e também o desejo de muitos cidadãos de Illinois de não  sofrerem excesso de interferência governamental na sua vida privada.  Quando for oportuno o reexame da questão aqui tratada lembrarei dos seus  argumentos e preocupações a esse respeito.&#8221;</em></p>
<p>Assim, o ano de 2009 iniciava com grande expectativa para a  comunidade do poker mundial já que, se de um lado o &#8220;fantasma&#8221; do UIGEA  trazia sérias preocupações para a indústria do jogo e mercados  emergentes (como é o caso do Brasil), a vitória de Obama também poderia  representar uma nova luz para os críticos dessa nova lei, para os  simpatizantes do jogo e até mesmo para os defensores da liberdade  individual que consideram o UIGEA como excesso de interferência  estatal na vida privada do cidadão.</p>
<p>E realmente  o ano de 2009 trouxe muita discussão a esse respeito,  tanto na esfera legislativa como nas entidades de classe (Poker Players  Alliance puxando a fila) e também para os cidadãos comuns (e jogadores)  nos fóruns de todo o mundo.</p>
<p>Por outro lado, a crise financeira mundial fez com que alguns países  passassem a ver o poker online como fonte de receita tributária e uma  alternativa acessível para aumentar a arrecadação do Estado e contornar  as dificuldades da crise.</p>
<p>Esse foi o caso  da Argentina que alterou completamente seu posicionamento a  respeito do jogo online, sendo certo que muitos outros países podem  seguir este exemplo em muito breve.</p>
<p>Na segunda parte deste artigo abordarei o que aconteceu em 2009 e  tentarei esclarecer o que podemos esperar para o próximo ano.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>UIGEA Antecipa Sua Chegada Com Bloqueio de Contas nos EUA</title>
		<link>https://www.maisev.com/artigos/uigea-antecipa-sua-chegada-com-bloqueio-de-contas-nos-eua/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Marques de Andrade]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2009 00:20:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estratégia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img style="margin: 6px; float: right;" src="http://www.maisev.com/maisev-wp/wp-content/uploads/2009/09/martelo_justica_capa_-_suap.jpg" alt="Justiça" />Enquanto a entrada em vigor do UIGEA se aproxima e as instituições financeiras ainda não conseguem definir o que significaria a expressão “jogo ilegal” uma ação policial chamou atenção nos EUA.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<div style="text-align: justify;">No dia 4 de setembro deste ano, promotores federais tomaram uma medida drástica contra a comunidade do poker.</div>
<p style="text-align: justify;">Foram bloqueadas 3 contas bancárias, sendo uma delas do Citibank e as outras duas do Bank of Americas, sob o argumento de que continham valores derivados de jogo ilegal e, desta forma, representariam desrespeito ao UIGEA e à lei que trata da “lavagem de dinheiro”.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Tais bloqueios ocorreram em Maryland e até o momento, as apreensões de dinheiro nos EUA, apenas nos últimos 2 meses, já ultrapassa o montante de US$ 30.000.000,00 (trinta milhões de dólares).</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">No entanto, ainda não há uma palavra final ou definição legal acerca do que seriam consideradas “transações ilegais” ou “jogo ilegal”.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">A tal respeito, embora não tenha sido devidamente noticiado, há um grande alento para os jogadores e empresas relacionadas ao poker em terras americanas.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Em novembro de 2008, foram realizadas audiências no Comitê de assuntos jurídicos da Câmara dos Deputados americana, com a finalidade de se discutir a legalidade do poker online e, estranhamente, o pronunciamento que mais chamou a atenção não foi de ninguém relacionado à Poker Players Alliance ou da própria Annie Duke que também foi ouvida.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Catherine Hanaway, Procuradora do Estado de Missouri, foi questionada a respeito da legalidade de se jogar poker online nos EUA, ao que respondeu categoricamente: Não, jogar poker online não é ilegal no país.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Pode parecer algo isolado, sem valor legal, de pouca ou nenhuma repercussão positiva mas, o fato é que, até o momento, se jogar poker online não é ilegal em solo americano e as “transações ilegais” ou “jogos ilegais” mencionados no UIGEA não são definidos nesta lei, quaisquer atos tomados contra o poker online, inclusive os bloqueios de contas e o confisco de valores referentes a prêmios, podem e devem ser considerados ilegais.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">A questão ainda está longe de chegar ao fim, mas assim como no Brasil, a falta de clareza do UIGEA, se não traz qualquer segurança para os jogadores e empresários do poker, também não apresenta uma palavra final a respeito da ilegalidade da atividade que, como já dito, tanto no Brasil quanto nos EUA, não tem nada de ilegal.</p>
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		<title>O UIGEA Brasileiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Marques de Andrade]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2009 19:34:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estratégia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O UIGEA (Unlawful Internet Gambling Enforcement Act), chamado de Lei Anti-Gamble”, e conhecido pela maioria dos jogadores e empresas relacionadas à indústria do jogo, trouxe muita instabilidade para o poker online.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<div style="text-align: justify;">A discussão ganhou enorme proporção nos Estados Unidos e rapidamente se espalhou pelo mundo, inclusive chegando à Europa que hoje vive o conflito travado entre liberdades individuais, livre circulação de produtos e serviços na zona comunitária e o monopólio estatal, como já mencionei <a href="http://www.pokerbrasileiro.com/2009/08/quem-leva-o-pote.html">neste artigo</a> .</div>
<p style="text-align: justify;">Nos Estados Unidos, o debate, a respeito da aplicabilidade do UIGEA e a regulamentação do poker online, já chegou às casas legislativas sendo que é esperado um desfecho da situação para os próximos 2 anos.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">A principal crítica à Lei Anti-Gamble americana é a dificuldade das instituições financeiras e até das empresas que oferecem jogo online, tendo em vista a falta de clareza da lei, para definir o que seria considerado "transação ilegal".</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">O deputado americano Barney Frank e o senador Robert Menendez já apresentaram suas propostas para reforma da legislação o que atraiu a atenção de especialistas, como o professor Joseph Kelly, cujo artigo originalmente publicado no Poker Law Bulletin e que fiz questão de traduzir aqui.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Enquanto a discussão nos EUA e Europa gira em torno de &#8220;transações ilegais&#8221;, monopólio estatal, receita dos governos, e demais aspectos econômicos, é fato que a situação no Brasil é outra, já que aqui há enorme carga negativa em torno do poker e também <a href="noticias/o-poker-e-o-brasil-a-lei-nacional-como-um-jogo-de-azar">gritante indefinição legal quanto ao significado da expressão &#8220;jogos de azar&#8221;.</a></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">O fato é que, tramitam no Senado dois Projetos de Lei em conjunto, sendo o primeiro, apresentado em abril do ano passado, de autoria do Senador Magno Malta <a href="http://www.senado.gov.br/sf/atividade/materia/detalhes.asp?p_cod_mate=84485">(121/2008)</a>, que praticamente repete a UIGEA americana ao pretender a vedação de transações financeiras relacionadas a jogos de azar e pornografia infantil.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">No entanto, como já mencionado, outro projeto de lei <a href="http://www.senado.gov.br/sf/atividade/materia/detalhes.asp?p_cod_mate=91624">(255/09)</a>, de autoria do Senador Garibaldi Alves Filho, complementaria o projeto de Malta ao definir como crime punido, com 1 a 3 anos de detenção, <em>&#8220;a facilitação da exploração de jogo de azar por meio de rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, bem como a autorização para pagamento de crédito ou aposta relacionados ao referido jogo.&#8221;</em></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">A justificativa para tal projeto seria a dificuldade em processar as empresas que se dedicam à exploração de &#8220;jogos de azar&#8221; pela internet, na medida em que se encontram fora do território brasileiro e, dessa forma, inalcançáveis pela nossa jurisdição.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Caso este projeto seja convertido em lei (o que se espera até o final de 2010) as empresas de cartão de crédito e outras relacionadas a pagamentos, assim como os provedores de internet, teriam de decidir quais serviços e atividades poderiam ser considerados &#8220;jogos e azar&#8221; e portanto proibidos, e quais não se enquadrariam nessa categoria.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Vale lembrar que a escolha “errada” pode acarretar sérios problemas criminais, para os responsáveis por essas empresas, sendo o mais provável que, tanto os operadores de pagamentos como os provedores de internet, simplesmente bloquearão o acesso de IP´s brasileiros aos sites de poker, a fim de não assumir o risco de uma interpretação equivocada.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">O curioso é que o mesmo Senador Garibaldi Alves, em 2007, apresentou o<a href="http://www.senado.gov.br/sf/atividade/materia/detalhes.asp?p_cod_mate=81614"> Projeto de Lei nº 359/07</a> com vistas à regulamentação do Bingo que poderia ser explorado diretamente por entes estatais ou por empresas autorizadas pelo governo(como é o caso das loterias da Caixa Econômica Federal), o que demonstra uma certa hesitação no ânimo do parlamentar quando o assunto é a repressão dos chamados jogos de azar.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<p style="text-align: justify;">Por fim, volta-se à discussão, iniciada com a edição do Decreto-Lei 3688/41 e à questão a respeito do enquadramento do poker como jogo de azar ou, no que acredita-se ser a alternativa mais plausível, jogo de habilidade.</p>
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