Daniel Almeida do Midas Team fala sobre GTO, o jogo moderno e mais

Por: 22/11/2019

Neste completíssimo bate-papo, Daniel Almeida falou um pouco de tudo: sua história no poker, rotina, estratégia, o estado do jogo moderno e outros assuntos.

Daniel AlmeidaDaniel Almeida é figura conhecida na comunidade brasileira de poker há alguns anos. Bem-sucedido dentro e fora das mesas, ele é instrutor do Midas Team e da escola Sensei Poker e soma mais de US$ 1 milhão de ganhos nas mesas online, tendo como destaque recente o 4º lugar no partypoker MILLION.

Confira abaixo a entrevista onde Daniel Almeida fala sobre assuntos como sua trajetória, planos e muito mais.

 

MaisEV: O que você fazia antes do poker, e como começou a jogar?

Daniel Almeida: Eu aprendi a jogar quando fazia faculdade ainda né tinha um bar em frente a Federal aqui que rolava um sit and go de cinco reais, aí eu comecei a jogar lá, mas recreativamente. 

Depois que eu me formei trabalhei como professor de pré-vestibular e preparatório para concurso durante quase 8 anos. Eu já jogava, nesse meio tempo fui jogador do 4bet, eu joguei no 4bet entre 2011 e 2012 e conciliava as duas coisas. 

De 2012 ou 2013 para frente, quando entrei de sócio do time, parei de dar aula de matemática, me dediquei só ao jogo e a cuidar das coisas do time, a ser instrutor e tal, e quando eu fui fazer a migração eu não parei de vez, não troquei um trabalho pelo outro, eu fiz um negócio gradativo. 

Como a grade horária de pré-vestibular é bem maleável, eu diminuí os dias, então eu grindava um dia por semana e dava aula quatro, aí no ano seguinte eu grindava dois dias e dava aula três, até o momento que no último ano, acho que foi 2013, eu dava aula só na quarta para vestibulares e aí nos outros dias eu grindava. Mas não dava mais para conciliar com as viagens, foi o primeiro ano que eu fui para Vegas. Eu acabei desistindo e fiquei só no grind. 

Claro que eu tenho muito pouco volume desde lá porque tinha muita coisa na parte de ser instrutor tanto do meu time como dos outros times também, eu trabalhei ainda quase todos os times, então meio que eu concilio entre o grind e as aulas, de poker agora. E agora eu também tô com a Twitch, e meio que tá dividindo um pouco meu tempo, então não consigo jogar tantas mesas ao mesmo tempo porque tem que estar lá ao vivo interagindo.

MaisEV: Como você faz pra conciliar todas essas atividades? 

Daniel Almeida: Na verdade é um malabarismo, nem sei se eu tô 100% bem nisso hoje em dia, mas eu tô melhorando. No começo eu me enrolava bastante, sempre uma área acaba ficando em defasagem. Eu dava aula demais e estudava de menos, daqui a pouco eu não tinha nem um tema novo para dar aula porque não tinha estudado nada novo naquele tempo. Então às vezes eu estudava demais e grindava de menos.

Hoje em dia acho que eu tô um pouco melhor, eu consigo separar bem os dias e os horários para fazer cada coisa. Tem que aprender a negar algumas coisas também, porque se você quiser grindar todos os dias que você gostaria, quiser dar aula para todo mundo que te pede e quiser estudar tudo o que você gostaria, você não tem tempo lado. Então tem que aprender a selecionar bem as coisas que você vai fazer.

MaisEV: Sobre a Twitch, como você vê streams de poker hoje em dia? Tem espaço pra crescimento, ou são sempre as mesmas pessoas assistindo?

Daniel Almeida: Eu confesso que eu era bem leigo até surgir a ideia de fazer a Twitch. Eu nunca tinha aberto, nem sabia que jogo que transmitiam, quais são os jogos mais populares. Aí eu abri e vi alguns streamers de poker que fazem muito bem feito tanto em português quanto em inglês e aí na época do WCOOP desse ano eu fiz algumas streams de teste e curti fazer, achei que foi legal, que foi uma interação boa e aí comecei a fazer.

Eu acho que tem espaço sim, cada dia mais as pessoas assistem menos televisão no geral, programa de televisão e estão mais em coisas que eles conseguem escolher o que querem ver, na hora que querem ver tipo stream, live até no próprio Netflix. Acho que a tendência é aumentar o público. Acho que tem muita gente que vai cair de paraquedas na Twitch tanto para streamar quanto pra assistir.

MaisEV: Voltando pro game: com seu background em matemática, imagino que você faça uso de solvers, estude GTO.  Mas quando você começou em 2010/2011 não havia o GTO. Como você vê essa mudança da popularização do GTO nos torneios? Quem não estuda GTO fica pra trás?

Daniel Almeida: Naquela época era tudo meio que empírico, a gente achava que o negócio era daquele jeito e meio que tentava mostrar matematicamente que era daquele jeito e cometia vários erros porque a gente não chegava na profundidade que os solvers chegam.

Hoje em dia quem não consegue jogar uma estratégia de equilíbrio, quem não consegue usar os solvers fica para trás, mas por outro lado eu acho que é melhor um cara que não usa o solver do que um cara que usa o solver da maneira errada, porque quando você coloca uma mão no solver ele vai supor que aqueles dois oponentes são jogando perfeitamente contra o outro. Só que na prática o cara está jogando contra a gente que não joga perfeitamente, então a gente tem que mexer no solver e fazer as contra-estratégias para explorar a população e a maioria da galera não faz isso. O cara abre o solver e vê como que tinha que ser jogado versus um cara que joga perfeito, e ele esquece que o cara está do lado dele não tá jogando perfeitamente, e isso acaba sendo mais prejudicial do que benéfico. Então eu acho que quem não usar vai ficar para trás mas que usar de maneira errado tá mais perdido ainda.

MaisEV: E nesse cenário tem espaço pra intuição? Um jogador menos matemático e mais intuitivo, consegue bater o jogo hoje?

Daniel Almeida: Isso é um negócio interessante. Eu acho que tem espaço para intuição, mas ela meio que entra naquilo que falei de você se moldar ao adversário. 

Vamos supor que tenha uma situação que o range perfeitamente equilibrado tenha que dar c-bet a metade das vezes. só que o cara foldar demais você pode dar c-bet em 100% das vezes. E aí a tua intuição pode se guiar para se moldar ao aniversário. A sua intuição disse que esse cara provavelmente folda demais para c-bet então você ajusta o seu range de 50 para 100% de c-bet. 

Eu acho que a intuição tá prevista quando a gente fala em pegar um solver por exemplo e dizer pro solver que o cara não joga perfeitamente ele tem esse e aquele erro e o solver vai se adaptar a esse erro, de onde que a gente vai tirar esse erro do cara? Primeiro de análise de database, tendo uma amostra gigantesca de como o cara joga no HUD, segundo de conhecer o cara, ter notes dele, terceir da intuição mesmo e quarto de frequência populacional tipo a população no geral não blefa nessa situação. E aí você vai pegar sua intuição e criar uma contra-estratégia para aquela estratégia que o cara tá usando baseado nesse ajuste que você tá fazendo.

Uns anos atrás se dizia que Sit and go já era um jogo “resolvido” e isso fez com que caísse a lucratividade. Acha que os solvers podem fazer com que isso aconteça nos torneios?

Daniel Almeida: Na verdade eu acho que dificilmente o jogo vai ser resolvido, pelo número de possibilidades que tem. E mesmo que seja a gente não vai conseguir implementar no jogo porque a gente não é robô. Quanto a diminuição de lucratividade, na minha opinião não tem muito a ver com o jogo ser resolvido com o jogo não ser resolvido, tem a ver com acesso à informação. Hoje em dia o ROI dos jogadores de MTT é muito menor do que era lá em 2010/2011 mas não porque resolver o jogo de MTT, e sim porque as pessoas têm muito mais acesso à informação, tem escola tem vídeo aula tem isso e aquilo e aí fica muito mais fácil do cara aprender e melhorar. Também os times, que produzem muito material. Eu acho que isso que faz um pouco com que os ROIs diminuam, mas não tem a ver com o jogo estar resolvido, na minha opinião.

E essa questão da lucratividade diminuir, por causa da facilidade de informações, times e etc. Você tem buscado outras modalidades pra equilibrar essa questão?

Daniel Almeida: Eu tô fazendo em velocidade mais lenta do que eu deveria. Já tô aprendendo várias modalidades que eu não jogava e tô aprimorando outras que já jogava mas era ruim. Acho que deveria fazer isso um pouco mais rápido mas aí como tem outras prioridades, tipo estudar Hold’em, estudar torneio, dar aula pro time, eu acabo deixando de lado então meio que estudo quando sobra mais tempo. Mas eu já tô fazendo isso há alguns anos, tenho um bom conhecimento das outras modalidades, mas bem longe de onde eu gostaria.

Em todos esses anos, você lembra qual foi seu grande “a-ha moment”, o eureka, algo que você aprendeu ou percebeu que mudou seu jogo pra sempre?

Daniel Almeida: Essa daí é difícil, tiveram vários pequenos momentos que fizeram grandes acréscimos na parte técnica do meu jogo. O mais recente, talvez o principal seja sobre ICM, sobre como jogar mesas finais.

Eu acho que desde o começo todas as pessoas tinham uma noção intuitiva que o jogo de mesa final era muito diferente, por causa da pressão de ICM as fichas valem dinheiro então as estratégias são diferentes, mas acho que antes do solvers que misturam e ICM com solver a gente não esperava que seria tão diferente assim, é basicamente outro jogo, tem alguma situações que são jogadas ao contrário.

Por exemplo essa semana eu rodei um spot que eu tava numa mesa final e aí tinha um flop que eu deveria decidir entre c-betar e não c-betar e eu rodei a mão duas vezes. Eu rodei no solver ver com ICM e no solver sem ICM. No solve sem ICM tinha 100% de c-bet você, eu c-betava o meu range inteiro e no solver com ICM tinha 0% de c-bet, então esse spot em questão é ao contrário. Esse foi um click bom no meu jogo.

exemplo icm poker solver dan almeida

E pros seus alunos do time, normalmente tem “vícios” que vem de quando começaram a jogar (considerando que ninguém ali começou a jogar no time, já tem uma experiência prévia). Qual o erro ou conceito mais comum que vc vê acontecer e mais prejudicial?

Daniel Almeida: Muitas vezes principalmente no live os caras tem muito pouca paciência, ele quer fazer alguma coisa de algum jeito naquele momento. Ele resolve que é momento de blefar, resolve que é o momento de dar all-in. O jogo é baseado em estratégia, você cria suas estratégias e quando aquela mão aparecer naquela situação você faz aquilo. Mas aí o cara acho que é porque ele não 3-betou na mão passada ele tem que 3-betar essa ou porque faz duas órbitas que ele não abre ele vai ter que abrir um 73 off do meio da mesa. Os caras oscilam as estratégias de maneira muito aleatória. Acho que o principal é isso, tem que criar uma estratégia seja ela qual for e seguir aquela estratégia sabe. As pessoas têm muita dificuldade de seguir mesmo sendo as estratégias que eles mesmos criaram.

Você não é só jogador profissional, mas também tem negócios envolvendo o poker. Você ainda sente tesão no jogo ou virou um trabalho mesmo, só negócios?

Daniel Almeida: Eu já tive momentos, uns três anos atrás que eu tinha bem pouco tesão. Já tinha outro negócio por fora do poker, negócios no poker, e o time. Então confesso que alguns dias eu jogava meio que empurrado. 

De um tempo para cá talvez de um ano um ano e meio para cá eu tenho voltado a ter o mesmo tesão que eu tinha quando comecei, por algum motivo que eu não consigo explicar. Talvez por estar estudando bastante, aprendendo um monte de coisa nova aí você fica com aquela sede de sentar a bunda lá e implementar o que você aprendeu, acho que tem um pouco a ver com isso. Porque quando você sente uma estagnada no jogo, seja porque tem outro negócio por fora ou porque você não quis estudar mesmo, não tem tanto tesão porque é tudo repetitivo, aí quando você começa aprender várias coisas novas você quer sentar a bunda lá e botar para funcionar.

Quando analisamos os resultados tanto online quanto live, os brasileiros que mais se saem bem são os que fazem parte de times. Mas até que ponto vale a pena abrir mão de uma porcentagem e dar para o time e não seguir carreira solo? Por que as pessoas ficam tanto tempo em um time de poker, mesmo tendo bankroll pra seguir sozinhos?

Daniel Almeida: Essa pergunta é muito boa e tem algumas coisas a serem citadas. No exemplo que você citou a pessoa em questão já tem bankroll para jogar o que quiser quer jogar, e isso é um ponto a favor pra sair do time porque o time tem que prover duas coisas: bankroll pra voc^poder jogar e a parte técnica para te ensinar. Quando o cara tem o bankroll uma parte ideal ele já tem, falta só segunda parte que é que é conhecimento. A pergunta é: tem como cara conseguir conhecimento por fora do time?

Eu acho que ele tá até consegue mas só vai conseguir ser um player tão bom quanto ele seria se ele tivesse no time se tiver um network de trabalho muito grande, tipo amigos que estudam com ele, que debatem com ele. 

Hoje eu consigo ver com mais clareza, porque eu tenho os caras que estudam comigo. Tem muita coisa para ser estudada, tem muita parte estratégica do jogo que nunca foi mexido que ninguém sabe, tem muita coisa para ser estudada. E quando eu tenho um grupo que faz isso, no caso é o time que faz para o cara, mas o cara não tem o time mas tem um network legal… por exemplo se tem uns cara que estudam com ele aí Fulano fica responsável por estudar 3-bet pote fora de posição. Ciclano fica responsável por estudar c-bet e aí quando cada um tá estudando alguma coisa depois eles se reúnem nesse grupo e apresentam. Você otimiza o tempo, porque você gastaria 10 horas para estudar cada tópico, mas você gasta 10 horas para estudar o teu e apresentar para os outros caras, os caras gastam só uma hora para aprender o teu trabalho de 10 horas e vice-versa.

Então se o cara tiver um network ele consegue, mas se o cara não tiver network, tiver sozinho na caverna ele consegue mas vai chegar no mesmo nível que o outro cara chegou em um ano e meio, ele vai chegar daqui a 6 ou 7 anos, então ele vai ficar para trás.

Acho que são duas grandes opções se o cara quiser ser top player. Ou ele fica no time e o time vai dar um jeito de fazer esse trabalho para ele ou ele tem um network de trabalho muito grande.

Posso dar o exemplo de um amigo que uma das coisas que mais pesou pra ele poder encerrar o acordo com o time em que estava foi ter esse network. Ele sabe que vai sair mas vai participar do nosso grupo de estudo, que tem eu, o (Felipe) Piv, o Andrei e a gente vai dividir as tarefas, vai ficar cada um responsável por uma coisa e ele vai conseguir pegar um trabalho que demoraria 30 horas e vai conseguir aprender em uma hora porque eu já resumi tudo para ele, e ele vai fazer algo similar por mim.

Então acho que a questão é o network. O único motivo do cara não sair se ele tem o bankroll é não ter network. Se pessoas no ciclo de amigos dele não jogam poker, ele não conhece ninguém que toparia estudar comigo e quem poderia estudar com ele tá num time e estando no time o cara não vai querer estudar comigo por fora do time então ele tá ferrado, tem que ficar no time.

Agora se ele tiver esse network por fora, manda ver. Mas acho que sinceramente 90% dos caras que estão em time não é por causa do conhecimento é por causa do bankroll. Esse exemplo da pessoa que tem o bankroll não existe. O cara que tem o bankroll vai gastar esse bankroll. Ele vai jogar  mais caro que ele conseguir até não sobrar nada. Aí ele vai bater na porta de um time lá porque acabou o dinheiro. Então o problema das pessoas é gestão financeira. Mas vamos supor que tivesse uma pessoa com gestão perfeita e bankroll suficiente, aí ele poderia sair contando que tivesse network.

É esse o seu caso? Por que preferiu jogar por conta própria?

Daniel Almeida: Eu consegui no decorrer da carreira juntar bons caras que gostam de estudar e procurar pelas mesmas coisas que eu, e eu tinha um bankroll suficiente para jogar os stakes que eu queria.

Então tendo gente para estudar comigo e podendo jogar os stakes, não teria porque eu jogar pra um time. E é claro que sempre tem um torneio o outro que eu não tenho bankroll pra jogar, eu vendo uma parte da action tipo quando rolam as série live, mas no geral é isso, como eu já tava num estágio que eu tinha conseguido alguns caras são meus amigos e eu topariam estudar e pesquisar, eu acabei indo por conta.

Ainda sobre isso, onde você se vê daqui a 10 anos? Ainda pensa em estar jogando, ou visualiza seu futuro longe do poker?

Daniel Almeida: Eu acho que sim, claro que não com o mesmo volume que eu tenho hoje em dia, mas com certeza. Enquanto eu achar que eu for competitivo em qualquer parte do field vou estar jogando. Mas é claro que até lá o volume provavelmente vai diminuir eu vou estar envolvido com outros negócios. Talvez 10 anos eu não tenho certeza absoluta, mas 5 anos com certeza.

Quais são seus planos para 2020?

Daniel Almeida: O primeiro plano acho que é consolidar a Twitch para começar a fazer transmissões regulares e aumentar a quantidade de público que eu consigo atingir. É claro que eu tô bem no começo ainda devo ter dois meses de Twitch, então a ideia isso melhorar, ter mais seguidores, mais pessoas assistindo, gerar um bom conteúdo.

Em paralelo com isso eu vou continuar com a minha rotina normal de grind online e live né Eu viajei bastante esse ano e também pretendo viajar bastante no ano que vem e acho que a partir do ano que vem eu vou começar a jogar o que eu tô estudando faz uns dois anos, algumas outras modalidades principalmente nas séries e nos torneios live.

Também melhorar a qualidade e o ritmo que tá a minha Twitch hoje, continuar volumando online continuar fazendo as viagens de live. Talvez eu diminua um pouco porque vai ser difícil conciliar com fazer transmissões regulares na Twitch, mas as viagens principais tipo Barcelona, Vegas, os BSOP de São Paulo e os mais próximos e os torneios da Argentina do Uruguai eu pretendo ir.

Para finalizar, que conselho você daria pra alguém que quer começar a jogar poker hoje? Tem gente que diz “não comece”, é realmente um conselho válido?

Daniel Almeida: É claro né que você tem que deixar o cara ciente que vai ser muito mais difícil do que era antes, mas esse é é um conselho meio palha, porque isso vai ser verdade para qualquer mercado. Se você pegar um cara que quer virar padeiro hoje em dia, o cara que é padeiro há 40 anos vai falar que na época dele era mais fácil.

Eu acho que o mercado de trabalho no geral hoje em dia muito mais competitivo em todas as áreas, então se o conselho for “não começa” então não começa nada porque todos os mercados estão mais difíceis. 

É claro que o cara vai ter que tá ciente que vai ser mais sofrido, que ele vai ter que se esforçar mais, acho que não sei o que realmente quer mas a parada é ele não vir com aquela mentalidade que os caras de antigamente, que podia ficar de cueca em casa clicando botão e ficar rico rica e comprar uma ilha. Isso não vai acontecer e nem nunca aconteceu na verdade. Talvez antigamente fosse mais fácil mas nunca chegou a ser o mundo de fantasia que a galera pensa que é.

Danilo Telles

Danilo Telles

Historiador por formação, conheceu o MaisEV em sua primeira semana de vida, ainda em 2007. Em pouco tempo, tornou-se editor-chefe do site para fazer o que faz de melhor: escrever.
Danilo Telles

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