O maior premiado da história dos torneios ao vivo acusa a controladora da sala de quebra de contrato, fraude em receitas de afiliados e omissão sobre integridade dos jogos.
O maior premiado da história dos torneios ao vivo acusa a controladora da sala de quebra de contrato, fraude em receitas de afiliados e omissão sobre integridade dos jogos.
O líder histórico da lista de premiações mundiais de poker ao vivo, com mais de US$ 70 milhões faturados segundo registros históricos do MaisEV, abriu uma ofensiva jurídica de grande impacto contra a maior operadora de poker online do planeta. Bryn Kenney ingressou com uma ação contra a NSUS Group — holding proprietária do GGPoker —, sua subsidiária NSUS Limited e o CEO da organização, Mansoo “Michael” Kim.
De acordo com apuração do portal especializado NEXT.io, a disputa começou na Justiça estadual de Nevada em julho e avançou para a esfera federal norte-americana no final de agosto. No cerne do processo estão acusações de quebra de contrato e fraude comercial, com Kenney exigindo indenização financeira e prestação formal de contas contábeis.
Contratado como um dos primeiros grandes embaixadores da marca em 2018, Kenney afirma que os acordos firmados com Kim previam a expansão de sua remuneração para incluir 5% de participação societária no capital da companhia, além de receitas recorrentes de afiliação por jogadores trazidos para as mesas virtuais.
A petição sustenta que essa fatia nunca foi reconhecida nem repassada formalmente. A cobrança ganhou peso exponencial após a consolidação da NSUS no mercado internacional, em especial com a compra definitiva dos direitos da marca World Series of Poker (WSOP) junto à Caesars Entertainment, fechada no valor de US$ 500 milhões. Kenney argumenta que a operação bilionária ignorou completamente a sua suposta fatia acionária.
Conforme apontam os registros do caso analisados pelo portal VIP-Grinders, o norte-americano alega ainda ter sofrido perdas superiores a US$ 3 milhões anuais em comissões de afiliados. Entre as práticas denunciadas estão deduções arbitrárias, rebaixamento unilateral de taxas de comissão e a reatribuição de jogadores recrutados por sua rede diretamente para as contas institucionais da sala.
Além dos aspectos financeiros e societários, a ação traz uma frente contundente voltada à segurança do software. Kenney argumenta ter sido enganado pela liderança da operadora em relação às ferramentas de combate a trapaças, afirmando ter descoberto práticas irregulares recorrentes que contrariavam as garantias institucionais dadas a ele enquanto embaixador.
A menção à integridade chama a atenção no circuito, já que o próprio Kenney enfrentou repercussão pública negativa em 2022 após alegações feitas por Martin Zamani sobre o uso de assistência em tempo real (RTA) e condutas proibidas em seu antigo time de cavalos — acusações que o profissional sempre negou e que não resultaram em banimento pelas plataformas.
A defesa de Michael Kim protocolou uma moção para rejeitar sumariamente o processo no dia 23 de setembro. Uma audiência formal perante a Justiça Federal de Nevada está agendada para 12 de novembro de 2026, data em que o tribunal decidirá se a ação avança para a fase de abertura de livros fiscais e auditoria ou se será arquivada. Até o momento, a NSUS Group e o GGPoker não emitiram posicionamento público sobre o litígio.
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