WSOP proíbe patches de marcas concorrentes e gera controvérsia antes do início da série

Nova regra da WSOP 2026 pode atrapalhar parcerias de muitos jogadores profissionais

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A poucos dias do início da World Series of Poker (WSOP) de 2026, os bastidores do maior festival de poker do mundo já estão fervendo. A organização do evento decidiu endurecer as regras referentes à vestimenta dos jogadores, aplicando uma postura rígida contra o uso de patches (emblemas de patrocínio) de marcas de poker concorrentes e sites não regulamentados.

A polêmica estourou após a revisão da Seção 52 do livro de regras oficial da WSOP, que trata sobre os direitos de imagem e vestuário dos participantes. De acordo com as novas diretrizes, os jogadores são obrigados a submeter suas vestimentas patrocinadas à aprovação da WSOP e da Caesars Entertainment com pelo menos 24 horas de antecedência de aparecerem em uma mesa de transmissão. Caso contrário, ou se houver recusa em remover um emblema proibido, o participante poderá ser desclassificado do torneio.

A primeira grande polêmica ganhou força quando o profissional britânico Patrick “Pads” Leonard revelou publicamente ter recebido uma carta de rejeição da organização. Embaixador da plataforma CoinPoker, Leonard foi proibido de estampar a marca em suas roupas durante a série. O jogador alertou a comunidade na rede social X (antigo Twitter), afirmando que a restrição poderia afetar sua participação nos eventos e impactar o tradicional torneio de “Fantasy Poker” de US$ 25K, já que sua presença nas mesas se tornou incerta.

O motivo por trás do bloqueio

A postura agressiva da WSOP em 2026 é vista pelos bastidores como uma reação direta a acontecimentos recentes e ao retorno das transmissões pela rede ESPN. Em 2025, o “Millionaire Maker” virou alvo de polêmica quando a marca rival ClubWPT Gold ofereceu um bônus de um milhão de dólares caso um jogador vestindo seu patch ganhasse o bracelete — uma ação que incomodou profundamente os organizadores.

Além disso, a organização justificou os vetos com base nas restrições de publicidade para empresas de jogos de azar não regulamentadas nos Estados Unidos. Plataformas baseadas em criptomoedas, como a CoinPoker e a Phenom Poker, entram nessa lista de proibições por não possuírem licença oficial em solo americano. Por outro lado, marcas regulamentadas ou parceiras de transmissão parecem ter caminho livre. Relatos de jogadores como Shaun Deeb e Joey Ingram indicam que marcas como BetMGM (regulamentada nos EUA) e até a ACR Poker receberam sinal verde, o que gerou debates na comunidade sobre uma possível aplicação seletiva das regras.

Embora muitos jogadores tenham criticado a medida, argumentando que a proibição desincentiva o investimento financeiro de marcas nos atletas do esporte, a WSOP se apoia no fato de ser um evento privado, realizado em propriedade privada, tendo total soberania para definir os critérios comerciais de suas transmissões. Para os competidores que buscam a glória dos braceletes este ano, a única alternativa será se adaptar às novas exigências antes de se sentarem às mesas.

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