Depois de três traves, francês conquistou a cobiçada joia.
Depois de três traves, francês conquistou a cobiçada joia.
A vitória tarda mas não falha, para alguns. Para o francês Johan Guilbert o ditado é verdadeiro, uma vez que, após perseguir a joia mais cobiçada do poker durante anos, e após bater na trave em três ocasiões, o momento chegou na reta de ontem (17) ao soltar o grito de campeão no Evento #13 (US$ 25K GGMillion$ Single Day) da WSOP Paradise. De quebra, ele embolsou US$ 1.534.645, o maior prêmio da carreira, com o título.
Grinder de longa data, Guilbert jogava diariamente até 10 anos atrás, e transmitia religiosamente as sessões de domingo. Aposentado do poker e agora vivendo como DJ e investidor no mercado financeiro e imobiliário, e sediado em Dubai, o jogador se mostrou surpreso com a maior forra da carreira.
“E agora eles me dão essa grande vitória e esse bracelete quando estou menos preparado. Parece engraçado para mim, e eu adoro isso.” disse o feliz campeão.
Ele começou a FT com a segunda menor pilha, com apenas 4 BB’s, mas teve um belíssimo início ao dobrar as fichas e já despachar o short stack para, ao menos, garantir um payjump. Rapidamente, ele ganhou tração e, em pouco tempo, já assumia a ponta, que ficou ainda maior ao levar a melhor em um all-in triplo que alijou o stack de Iago Botelho.
O francês, aliás, foi a grande pedra no sapato do brasileiro, e responsável por eliminá-lo na quarta posição. Com o dobro das fichas dos dois adversários, foi apenas questão de tempo para ele ganhar a pilha do argentino Ramiro Petrone e dar início ao HU com uma vantagem de 5:1 para o finlandês Eelis Parssinen. E confirmou a desejada vitória em apenas duas mãos.
Nos blinds 500K / 1KK com BB ante, Parssinen deu open shove e Guilbert snap call.
Eeelis Parssinen: K♥9♣
Johan Guilbert: A♦10♣
O bordo J♥7♥6♠2♠7♣ não acertou ninguém e deu o título ao francês com o A-high. Já a prata de Eelis valeu US$ 1.043.400.
“Quando cheguei ao heads-up, tinha cinco vezes mais fichas. Mas ainda assim não achava que iria ganhar o bracelete.”, admitiu o vacinado jogador. “Não esperava nada. Só esperava terminar em segundo lugar, como sempre fazia nessas situações. Então, disse a mim mesmo que não ficaria muito desapontado se isso acontecesse novamente.”
Com 287 entradas, o torneio que sofreu modificações, ao registrar apenas três entradas ao pegar o late reg do Super Main Event e ser tranformado em torneio de dia único, distribuiu US$ 7.318.500 em prêmios, muito mais que a soma mínima de US$ 5 milhões garantida.
| # | JOGADOR (A) | PAÍS | PRÊMIO |
|---|---|---|---|
| 1 | Johan Guilbert | França | US$ 1.534.645 |
| 2 | Eelis Parssinen | Finlândia | US$ 1.043.400 |
| 3 | Ramiro Petrone | Argentina | US$ 724.500 |
| 4 | Iago Sturzeneker | Brasil | US$ 512.800 |
| 5 | Michael Moncek | EUA | US$ 370.200 |
| 6 | Andrija Robovic | Sérvia | US$ 272.600 |
| 7 | David Chen | EUA | US$ 205.000 |
| 8 | Eric Yanovsky | EUA | US$ 157.300 |
| 9 | Denys Chufarin | Ucrânia | US$ 123.400 |
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