PokerStars e Full Tilt Saem de Quase 30 Países

Por: 02/10/2014

PokerStars e Full Tilt suspenderam jogos a dinheiro em países sem regulamentação definida

Pouco depois de incluir jogos de cassino no PokerStars no mercado espanhol, a nova administração do PokerStars e Full Tilt Poker tomou mais uma atitude até então impensável.

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Sem qualquer aviso a seus jogadores, no dia 1º de outubro as novas salas de poker do grupo Amaya Gaming se retiraram de quase 30 países, que são:

Afeganistão, Arábia Saudita, Bangladesh, Bahrain, Coréia do Norte, Cuba, Egito, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque, Jordânia, Quênia, Kuwait, Malásia, Moçambique, Mianmar, Nigéria, Paquistão, Qatar, Rwanda, Senegal, Sudão, Síria, Tanzânia, Yemen, Zimbabwe, Território Ocupado da Palestina e Vaticano.

A empresa ainda não se pronunciou oficialmente à imprensa, mas jogadores afetados receberam a seguinte resposta ao tentar logar no PokerStars:

“Nossa equipe administrativa e consultores revisam nossas operações em todos os mercados para avaliar oportunidades e riscos para nossas marcas. Seguindo um review recente nós decidimos parar de oferecer jogos a dinheiro real para jogadores fisicamente baseados ou com endereço registrado em um número limitado de países.”

A sala afirmou ainda que os fundos destes jogadores estão prontamente disponíveis para saque, mas não há informações sobre seus Frequent Player Points (FPPs).

Com a falta de informações da parte do grupo Amaya Gaming e do PokerStars, podemos apenas especular os motivos reais para esta ação. 

Grande parte destes países tem em comum a religião, sendo a maioria países muçulmanos em que, consequentemente, as apostas são proibidas segundo o Alcorão, apesar de haver países muçulmanos onde os jogos de apostas são permitidos, como o Egito. Apostas também são proibidas no Vaticano, país sede da religião católica. Mas apesar deste religioso, não há legislação específica sobre jogos de apostas em muitos destes países, o que explica o motivo de o PokerStars e Full Tilt operarem nestes mercados até agora.

PokerStars e Full Tilt na Amaya

Entre as explicações possíveis, estão questões financeiras, como diz a versão portuguesa do site PokerNews, que afirma que por ser uma empresa aberta em bolsa de valores, a Amaya não quer desvalorizar suas ações, que subiram 309,56%.

Há aqueles que acreditam que a ação esteja relacionada às tentativas do PokerStars em retornar ao mercado dos Estados Unidos, mas não há qualquer evidência de que a saída de países não regulamentados seja um passo necessário para a aceitação americanos onde o jogo é legalizado.

Sendo assim, é mais provável que a saída destes mercados tenha a ver com a nova legislação inglesa sobre jogos online, que coincidentemente (ou não) entrou em vigor também no dia 1º de outubro.

De acordo com a nova lei, empresas de apostas licenciadas no mercado inglês devem justificar legalmente sua presença em países onde não há legislação específica e que representem mais 3% ou mais de seu rendimento bruto. Em mercados que contribuem com menos de 3% para o rendimento das empresas – como é o caso dos países citados acima – é necessário apenas mostrar que não estão operando ilegalmente.

Mesmo que estes países não estejam dentro da faixa estipulada pela legislação britânica, é possível que a Amaya Gaming tenha se retirado para evitar problemas futuros e não arriscar perder o importante mercado inglês.

Isso também está sendo motivo de preocupação para jogadores canadenses, país sede da Amaya gaming onde também não há legislação sobre os jogos online e que certamente representa mais de 3% do faturamento do PokerStars – assim como o mercado da América Latina.

 

 

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Historiador por formação, conheceu o MaisEV em sua primeira semana de vida, ainda em 2007. Em pouco tempo, tornou-se editor-chefe do site para fazer o que faz de melhor: escrever.

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