“Costumo Jogar Tomando Minha Cervejinha, Mas Joguei Focado”, Diz Paulinho Santos, Campeão do Brazilian Storm da WSOP Brazil

Por: 28/09/2018

Recreativo Paulinho Santos demonstrou muita emoção ao conquistar Brazilian Storm em casa.

paulinho santos brazilian storm 450Torneios de poker têm níveis de dificuldades diferenciados: alguns concentram muitos amadores, outros, um bom número de jogadores regulares. Há ainda os que registram poucos inscritos, e os que contam com uma tempestade de inscrições. E o nome Brazilian Storm não é por acaso: o torneio é o preferido pelos jogadores, sejam eles de qualquer nível técnico. A combinação de baixo buy-in (R$ 800, NLH), com uma boa premiação garantida (R$ 1 milhão) cria um verdadeiro temporal nas sedes por onde passa.

A edição deste ano do “Storm” registrou 2.202 entradas durante os cinco dias iniciais. Entre tantos jogadores, vários nomes de destaque do poker nacional. Tantos que tornariam necessárias duas ou cinco matérias para fazer justiça a todos. E foi nesse field, com esse grau de dificuldade, que um genuíno e espontâneo carioca fez história.

A emoção demonstrada por Paulinho Santos ao bater o atual campeão do Main Event da WSOP Brazil Andrew Zeus no heads-up é coisa cada vez mais rara no mundo do poker. Em um mundo onde a “norma” é ser blasé, “ler e não responder”, e o desinteresse e o olhar semimorto impera, a vibração de Paulinho ao ver o um 8 bater no river, completar um desnecessário full house e confirmar a vitória emociona, de certa forma.

“Não dá para explicar a sensação”, disse ele ainda emocionado após abraçar os amigos. “São muitos profissionais, muitos jogadores bons, muita gente conhecida”, completou.

O embate com Andrew Zeus durou cerca de uma hora, e você, prezado leitor, perguntará como foi a mão decisiva. Na realidade, dado o texto e o contexto, pouco importa.

E qual o segredo da espontaneidade de Paulinho?

“Geralmente jogo tomando minha cervejinha, mas esse aqui (disse referindo-se ao evento) joguei bem focado. Foldei AK pré-flop, trinca de T no flop, fiz jogadas que geralmente não faço e acabou dando certo”. Talvez seu segredo resida nisso, no meio termo entre encarar a vida por vezes de modo mais relaxado, e outras de modo mais sério.

E tudo isso no quintal de casa, onde a vida é muito mais doce e gostosa.

Abaixo, uma breve entrevista com o mais novo campeão do Brazilian Storm. Aliás, o evento bateu o garantido com folga e distribuiu R$ 1.433.700 em prêmios no total. Mas números, muitas vezes, não importam tanto.

 

Resultado da Mesa Final do Brazilian Storm da WSOP

1º- Paulinho Santos: R$ 235.000
2º- Andrew Zeus: R$ 145.000
3º- Diego Sette Moreira: R$ 107.000
4º- André Souza Alvarenga: R$ 80.000
5º- Wallace Gomes Dias: R$ 60.000
6º- Frederico Vianna Costa: R$ 46.000
7º- Leonardo Ramos: R$ 38.000
8º- Fernando Reines: R$ 30.000

 

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Alex Faccini

Alex Faccini

Conheceu o poker em 2006 através da ESPN, em uma mesa que contava com Sam Farha e Phil Ivey. Se apaixonou pelo jogo e pela malandragem de Farha, o único jogador com sangue HUE BR. Passou pelas faculdades de Direito e Publicidade, sem concluir nem uma, nem outra. Apaixonado por cinema, música, literatura e outras artes mais, aprendeu a jogar sinuca em botecos com tiozinhos tomando cachaça, e tem a certeza que vivemos em uma Matrix. Sempre se esquece de encher as formas de gelo.

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