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Resultados da Enquete: Você é feliz em seu emprego?

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  • Não, apesar de trabalhar em algo que achei que traria felicidade

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  • Não, meu emprego é um saco

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Tópico: Você é feliz em seu emprego?

  1. #561
    World Class Avatar de JoseIrineu
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    @squallz! Saudade manolo!

    Como q tu ta agora?

    Fazendo cosplay d wagner moura ainda
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  2. #562
    Table Captain
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    A dica que eu dou é seguir o seu caminho e não o que os outros esperam de você. Viva a sua vida do seu jeito e corta o que estiver atrapalhando, inclusive o emprego. Nunca se sinta um inútil por não cumprir as expectativas do outro. A questão tb é que não é um emprego que vai te fazer feliz, nem infeliz. O máximo que ele vai poder é te dar uma empolgação inicial. O bom mesmo é não pensar no futuro, viver o presente sem medo, e o que tiver que ser será. Só não se apegue a emprego que esteja te fazendo mal.

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  3. #563
    Table Captain
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    Não se limite. Não se limitar é diferente de ser ambicioso. O ambicioso se limita pela própria ambição. Nunca vai estar satisfeito, não vai aproveitar a vida, cultivar amigos e vai morrer sozinho com dinheiro no banco. Não se limitar é nao ficar se questionado, simplesmente fazer o que tem que ser feito e esperar que de certo. Se não der e porque não era pra dar e tu aprende com a experiência. É isso que te dá confiança. Qualquer coisa que você se defina te limita. As possibilidades são infinitas pra quem não se limita.

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  4. #564
    World Class Avatar de squallz
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    Citação Postado originalmente por JoseIrineu Ver Post
    @squallz! Saudade manolo!

    Como q tu ta agora?

    Fazendo cosplay d wagner moura ainda
    Hahahha mano, to bem, trabalho muito tb, viajando pra caramba!

    Cosplay de vagner moura depois de passar 1 ano comendo no burger king, so se for hahahaha

    E vc brother?? Ta como??
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  5. #565
    World Class Avatar de damourax
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    Citação Postado originalmente por damourax Ver Post
    Citação Postado originalmente por damourax Ver Post
    Eu curto muito meu job, entrei no serviço público em 2009 ganhando 1.2k com 18 anos, na época tava mto bom kkkk. Hj em dia tiro 2500 +- por causa de plano de carreira e etc. Já comentei em outros tópicos, sou técnico administrativo em educação, esse ano por exemplo por causa de recessos, greves, etc eu to com 2 meses e meio trabalhado, mas durante a greve não cocei o saco não, participei nas atividades do sindicato, manisfestações, etc. Faço 6h por dia e faculdade de Sistemas de Informação, que é a área que eu realmente queria trabalhar, o foda é sair pra ir ganhar menos na iniciativa privada, daí acabo fazendo uns freela de webdev de vez em qdo.

    Curto demais atendimento público, trabalhar com gente, resolver problema da galera, ainda mais na área da educação, mas é o pior piso de todo o poder executivo, topo da carreira é 5k, sendo que um técnico do judiciário ganha muito mais, além do triplo de auxílio alimentação. Enfim, é a ralé do serviço público, mas ainda assim é bem nice.

    No dia a dia fico por conta da demanda, trabalho na parte de processos administrativos e atendimento geral de secretaria, tem dia que tem bastante coisa pra fazer mas no geral é bem tranquilo.

    Já minha esposa começou a trabalhar no BB a menos de um ano e é o caos, muita pressão, muito stress, atendimento não para, falta funcionário em todas as agências, tá muito sick essa área bancária e o salário nem compensa, ela pensa em quitar assim que acertamos as dívidas (pois batemos de carro no início do ano e não tinha seguro) porque ser infeliz todo dia não rola, mto sick trabalhar numa parada que vc não curte por necessidade, ainda mais que ela é biológa, nada a ver com área bancária.

    Uma vez num tópico aqui a galera ficou de cara pq falei que separava só 200 conto pra sair com a patroa no mês todo e qdo acabava a gte ficava em casa, mas graças ao planejamento financeiro já conseguimos algumas coisas, as vezes é meio frustrante não ter grana pra ir num lugar mais top, ou assistir um show no RJ pq o ingresso tá 300 conto mas já temos casinha lá em minas, um carrim, moramos perto da praia, dá pra ir passear com as cachorras e no geral a vida é bem nice
    Voltei pra JF, esposa quitou o BB, continuo no mesmo job, mas to cada vez mais apertado. Vendi a casa q ajudou a dar uma boa respirada, mudei de curso pela 7ª vez pra Técnologo em Análise e Desv. de Software, formei semana passada e nem penso mais em trabalhar na área, mudei totalmente de foco.

    Agora é grindar enem e tentar medicina, vi que eu gosto muito de trabalhar com gente, é a parte que mais curto do meu atual emprego, resolver o problema das pessoas, tentar ajudar ali no que eu posso, mas ficar só dando informação e resolvendo pepino administrativo tá muito aquém da minha capacidade e demorei uns 10 meses até decidir ir pela medicina mesmo.

    Não tenho o que reclamar não, até o fim do ano vou dar um tirinho no mercado de app pra ver se bate e caso eu não passe em med esse ano vou ficar por conta ano q vem. Vida still nice e finalmente deu pra comprar ingresso pra um show no RJ, vou eu e a patroa no Maroon 5 ano q vem.
    Caralho q onda achar essas postagens, entrei aqui no fórum com 19 anos, to com 30. São 11 anos de mudança.

    Passei em Med direto já no ENEM de 2015 mesmo, mudei com a patroa pro Amapá, dinheiro da venda da casa sustentou 2 anos, depois veio a ajuda da família e também uma creche de cachorros que abrimos. Veio o divórcio, a vida mudou completamente. Dei uma afastada da faculdade pra por a cabeça no lugar e a ex-esposa seguiu na mesma turma que começamos.

    Disse ali q tinha formado no Técnologo mas não colei grau pq ESQUECI, fui colar grau mesmo só em 2020 com o curso terminado em 2015 lmao, agora terminando um MBA em Marketing Digital pra Startups e começando uma Pós em Direito Médico.

    Abri uma empresinha também de aula de inglês q tá começando a ir pra frente pq o negócio $$ tá apertado, ao invés de voltar pra casa da mãe trouxe minha mãe pra minha casa, já idosa pra morar sozinha e não tinha como manter uma casa em MG e outra no AP. Até cogitei voltar a grindar mas sou mto donk pra isso.

    Dei meu tiro no mercado de Apps mas nem foi um tiro de verdade, fiz um App pro Restaurante Universitário daqui mas não consegui colocar propaganda pq o módulo do google ads pro framework q usei tava bugado e eu não soube fazer do 0 então fiz só por fazer.

    Agora o plano é fazer residência em Medicina de Família e depois cuidados paliativos, continua no foco de ajudar as pessoas, só que agora bem específico em ajudá-las a lidar com a terminalidade e o processo de morte.

    E descobri que essa trocação doida de curso e fazer mil coisas ao mesmo tempo era do TDAH.

    Ah, ficamos com preguiça de descer 2h30 pro RJ e vendemos o ingresso do Maroon 5 então continuo nunca tendo ido num show grande.
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  6. #566
    World Class Avatar de damourax
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    Citação Postado originalmente por dunadan Ver Post
    Citação Postado originalmente por dunadan Ver Post
    Citação Postado originalmente por dunadan Ver Post
    Tenho 29 anos e uma vida que eu dificilmente imaginaria ter quando estava na faculdade. Sou do sul do RS e trabalho em Belém em uma construtora. Ganho um salário maior do que a grande maioria dos que postaram aqui (não quero parecer presunçoso, só não vou falar o valor pelas mesmas questões que o Urbach levantou) e a empresa paga aluguel, energia, tv a cabo, viagem pra casa todo mês com 3 dias de folga, etc. Como sou solteiro e sem filhos eu basicamente não tenho que mexer no meu dinheiro.

    Dificilmente alguém apostaria nessa vida pra mim quando meu pai, na época servente de pedreiro, conheceu a minha mãe e acabou engravidando ela com 13 anos (pois é ).
    Meus pais sempre trabalharam muito pra nada faltar em casa. Houve situações com algum aperto mas nada absurdo. Chegamos a morar por um tempo em uma casa sem água nem energia porque meu pai mesmo a construiu nos fins de semana e faltou grana pra fazer tudo de uma vez. Apesar de ambos terem estudado apenas até a quarta e quinta série, conseguiram depois de alguns anos abrir o próprio negócio. Com isso as coisas melhoraram bastante e tínhamos uma boa vida.

    Eu nessa situação toda não tinha ideia do que fazer da minha, acabei abandonando o ensino médio no meio sem qualquer razão pra isso. Com 19 anos resolvi pegar uma graninha que tinha e ir pra Europa trabalhar com qualquer coisa, acabei desistindo em um mês. Não por ser fresco e não aguentar as condições ou não querer trabalhar como garçom ou algo parecido, mas porque percebi que aquilo não ia me ajudar em nada na vida. Voltei e continuei trabalhando com a minha mãe (meus pais se separaram e ela continuou com o negócio).

    No ano seguinte eu fiz um daqueles supletivos de fim de semana que se faz todas as provas do ensino médio de uma vez e "me formei". Em seguida fiz vestibular pra administração e durante o curso trabalhei de graça por muito tempo pela experiência. Felizmente tive um bom chefe que teve um papel importante no meu desenvolvimento.

    Estou a 2 anos e meio no meu primeiro emprego de verdade e em condições muito boas, mas não quero isso pra minha vida. Não me sinto desmotivado mas tenho aquela sensação constante de que eu poderia estar fazendo algo muito maior.


    Sobre dinheiro e felicidade

    Eu não sou rico e nem fui pobre, mas vivi em condições muito diferentes das que vivo hoje. Não me preocupo muito com coisas materiais mas posso comprar o que quero, viajar quando quero ou ajudar quem eu quiser se necessário e não me preocupar se for demitido graças ao que guardei. Obviamente isso é excelente e dá uma tranquilidade e satisfação muito boas, mas em geral eu digo com sinceridade que eu sempre fui feliz.

    Não quero prolongar muito sobre esse assunto, mas acho que é consenso que a partir de um determinado ponto o dinheiro não contribui em nada na felicidade (de fato lembro de ler alguma pesquisa que mostra que a partir de um ponto ele prejudicaria ao invés de melhorar). O que realmente influencia, na minha opinião, são as expectativas que criamos e a maneira como enfrentamos as situações.

    Sem dúvida o que eu penso da vida e como eu enfrento as coisas é muito mais responsável por eu ser tão feliz do que o dinheiro que eu ganho com meu trabalho.
    Uns 6 meses depois desse tópico conversei com meu chefe e disse que queria sair da empresa para viajar. Fiquei ainda quase dois meses trabalhando para fazer uma transição suave e deixei as portas abertas. Meu principal destino seria o sudeste asiático, então pensei em 3 meses, que depois passei para 6 e quando finalmente saí do Brasil em Março decidi que ficaria viajando por um ano.
    Mais de 7 meses se passaram, agora cheguei na Tailândia depois de passar mais de meio ano na Europa. Trabalhei como voluntário em alguns lugares, passei o verão em uma ilha top, me perdi várias vezes, tive conversas muito interessantes, aprendi um pouquinho de vários idiomas que esqueci no outro dia, senti menos saudades de casa do que esperava, descobri que as pessoas são muito menos diferentes do que eu esperava. Me sinto muito mais confiante, melhorei muito meu inglês e até um pouco o espanhol, melhorei minhas habilidades com fotografia e me sinto muito mais confortável para falar em público.

    Em algum ponto decidi que um ano seria impossível, pensei em dois, conhecer todos os continentes. Recentemente consegui um visto para trabalhar por até um ano na Nova Zelândia, com o dólar como está vai dar um gás bom para realmente ir para todos os continentes eventualmente.

    Sinto saudades da minha família, especialmente meus sobrinhos pequenos, mas desde que saí não tive um dia ruim. Sei que é clichê, mas apesar de não ter casa, carro ou qualquer bem material me sinto cada dia mais rico e mais feliz de ser eu. Todo dia penso que tomei a decisão mais acertada da minha vida até agora. Pode ser que daqui a dois anos eu volte me ferre para achar emprego e me arrependa (apesar de que agora não consigo imaginar me arrependendo nem no pior cenário na volta para o Brasil).

    O melhor de tudo é que eu absolutamente não consigo imaginar limites para nada na minha vida agora e tenho plena consciência de que eu sou o único responsável pelo meu futuro. Se amanhã eu acordar querendo ser presidente do Brasil eu vou trabalhar para isso. Se eu não puder eu vou chegar o mais próximo possível e vou aproveitar a experiência de tentar mesmo que fracasse.

    Não tenho muitos planos pro futuro e nem imagino o que vou estar fazendo quando for quotar este post novamente. Espero que esteja dedicando alguma parte do meu tempo para ajudar outras pessoas, mas até agora não encontrei a maneira certa de fazer isso. Quanto ao trabalho, espero que a viagem me ajude a pensar qual seria uma boa carreira e que eu consiga segui-la. Se não tudo bem, talvez eu esteja sendo bobo e inocente, mas tenho a impressão de que estou aprendendo cada vez mais a aproveitar qualquer coisa que venha pela frente.
    Este tópico é o diário que eu nunca fiz. Não muito tempo depois desse tópico, enquanto estava na China, conheci uma dinamarquesa diferente de todo mundo que tinha conhecido até então. seguimos conversando, nos encontramos de novo na Indonésia, depois nas Filipinas. Em Maio resolvi ir para o Brasil porque um amigo ia casar e um novo sobrinho iria nascer. Minha então namorada foi em seguida e viajamos pelo Brasil, Uruguai e Argentina. Em setembro acabou era hora de ir para a Nova Zelândia porque estava no limite do meu working holiday visa - Se eu não entrasse até 10 de setembro, perderia o visto. A mulher foi para a Espanha e em seguida de volta para a Dinamarca.

    Estava animado em conhecer um lugar que eu sabia por fotos que era lindo, mas sem ideia de como seria o futuro com alguém que nesse ponto eu já amava bastante. Barreiras geográficas podem ser bem chatas.
    Cheguei na Nova Zelândia sem plano nenhum. Comecei a procurar emprego, mas a limitação do visto que eu tinha era de trabalhar no máximo 3 meses para a mesma empresa ficando no máximo um ano no Brasil. Esse limite reduz bastante as possibilidades de emprego e acabou demorando mais do que eu esperava para conseguir algo. Por sorte um amigo estava em Auckland e tinha um outro amigo que morava lá. Acabei ficando com eles e não ter que gastar com hospedagem/ter amigos em volta foi bem legal para o começo. Um outro conhecido que já esteve aqui disse que trabalhou nesse hotel em um parque nacional onde fica a maior montanha do país. Resolvi tentar e em dois dias consegui um emprego de porter, que é basicamente o cara que carrega malas e faz de tudo.

    O trabalho era divertido porque passava o dia tendo contato com pessoas do mundo todo, tanto as que trabalhavam aqui quando hóspedes. Enquanto ia descobrindo como as coisas funcionam, também descobri como eles eram ruins com processos, aumatização e gestão por aqui. Comecei a fazer algumas coisas em excel sempre que tinha um tempinho livre no trabalho. Meu chefe gostou e disse que tinha uma vaga para auditor e achava que eu me enquadrava no perfil. Nesse meio tempo as incertezas sobre o relacionamento que falei continuavam, mas esse esquema foi uma oportunidade para finalmente estarmos juntos. Coloquei como condição um emprego para ela e visto de trabalho para os dois. Eles aceitaram e me deram um aumento considerável.

    Neste momento nós dois moramos juntos em uma área que é patrimônio da humanidade, uma montanha enorme é a vista da janela da minha sala e eu tenho o prazer de trabalhar com gente de quase 30 países diferentes. Claro que nada é um sonho. Eu não sou apaixonado pelo trabalho, acho até bem entendiante. O ambiente de trabalho não é dos melhores por conta da gestão. Mas eu achei que nesse momento era a melhor oportunidade e eu decidi por isso. Perto do fim do ano a mulher vai pra Alemanha pra estudar e eu fico aqui até dezembro. Daí pra frente não sei como vai ser, vou estar sem planos mais uma vez e provavelmente procurando uma maneira de estar com ela. Quem sabe se no próximo review eu vou ser pai, monge, CEO de uma empresa que eu não iniciei ainda, vendedor de pulseiras ou piloto de avestruz?! Apesar das inseguranças e incertezas, essa é a vida que eu escolhi e eu sou grato por todas as coisas boas e todos os desafios que vêm com ela.
    Mano que história foda, sei q nem deve ver pq o fórum tá sem action, mas fiquei curioso de como tá sua vida agora, espero que esteja ainda melhor mano
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  7. #567
    Chip Leader Avatar de Taleb
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    Tenho 29 anos e uma vida que eu dificilmente imaginaria ter quando estava na faculdade. Sou do sul do RS e trabalho em Belém em uma construtora. Ganho um salário maior do que a grande maioria dos que postaram aqui (não quero parecer presunçoso, só não vou falar o valor pelas mesmas questões que o Urbach levantou) e a empresa paga aluguel, energia, tv a cabo, viagem pra casa todo mês com 3 dias de folga, etc. Como sou solteiro e sem filhos eu basicamente não tenho que mexer no meu dinheiro.

    Dificilmente alguém apostaria nessa vida pra mim quando meu pai, na época servente de pedreiro, conheceu a minha mãe e acabou engravidando ela com 13 anos (pois é ).
    Meus pais sempre trabalharam muito pra nada faltar em casa. Houve situações com algum aperto mas nada absurdo. Chegamos a morar por um tempo em uma casa sem água nem energia porque meu pai mesmo a construiu nos fins de semana e faltou grana pra fazer tudo de uma vez. Apesar de ambos terem estudado apenas até a quarta e quinta série, conseguiram depois de alguns anos abrir o próprio negócio. Com isso as coisas melhoraram bastante e tínhamos uma boa vida.

    Eu nessa situação toda não tinha ideia do que fazer da minha, acabei abandonando o ensino médio no meio sem qualquer razão pra isso. Com 19 anos resolvi pegar uma graninha que tinha e ir pra Europa trabalhar com qualquer coisa, acabei desistindo em um mês. Não por ser fresco e não aguentar as condições ou não querer trabalhar como garçom ou algo parecido, mas porque percebi que aquilo não ia me ajudar em nada na vida. Voltei e continuei trabalhando com a minha mãe (meus pais se separaram e ela continuou com o negócio).

    No ano seguinte eu fiz um daqueles supletivos de fim de semana que se faz todas as provas do ensino médio de uma vez e "me formei". Em seguida fiz vestibular pra administração e durante o curso trabalhei de graça por muito tempo pela experiência. Felizmente tive um bom chefe que teve um papel importante no meu desenvolvimento.

    Estou a 2 anos e meio no meu primeiro emprego de verdade e em condições muito boas, mas não quero isso pra minha vida. Não me sinto desmotivado mas tenho aquela sensação constante de que eu poderia estar fazendo algo muito maior.


    Sobre dinheiro e felicidade

    Eu não sou rico e nem fui pobre, mas vivi em condições muito diferentes das que vivo hoje. Não me preocupo muito com coisas materiais mas posso comprar o que quero, viajar quando quero ou ajudar quem eu quiser se necessário e não me preocupar se for demitido graças ao que guardei. Obviamente isso é excelente e dá uma tranquilidade e satisfação muito boas, mas em geral eu digo com sinceridade que eu sempre fui feliz.

    Não quero prolongar muito sobre esse assunto, mas acho que é consenso que a partir de um determinado ponto o dinheiro não contribui em nada na felicidade (de fato lembro de ler alguma pesquisa que mostra que a partir de um ponto ele prejudicaria ao invés de melhorar). O que realmente influencia, na minha opinião, são as expectativas que criamos e a maneira como enfrentamos as situações.

    Sem dúvida o que eu penso da vida e como eu enfrento as coisas é muito mais responsável por eu ser tão feliz do que o dinheiro que eu ganho com meu trabalho.
    Uns 6 meses depois desse tópico conversei com meu chefe e disse que queria sair da empresa para viajar. Fiquei ainda quase dois meses trabalhando para fazer uma transição suave e deixei as portas abertas. Meu principal destino seria o sudeste asiático, então pensei em 3 meses, que depois passei para 6 e quando finalmente saí do Brasil em Março decidi que ficaria viajando por um ano.
    Mais de 7 meses se passaram, agora cheguei na Tailândia depois de passar mais de meio ano na Europa. Trabalhei como voluntário em alguns lugares, passei o verão em uma ilha top, me perdi várias vezes, tive conversas muito interessantes, aprendi um pouquinho de vários idiomas que esqueci no outro dia, senti menos saudades de casa do que esperava, descobri que as pessoas são muito menos diferentes do que eu esperava. Me sinto muito mais confiante, melhorei muito meu inglês e até um pouco o espanhol, melhorei minhas habilidades com fotografia e me sinto muito mais confortável para falar em público.

    Em algum ponto decidi que um ano seria impossível, pensei em dois, conhecer todos os continentes. Recentemente consegui um visto para trabalhar por até um ano na Nova Zelândia, com o dólar como está vai dar um gás bom para realmente ir para todos os continentes eventualmente.

    Sinto saudades da minha família, especialmente meus sobrinhos pequenos, mas desde que saí não tive um dia ruim. Sei que é clichê, mas apesar de não ter casa, carro ou qualquer bem material me sinto cada dia mais rico e mais feliz de ser eu. Todo dia penso que tomei a decisão mais acertada da minha vida até agora. Pode ser que daqui a dois anos eu volte me ferre para achar emprego e me arrependa (apesar de que agora não consigo imaginar me arrependendo nem no pior cenário na volta para o Brasil).

    O melhor de tudo é que eu absolutamente não consigo imaginar limites para nada na minha vida agora e tenho plena consciência de que eu sou o único responsável pelo meu futuro. Se amanhã eu acordar querendo ser presidente do Brasil eu vou trabalhar para isso. Se eu não puder eu vou chegar o mais próximo possível e vou aproveitar a experiência de tentar mesmo que fracasse.

    Não tenho muitos planos pro futuro e nem imagino o que vou estar fazendo quando for quotar este post novamente. Espero que esteja dedicando alguma parte do meu tempo para ajudar outras pessoas, mas até agora não encontrei a maneira certa de fazer isso. Quanto ao trabalho, espero que a viagem me ajude a pensar qual seria uma boa carreira e que eu consiga segui-la. Se não tudo bem, talvez eu esteja sendo bobo e inocente, mas tenho a impressão de que estou aprendendo cada vez mais a aproveitar qualquer coisa que venha pela frente.
    Este tópico é o diário que eu nunca fiz. Não muito tempo depois desse tópico, enquanto estava na China, conheci uma dinamarquesa diferente de todo mundo que tinha conhecido até então. seguimos conversando, nos encontramos de novo na Indonésia, depois nas Filipinas. Em Maio resolvi ir para o Brasil porque um amigo ia casar e um novo sobrinho iria nascer. Minha então namorada foi em seguida e viajamos pelo Brasil, Uruguai e Argentina. Em setembro acabou era hora de ir para a Nova Zelândia porque estava no limite do meu working holiday visa - Se eu não entrasse até 10 de setembro, perderia o visto. A mulher foi para a Espanha e em seguida de volta para a Dinamarca.

    Estava animado em conhecer um lugar que eu sabia por fotos que era lindo, mas sem ideia de como seria o futuro com alguém que nesse ponto eu já amava bastante. Barreiras geográficas podem ser bem chatas.
    Cheguei na Nova Zelândia sem plano nenhum. Comecei a procurar emprego, mas a limitação do visto que eu tinha era de trabalhar no máximo 3 meses para a mesma empresa ficando no máximo um ano no Brasil. Esse limite reduz bastante as possibilidades de emprego e acabou demorando mais do que eu esperava para conseguir algo. Por sorte um amigo estava em Auckland e tinha um outro amigo que morava lá. Acabei ficando com eles e não ter que gastar com hospedagem/ter amigos em volta foi bem legal para o começo. Um outro conhecido que já esteve aqui disse que trabalhou nesse hotel em um parque nacional onde fica a maior montanha do país. Resolvi tentar e em dois dias consegui um emprego de porter, que é basicamente o cara que carrega malas e faz de tudo.

    O trabalho era divertido porque passava o dia tendo contato com pessoas do mundo todo, tanto as que trabalhavam aqui quando hóspedes. Enquanto ia descobrindo como as coisas funcionam, também descobri como eles eram ruins com processos, aumatização e gestão por aqui. Comecei a fazer algumas coisas em excel sempre que tinha um tempinho livre no trabalho. Meu chefe gostou e disse que tinha uma vaga para auditor e achava que eu me enquadrava no perfil. Nesse meio tempo as incertezas sobre o relacionamento que falei continuavam, mas esse esquema foi uma oportunidade para finalmente estarmos juntos. Coloquei como condição um emprego para ela e visto de trabalho para os dois. Eles aceitaram e me deram um aumento considerável.

    Neste momento nós dois moramos juntos em uma área que é patrimônio da humanidade, uma montanha enorme é a vista da janela da minha sala e eu tenho o prazer de trabalhar com gente de quase 30 países diferentes. Claro que nada é um sonho. Eu não sou apaixonado pelo trabalho, acho até bem entendiante. O ambiente de trabalho não é dos melhores por conta da gestão. Mas eu achei que nesse momento era a melhor oportunidade e eu decidi por isso. Perto do fim do ano a mulher vai pra Alemanha pra estudar e eu fico aqui até dezembro. Daí pra frente não sei como vai ser, vou estar sem planos mais uma vez e provavelmente procurando uma maneira de estar com ela. Quem sabe se no próximo review eu vou ser pai, monge, CEO de uma empresa que eu não iniciei ainda, vendedor de pulseiras ou piloto de avestruz?! Apesar das inseguranças e incertezas, essa é a vida que eu escolhi e eu sou grato por todas as coisas boas e todos os desafios que vêm com ela.
    Mano que história foda, sei q nem deve ver pq o fórum tá sem action, mas fiquei curioso de como tá sua vida agora, espero que esteja ainda melhor mano
    Cara, acho que ele está morando em Londres e traballha com filmagens e tal, não sei se ele está com a dinmarquesa. VOu mandar uma msg pra ele vir atualizar.
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  8. #568
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    Tenho 29 anos e uma vida que eu dificilmente imaginaria ter quando estava na faculdade. Sou do sul do RS e trabalho em Belém em uma construtora. Ganho um salário maior do que a grande maioria dos que postaram aqui (não quero parecer presunçoso, só não vou falar o valor pelas mesmas questões que o Urbach levantou) e a empresa paga aluguel, energia, tv a cabo, viagem pra casa todo mês com 3 dias de folga, etc. Como sou solteiro e sem filhos eu basicamente não tenho que mexer no meu dinheiro.

    Dificilmente alguém apostaria nessa vida pra mim quando meu pai, na época servente de pedreiro, conheceu a minha mãe e acabou engravidando ela com 13 anos (pois é ).
    Meus pais sempre trabalharam muito pra nada faltar em casa. Houve situações com algum aperto mas nada absurdo. Chegamos a morar por um tempo em uma casa sem água nem energia porque meu pai mesmo a construiu nos fins de semana e faltou grana pra fazer tudo de uma vez. Apesar de ambos terem estudado apenas até a quarta e quinta série, conseguiram depois de alguns anos abrir o próprio negócio. Com isso as coisas melhoraram bastante e tínhamos uma boa vida.

    Eu nessa situação toda não tinha ideia do que fazer da minha, acabei abandonando o ensino médio no meio sem qualquer razão pra isso. Com 19 anos resolvi pegar uma graninha que tinha e ir pra Europa trabalhar com qualquer coisa, acabei desistindo em um mês. Não por ser fresco e não aguentar as condições ou não querer trabalhar como garçom ou algo parecido, mas porque percebi que aquilo não ia me ajudar em nada na vida. Voltei e continuei trabalhando com a minha mãe (meus pais se separaram e ela continuou com o negócio).

    No ano seguinte eu fiz um daqueles supletivos de fim de semana que se faz todas as provas do ensino médio de uma vez e "me formei". Em seguida fiz vestibular pra administração e durante o curso trabalhei de graça por muito tempo pela experiência. Felizmente tive um bom chefe que teve um papel importante no meu desenvolvimento.

    Estou a 2 anos e meio no meu primeiro emprego de verdade e em condições muito boas, mas não quero isso pra minha vida. Não me sinto desmotivado mas tenho aquela sensação constante de que eu poderia estar fazendo algo muito maior.


    Sobre dinheiro e felicidade

    Eu não sou rico e nem fui pobre, mas vivi em condições muito diferentes das que vivo hoje. Não me preocupo muito com coisas materiais mas posso comprar o que quero, viajar quando quero ou ajudar quem eu quiser se necessário e não me preocupar se for demitido graças ao que guardei. Obviamente isso é excelente e dá uma tranquilidade e satisfação muito boas, mas em geral eu digo com sinceridade que eu sempre fui feliz.

    Não quero prolongar muito sobre esse assunto, mas acho que é consenso que a partir de um determinado ponto o dinheiro não contribui em nada na felicidade (de fato lembro de ler alguma pesquisa que mostra que a partir de um ponto ele prejudicaria ao invés de melhorar). O que realmente influencia, na minha opinião, são as expectativas que criamos e a maneira como enfrentamos as situações.

    Sem dúvida o que eu penso da vida e como eu enfrento as coisas é muito mais responsável por eu ser tão feliz do que o dinheiro que eu ganho com meu trabalho.
    Uns 6 meses depois desse tópico conversei com meu chefe e disse que queria sair da empresa para viajar. Fiquei ainda quase dois meses trabalhando para fazer uma transição suave e deixei as portas abertas. Meu principal destino seria o sudeste asiático, então pensei em 3 meses, que depois passei para 6 e quando finalmente saí do Brasil em Março decidi que ficaria viajando por um ano.
    Mais de 7 meses se passaram, agora cheguei na Tailândia depois de passar mais de meio ano na Europa. Trabalhei como voluntário em alguns lugares, passei o verão em uma ilha top, me perdi várias vezes, tive conversas muito interessantes, aprendi um pouquinho de vários idiomas que esqueci no outro dia, senti menos saudades de casa do que esperava, descobri que as pessoas são muito menos diferentes do que eu esperava. Me sinto muito mais confiante, melhorei muito meu inglês e até um pouco o espanhol, melhorei minhas habilidades com fotografia e me sinto muito mais confortável para falar em público.

    Em algum ponto decidi que um ano seria impossível, pensei em dois, conhecer todos os continentes. Recentemente consegui um visto para trabalhar por até um ano na Nova Zelândia, com o dólar como está vai dar um gás bom para realmente ir para todos os continentes eventualmente.

    Sinto saudades da minha família, especialmente meus sobrinhos pequenos, mas desde que saí não tive um dia ruim. Sei que é clichê, mas apesar de não ter casa, carro ou qualquer bem material me sinto cada dia mais rico e mais feliz de ser eu. Todo dia penso que tomei a decisão mais acertada da minha vida até agora. Pode ser que daqui a dois anos eu volte me ferre para achar emprego e me arrependa (apesar de que agora não consigo imaginar me arrependendo nem no pior cenário na volta para o Brasil).

    O melhor de tudo é que eu absolutamente não consigo imaginar limites para nada na minha vida agora e tenho plena consciência de que eu sou o único responsável pelo meu futuro. Se amanhã eu acordar querendo ser presidente do Brasil eu vou trabalhar para isso. Se eu não puder eu vou chegar o mais próximo possível e vou aproveitar a experiência de tentar mesmo que fracasse.

    Não tenho muitos planos pro futuro e nem imagino o que vou estar fazendo quando for quotar este post novamente. Espero que esteja dedicando alguma parte do meu tempo para ajudar outras pessoas, mas até agora não encontrei a maneira certa de fazer isso. Quanto ao trabalho, espero que a viagem me ajude a pensar qual seria uma boa carreira e que eu consiga segui-la. Se não tudo bem, talvez eu esteja sendo bobo e inocente, mas tenho a impressão de que estou aprendendo cada vez mais a aproveitar qualquer coisa que venha pela frente.
    Este tópico é o diário que eu nunca fiz. Não muito tempo depois desse tópico, enquanto estava na China, conheci uma dinamarquesa diferente de todo mundo que tinha conhecido até então. seguimos conversando, nos encontramos de novo na Indonésia, depois nas Filipinas. Em Maio resolvi ir para o Brasil porque um amigo ia casar e um novo sobrinho iria nascer. Minha então namorada foi em seguida e viajamos pelo Brasil, Uruguai e Argentina. Em setembro acabou era hora de ir para a Nova Zelândia porque estava no limite do meu working holiday visa - Se eu não entrasse até 10 de setembro, perderia o visto. A mulher foi para a Espanha e em seguida de volta para a Dinamarca.

    Estava animado em conhecer um lugar que eu sabia por fotos que era lindo, mas sem ideia de como seria o futuro com alguém que nesse ponto eu já amava bastante. Barreiras geográficas podem ser bem chatas.
    Cheguei na Nova Zelândia sem plano nenhum. Comecei a procurar emprego, mas a limitação do visto que eu tinha era de trabalhar no máximo 3 meses para a mesma empresa ficando no máximo um ano no Brasil. Esse limite reduz bastante as possibilidades de emprego e acabou demorando mais do que eu esperava para conseguir algo. Por sorte um amigo estava em Auckland e tinha um outro amigo que morava lá. Acabei ficando com eles e não ter que gastar com hospedagem/ter amigos em volta foi bem legal para o começo. Um outro conhecido que já esteve aqui disse que trabalhou nesse hotel em um parque nacional onde fica a maior montanha do país. Resolvi tentar e em dois dias consegui um emprego de porter, que é basicamente o cara que carrega malas e faz de tudo.

    O trabalho era divertido porque passava o dia tendo contato com pessoas do mundo todo, tanto as que trabalhavam aqui quando hóspedes. Enquanto ia descobrindo como as coisas funcionam, também descobri como eles eram ruins com processos, aumatização e gestão por aqui. Comecei a fazer algumas coisas em excel sempre que tinha um tempinho livre no trabalho. Meu chefe gostou e disse que tinha uma vaga para auditor e achava que eu me enquadrava no perfil. Nesse meio tempo as incertezas sobre o relacionamento que falei continuavam, mas esse esquema foi uma oportunidade para finalmente estarmos juntos. Coloquei como condição um emprego para ela e visto de trabalho para os dois. Eles aceitaram e me deram um aumento considerável.

    Neste momento nós dois moramos juntos em uma área que é patrimônio da humanidade, uma montanha enorme é a vista da janela da minha sala e eu tenho o prazer de trabalhar com gente de quase 30 países diferentes. Claro que nada é um sonho. Eu não sou apaixonado pelo trabalho, acho até bem entendiante. O ambiente de trabalho não é dos melhores por conta da gestão. Mas eu achei que nesse momento era a melhor oportunidade e eu decidi por isso. Perto do fim do ano a mulher vai pra Alemanha pra estudar e eu fico aqui até dezembro. Daí pra frente não sei como vai ser, vou estar sem planos mais uma vez e provavelmente procurando uma maneira de estar com ela. Quem sabe se no próximo review eu vou ser pai, monge, CEO de uma empresa que eu não iniciei ainda, vendedor de pulseiras ou piloto de avestruz?! Apesar das inseguranças e incertezas, essa é a vida que eu escolhi e eu sou grato por todas as coisas boas e todos os desafios que vêm com ela.
    Mano que história foda, sei q nem deve ver pq o fórum tá sem action, mas fiquei curioso de como tá sua vida agora, espero que esteja ainda melhor mano
    Cara, acho que ele está morando em Londres e traballha com filmagens e tal, não sei se ele está com a dinmarquesa. VOu mandar uma msg pra ele vir atualizar.
    Vi aqui que o canal dele no YT mesmo parado há dois anos tem 66k inscritos.

    Ele poderia monetizar isso ai se precisasse/quisesse.
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  9. #569
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    E aí pessoal!

    O Cezar me avisou do tópico e foi bem legal ler novamente o que postei aqui.
    O que aconteceu depois do último post é que minha namorada acabou não indo pra escola na Alemanha. Ela voltou para a Dinamarca e eu fiquei mais uns três meses na Nova Zelândia.

    Nesses últimos meses na Nova Zelândia, eu comecei a pensar na possibilidade de trabalhar com vídeo. Ainda não sabia exatamente como, mas comecei a devorar muito conteúdo e a praticar com o equipamento que eu tinha.

    O natal de 2017 eu passei na Dinamarca. Depois eu e a Louise viajamos juntos por um tempo e fomos para o Brasil em março. Nesse meio tempo, recebi a confirmação da minha cidadania alemã que obviamente fez a possibilidade de morar na Europa se tornar muito mais provável.
    Passamos um pouco mais de 3 meses no Brasil - ela estava tentando decidir lugares pra estudar e eu o que fazer da vida.
    Em resumo, uma das ofertas que ela recebeu era de uma escola próxima de Londres, e como inglês era nossa única língua em comum, a ideia parecia boa. Eu tinha decidido então que iria tentar trabalhar com vídeo e se não desse certo eu iria achar outra coisa.

    Não lembro quanto tempo antes, mas em algum momento a escola onde ela iria estudar avisou que adiariam em um ano o início do curso, mas nessa altura já tinhamos decidido vir pra Londres. Como a vaga dela já estava garantida, ela iria trabalhar no primeiro ano e depois iniciar o curso.

    Chegamos em Londres em agosto de 2018 e em duas semanas conseguimos alugar um flat e eu comecei a buscar trabalhos como freelancer, praticamente sem portfolio e sem nunca ter feito trabalho pago na vida. O primeiro cara que me contratou pra um trabalho curtiu o resultado e foi essencial no começo pra eu fazer um pouco de grana e aprender na prática como esse mercado funciona. Esses primeiros meses foram muito difíceis porque eu não tinha experiência nenhuma pra comprovar o que eu poderia fazer, então até ofereci alguns vídeos de graça só pra ter algo mais no meu portfolio.

    O fim do ano foi chegando e minhas economias em reais estavam sofrendo com despesas em libras. Eu já estava considerando um emprego "normal" já que meu fluxo de caixa estava definitivamente negativo. Porém, meio que de uma hora pra outra as coisas começaram a melhorar. No começo de 2019 eu já estava praticamente conseguindo equilibrar minhas despesas e com mais portfolio eu fui conseguindo mais trabalhos. No fim desse ano eu já tinha praticamente dobrei o valor que eu cobrava por dia.

    Em 2020 meu negócio já estava relativamente bem estabelecido e a pandemia praticamente não me afetou. Em outubro registrei formalmente a minha empresa e no fim do ano praticamente dobrei novamente o valor da diária.

    A Louise acabou percebendo que ir para o curso depois de um ano seria um retrocesso já que ela acabou aprendendo muito no emprego, de lá pra cá ela mudou de emprego duas vezes e há pouco decidiu que este ano vai deixar a empresa para estudar com o objetivo de mudar da área de Paid Social para a área criativa.
    Todas as incertezas ficaram no passado e nosso relacionamento está melhor do que nunca. Mudamos para um flat maior e melhor no fim do ano passado e um casal de amigos do Brasil acabou de mudar pra Londres e estão morando no mesmo prédio.

    Então eu diria que continuo muito feliz. Eu tenho noção de quanta sorte/ajuda eu tive na vida em diversos momentos. Sinceramente, acho até que eu tenho níveis absurdos de sorte - e sou muito grato por isso.

    A única coisa que não é ideal na minha vida é a distância da minha família e de alguns amigos, algo que nunca vai mudar. Não vou estar lá para muitos momentos, não sei quantas vezes ainda vou ver meus avós ou quais amigos eu já vi pela última vez sem saber. Mas acho que um dos motivos de eu estar quase sempre me sentindo feliz é eu aceitar essas coisas negativas da vida (relativamente pequenas, claro), então eu tenho que abraçar esse pouquinho de tristeza que vem com as decisões que eu tomei pra ser mais feliz.

    Em 2023 eu volto.
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  10. #570
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    Que emprego? 😅

    Não queria perder a piada hehe

    Bem legal ver os relatos aí tantos anos depois

    Congrats galera
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