Aposentada, Vanessa Selbst ainda é uma das jogadoras mais bem sucedidas e terá cronograma “leve” na WSOP 2023
Talvez a mulher mais bem sucedida do poker, a norte-americana Vanessa Selbst trilhou um caminho um tanto comum ao se aposentar do jogo e dedicar atenção a projetos pessoais. Porém, Selbst fará seu retorno ao maior palco do jogo neste verão.
Como parte do Thrill Team da WSOP, iniciativa do aplicativo da marca que busca oferecer aos usuários a chance de jogar contra grandes nomes, Selbst irá participar do Main Event e de outros eventos da série, conforme confessou a Chad Halloway, da PokerNews, em entrevista durante o podcast do site.
“Você pode deixar o poker, mas penso que o poker nunca deixa você. (O jogo) foi tudo em que pensei durante muito tempo e, por isso, ainda seria muito estranho se não sentíssemos esse desejo às vezes”, explicou.
Selbst têm como companheiros de time craques como Patrik Antonious, Ethan Yau, Landon Tice, Adam Hendrix e Espen Jorstad, atual campeão do Main Event, e Samantha Abernathy completa a equipe que, na celebração de 10 anos do aplicativo oficial da WSOP, tem como objetivo instigar a disputa dos usuários contra nomes fortes do jogo.
“Disputar a World Series of Poker é como jogar nas grandes ligas. Então, como aplicativo oficial da WSOP, estamos honrados em trazer o mesmo grau de empolgação aos usuários”, disse Guy Cedar, gerente geral do app.
“É uma grande ferramenta de aprendizado para iniciantes, bem como uma boa opção para os grinders”, completou a embaixadora.
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Com um currículo invejável com três braceletes da WSOP, Jogadora do Ano de 2014 (única mulher a ocupar o posto do Global Poker Index) e membra do Women in Poker Hall of Fame, Vanessa possui quase US$ 12 milhões em premiações ao vivo, ainda suficiente para um lugar no top 100 da All-Time Money List, mesmo aposentada desde 2018 – após desejar seguir uma carreira profissional e constituir família. Agora, com 39 anos, casada, com duas crianças e uma bem sucedida carreira no ramo de investimentos, ela admitiu estar ansiosa com a volta aos feltros, mas sem muita expectativa por resultados.
“Sei que vou jogar neste verão e não posso ter as mesmas expectativas para mim que costumava ter. Mas, obviamente, quero ganhar e sou muito competitiva, então vamos ver o que acontece. Não planejo jogar os torneios maiores, mas você nunca sabe. Talvez, no meu primeiro torneio eu sinta vontade de dar um tiro em alguns dos Super High Rollers ou algo parecido. Quem sabe?”.
A ex-embaixadora do PokerStars, entretanto, não ficou totalmente absorta do poker e sentiu o gostinho de algumas disputas “Foram três retas finais nos últimos quatro torneios“, disse ela, que foi 14ª no WPT Borgata Poker Open Championship 2019 (US$ 39.950) e 22ª no WPT Fallsview Main Event 2020 (US$ 14.915).
“Anteriormente, quando eu era profissional, o jogo era como se eu tivesse todas as fichas ou quebrado no Dia 1. E a ideia de terminar a duas ou três mesas da FT foi como ‘oh meu Deus, estou tão enferrujada, estou tão fora do meu jogo’. Era aí que eu tinha minha maior vantagem, sabia o que os outros iam fazer, que erros iam cometer, e explorá-los. E eu me senti um pouco fora de minha zona de conforto em relação a onde costumava estar… Eu me sentia tão confortável naquela etapa do torneio, como se tivesse uma chance muito boa de ganhar. E naqueles torneios, eu não sentia isso, e isso é algo com o qual tive que me acalmar”, disse ela sobre as últimas vezes em que sentou à mesa.
Já no Main Event da WSOP, a lembrança é um tanto amarga, já que ela foi eliminada com um full house contra uma quadra, após quase ter foldado a mão, e o retorno marcará a sua primeira disputa fora do Rio Casino, antiga casa da WSOP.
“Vai ser interessante e meio estranho. Você passa tantos anos que desenvolve esta relação de amor-ódio com o Rio – é principalmente ódio, mas há alguma nostalgia e coisas do tipo”.
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Por fim, Vanessa falou sobre outro novo aspecto de sua vida, a de não ser reconhecida.
“Parece que era minha antiga vida, como uma vida passada. Conheço muitas pessoas que não têm ideia da minha carreira no poker, e é legal. Sinto que, quando jogava, todos sabiam quem eu era ou, se não tinham me conhecido, tinham alguma noção preconcebida sobre mim ou algo assim, se era bom ou ruim ou o que quer que fosse … É, de certa forma, muito legal ter este novo começo”.
Com uma agenda leve programada, por conta do trabalho e família, Vanessa poderá ser vista em algumas transmissões do PoekrGO e, quem sabe, em um merecido assento na mesa final.
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