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Tópico: [Política] - O andamento e as decisões de nossos governantes

  1. #41681
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    "Acho importante não chamar de erro o que é, na verdade, estratégia. Fortalecer o anti-petismo raivoso não é um "erro" do petismo, é a estratégia de sobrevivência e fortalecimento que lhe resta hoje. Colocar Aécio Neves no segundo turno através de uma destruição difamatória de Marina Silva não foi um "erro" de Diltemer, foi a única estratégia que lhes tornava possível a vitória no segundo turno. Foi pior para o país? Claro que foi pior para o país. Mas agentes políticos atuam segundo seus interesses e o óbvio interesse de Diltemer era ter Aécio como adversário.


    Da mesma forma, fortalecer Bolsonaro hoje não é um "erro" do lulismo, é a sua possível estratégia de recuperação. Bolsonaro é o fiador da candidatura Lula. É o adversário dos sonhos. O lulismo precisa fortalecê-lo, inflar sua importância. Isso é ruim para o país? Claro que é.
    Mas não é um "erro" do lulismo. É o lulismo atuando segundo seus interesses, como faz qualquer agente político."
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  2. #41682
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    Citação Postado originalmente por Fonteles Ver Post
    "Acho importante não chamar de erro o que é, na verdade, estratégia. Fortalecer o anti-petismo raivoso não é um "erro" do petismo, é a estratégia de sobrevivência e fortalecimento que lhe resta hoje. Colocar Aécio Neves no segundo turno através de uma destruição difamatória de Marina Silva não foi um "erro" de Diltemer, foi a única estratégia que lhes tornava possível a vitória no segundo turno. Foi pior para o país? Claro que foi pior para o país. Mas agentes políticos atuam segundo seus interesses e o óbvio interesse de Diltemer era ter Aécio como adversário.


    Da mesma forma, fortalecer Bolsonaro hoje não é um "erro" do lulismo, é a sua possível estratégia de recuperação. Bolsonaro é o fiador da candidatura Lula. É o adversário dos sonhos. O lulismo precisa fortalecê-lo, inflar sua importância. Isso é ruim para o país? Claro que é.
    Mas não é um "erro" do lulismo. É o lulismo atuando segundo seus interesses, como faz qualquer agente político."
    De onde vc extraiu esse trecho?
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  3. #41683
    Chip Leader Avatar de flessak
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    Hehehe. Não deixa de ser ironico a transmissão do julgamento da chapa Dilma-Temer pela TV Justiça ser interrompida para transmissão do horário eleitoral gratuito.
    Do PP.
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  4. #41684
    Grinder
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    Citação Postado originalmente por Afasia Ver Post
    Citação Postado originalmente por anderson0001 Ver Post
    Vejam a polêmica que está rolando entre política e UFC- Jair Bolsonaro e Paulo Borrachinha lutador de MMA

    Sério que tu vai ficar fazendo propaganda do seu canal em todo tópico? Depois nao entendi que a galera ta ficando com raiva de você...
    Não @Afasia. Esse não é o objetivo.
    Eu inclusive vou parar de postar vídeos aqui. Achei que estava sendo útil (ao menos o de política). E se não está, não tem porque prosseguir.

    Valeu!

    Mas bora lá, comentar política...
    Última edição por anderson0001; 06-06-2017 às 21:17.
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  5. #41685
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    Post de um amigo.
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  6. #41686
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    Comentários de alguns esquerdistas sobre o texto (que vem repercutindo) do Haddad:

    Luis Felipe Miguel, foi meu professor na UFPR, e agora tá na UnB:

    "Reações ao texto de Haddad, nenhuma delas muito original.


    Ao contrário da maior parte das pessoas, pelo menos daquelas cujas opiniões chegam até mim, julgo que é um texto que desperta interesse, mas se mostra profundamente decepcionante; que é muito mais um depoimento situado, que serviria de objeto para uma bela análise bourdieuana, do que um ensaio que realmente ilumine o funcionamento do poder no Brasil. Ao contrário dessa maioria, eu continuo reservando o adjetivo "imperdível" para outras coisas: as gravações de Miles Davis nos anos 1950, os primeiros filmes de Glauber, O Capital, a catedral de Chartres... Nem de longe o artigo de Haddad alcança essa lista. Na verdade, eu diria para qualquer pessoa, antes de lê-lo, refletir se não existem outros textos de 12 mil palavras mais importantes para ocupar seu tempo.


    (1) Fico incomodado com aquele tom de "pobre intelectual uspiano jogado no pântano da política" (e "uspiano" não é um adjetivo ocioso, designa uma torre de marfim bem específica na academia brasileira). Parece que baixou um FHC precoce no Haddad.


    (2) E fico mais incomodado ainda com o lance seguinte desse provincianismo, que é o discurso de que "o Brasil" não gosta de São Paulo. Os coxinhas da Avenida Paulista pensam em termos de "inveja"; Haddad, mais douto, diz que "o Brasil" até hoje não perdoou a revolta de 1932. Mas é a mesma coisa. Uma fórmula cujo efeito líquido é impedir que se discutam a posição de São Paulo no federalismo brasileiro, as trocas desiguais no mercado interno, o balanço entre poder político e poder econômico.


    (3) Também não me convence o recurso à categoria do "patrimonialismo", mobilizado de uma maneira que limita a questão à predação direta dos recursos públicos e contribui para obscurecer, não para entender, o caráter de classe do Estado brasileiro.


    (4) Mas o problema principal, claro, é a maneira como ele discute a relação entre instituições e movimentos sociais. Haddad namora, é bem verdade que de maneira discreta, o discurso das "jornadas de junho a serviço do imperialismo". Apresenta o detalhe charmoso de colocar Putin e Erdoğan na parada (uma dupla bem curiosa de paladinos da democracia, diga-se de passagem). Mesmo que seja verdade, não importa. O fato de que a direita tenha tirado proveito das manifestações populares não retira a legitimidade dessas manifestações. A questão que Haddad não coloca é: por que a direita foi capaz de se aproveitar de manifestações que nasceram claramente à esquerda, com pautas com evidente sentido progressista, e de se aproveitar ao ponto de descaracterizá-las? Em parte, pelo menos, porque as administrações que se queriam de esquerda nunca se abriram para ouvi-las. Esperavam só apoio, nunca pressão. Então se sentiram traídas e se encastelaram na visão de que não há reivindicação legítima fora das "instituições" - as mesmas instituições que encarnam o tal patrimonialismo nefasto, mas esse detalhe some aqui.


    (5) O reverso disso é a naturalização do jogo político das elites. Juventude na rua é um problema, mas ti-ti-ti com Fernando Henrique e conversa ao pé do ouvido com burguês é a normalidade. Fiquei particularmente confuso com a combinação entre a defesa ardorosa que Haddad faz das políticas de combate à homofobia, que ele tentou implantar quando esteve à frente do MEC, e a elegia dedicada a Gabriel Chalita, seu candidato a vice no ano passado, um ex-alckminista ultraconservador. Ou com o fato de que o "professor Samuel Pessôa", um ultraliberal vinculado ao Instituto Millenium, pioneiro da ideia de que os direitos consignados na Constituição de 1988 são um obstáculo ao progresso do Brasil, seja alegremente indicado como interlocutor privilegiado da política de transporte coletivo da prefeitura.


    Haddad foi um prefeito muito mais competente, honesto e civilizado do que a média nacional. Mas sem uma compreensão diferente da política, que abrace uma proposta de democratização radical e busque dar protagonismo aos movimentos sociais, o projeto da esquerda está fadado ao fracasso. Essa é a autocrítica que está faltando."
    Última edição por Fonteles; 07-06-2017 às 11:17.
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  7. #41687
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    E do Idelber Avelar, professor de literatura da Universidade de Nova Orleans, EUA:

    "A miséria intelectual em que vive a classe política brasileira é tal que basta o Fernando Haddad escrever um texto com períodos completos, compostos de sujeito, verbo e predicado, para que ele seja circulado nas redes como se fosse, sei lá, as novas obras completas de Norberto Bobbio.


    Não me leve a mal, Haddad é sem dúvida um homem culto e bem lido, mas o que há de analítico neste texto não é bom e o que é bom não é analítico. Adoro ler memórias de políticos e valeu a pena ler os trechos memorialísticos deste texto. A abertura, que relata a primeira reunião que teve Haddad com Dilma depois de eleito, é preciosa para que se entenda quem o Brasil elegeu Presidente em 2010. Se Dilma tratava assim o prefeito da maior cidade do país, correligionário seu além do mais, imagine como ela tratava políticos menos importantes. Os relatos das dificuldades na prefeitura, especialmente com o Judiciário, também servem para se desmistificar um pouco as ilusões com o que é possível fazer dentro do aparato estatal.


    As memórias, então, valem a pena, mas as análises são pedestres e bastante rasas. Para Haddad, Junho aconteceu porque as classes médias viram os pobres chegando pelo retrovisor. Ou seja, ele recorre de novo à clássica explicação petista de que Junho foi produto do sucesso e do mérito dos governos do PT. O impeachment, segundo Haddad, aconteceu porque houve Junho e Aécio resolveu pedir recontagem de votos. Não há nenhuma menção do estelionato eleitoral que deflagrou os protestos pelo impeachment, por exemplo, ou da desqualificação dos levantes de junho feita pelo governo federal. De novo, apresenta-se uma linha reta, sem ambiguidades, sem outros fatores, que leva de Junho ao impeachment. Livram-se assim as responsabilidades da esquerda que governava o país, colocando-a como vítima inocente desses irresponsáveis que saíram às ruas em 2013. Não há nenhuma menção crítica, mais distanciada, do seu próprio lamentável papel ao aceitar ser dublê de Alckmin durante os levantes. Ele menciona o fato dizendo que se tratava de uma tentativa de "despartidarizar" os problemas.


    A campanha eleitoral mais suja da história é descrita assim: "Em 2014, era possível sentir certo frescor nas ruas, sobretudo durante a campanha presidencial". Haddad vê "frescor" na campanha eleitoreira, difamatória e corrupta de 2014, mas nos levantes de Junho, autônomos e desatrelados de qualquer marqueteiro, ele vê "um pesadelo". A análise do papel da imprensa fez muito sucesso entre petistas e parapetistas nos últimos dias, porque ela reitera a mesma ladainha vitimista segundo a qual as administrações petistas seriam especialmente perseguidas pela mídia, premissa que não resiste a alguns minutos de comparação com a imprensa de qualquer país democrático.


    O texto deve ser lido porque traz memórias de um personagem importante da história brasileira recente, com várias revelações sobre o cotidiano da administração que governou a cidade de São Paulo no mandato passado. Mas nada acrescenta às melhores análises disponíveis por aí sobre Junho e os anos que se seguiram no Brasil. Haddad é um personagem importante desses eventos. Um bom analista deles ele ainda não é, não."
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  8. #41688
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    Com toda a modéstia, a minha análise é exatamente essa, embora muito menos rebuscada.
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  9. #41689
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    Como disse em post anterior, interessante ver a visão de quem está inserido na política e passou por esses momentos. Ainda é muito importante ir relembrando e formando seu senso crítico sobre a situação descrita - com o que acontecia no país no momento.
    Esse comentário do Idelber Avelar é sensacional.
    Importante a leitura para quem se interessa no assunto.
    Haddad não souber vender seu produto como político, foi importante, porém, fazer frente contra quem deve ser a base da comercialização do produto o fez cair mais rápido do que o esperado.
    Vitimismo exacerbado - reflexo das escolhas erradas que fez.

    Sensacional esse ponto:
    "A abertura, que relata a primeira reunião que teve Haddad com Dilma depois de eleito, é preciosa para que se entenda quem o Brasil elegeu Presidente em 2010. Se Dilma tratava assim o prefeito da maior cidade do país, correligionário seu além do mais, imagine como ela tratava políticos menos importantes. "
    Muito importante essas visões para fomentar o tema.
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  10. #41690
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    Uma análise mais real sobre a cracolândia baseada em um ex frequentador.

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