Mike Sexton Critica a Organização da WSOP e Ty Stewart Responde

Por: 12/03/2015

Mike Sexton usou espaço em seu blog e Ty Stewart respondeu e citou Neymar e Bruno Politano.

Através de seu blog, Mike Sexton falou acerca do que lhe desagrada na WSOP. Comentarista da WPT (principal concorrente da WSOP), e dono de um bracelete da série, conquistado em 1989, Mike expôs seus desagrados sobre o November Nine, a corrida de jogador do ano e o número de braceletes distribuídos.

“Admiro o esforço (da organização) em criar coisas novas, mas não sou fã de várias iniciativas”, disse ele.

Segundo Mike, a parada de quatro meses até a mesa final permite que jogadores “não tão em forma”, utilizem o tempo para treinar, penalizando assim os jogadores que estão no seu A game.

mike sexton wpt 4Mike chegou a dizer que “dia desses alguém morrerá entre os quatro meses até a mesa final”, e ironizou ao cogitar que, caso a hipótese se concretize, a organização “colocará um caixãozinho à mesa até o jogador ficar sem blinds”.

Outra hipótese foi a de algum jogador de um lugar distante, como Austrália ou África do Sul chegar à finalíssima com apenas dois ou três big blinds, e ter que viajar à Vegas para não ganhar um valor adicional.

O número de braceletes também foi alvo do ranço de Mike. Com saudosismo, ele lembrou que em 1970 apenas um foi distribuído, dois em 1972, 12 em 1980 e 16 em 1999. Neste ano serão 68 e, para ele, o valor de cada joia é inversamente proporcional à quantia distribuída. Além de achar o número alto, ele também condena os braceletes entregues no circuito internacional, como Europa e Ásia, afirmando que “braceletes só deveriam ser distribuídos em Las Vegas”.

O pensamento americanizado também ficou evidente em relação à corrida de Jogador do Ano da série. Para o comentarista do WPT, as etapas europeias e asiáticas não deveriam contar pontos para a corrida. “Não há porque alguém ir para a Ásia para largar na frente do ranking, e nem é justo que alguém viaje à Europa para buscar os líderes”.

Ty Steward (ao lado), Diretor Executivo da WSOP utilizou a própria linha de comentários do blog para rebater as ideias. Para Ty, as mídias sociais e as coberturas em tempo real mudaram o jogo.

“A mesa final da WSOP é a maior janela que temos para celebrar o jogo”, afirmou, citando a cobertura extensa da mídia em geral e o destaque dado em programas esportivos, além da grande repercussão em mídias sociais. E cutucou: “Tenho certeza que ninguém (exceto alguma outra turnê) gostaria de ver o poker fora desse centro de atenção que atinge as massas”.

E Ty não parou por aí. Ao falar sobre a parada até Novembro, ele disse que o período é importante aos finalistas, já que muitos deles conseguem patrocínio justamente por conta da pausa. Ty chegou a citar Bruno Politano e Neymar:ty stewart

“Acredito que deve ter sido incrível para Bruno Politano receber uma mensagem de boa sorte de Neymar, um ícone em seu país. Isto é algo que não aconteceria senão nesse formato”.

VEJA: Neymar e Atletas Desejam Boa Sorte a Bruno Politano na WSOP

Em relação ao número de braceletes, ele explicou que “hoje em dia é estatisticamente mais difícil ganhar um” e que o princípio que guia essa decisão é encontrar um balanço e dispor de opções a profissionais e jogadores recreativos: “temos orgulho em oferecer torneios de poker de US$ 1.000 e de US$ 1.000.000 de entrada”.

A discussão toda, em inglês, você pode conferir neste link.

 

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