Dusty Schmidt Acredita Que Jogar Muitas Mesas Danificou Seu Cérebro

Por: 23/02/2013

Segundo ele, jogar poker ajudou em muito seu processo de pensamento, mas isso também teve seu custo:

“Muitas coisas no meu cérebro melhoraram tremendamente enquanto outras se tornaram notavelmente piores. Por exemplo, eu adquiri a habilidade de ler e processar informação em velocidades impressionantes. Me tornei capaz de pegar um assunto em que eu não tinha nenhuma experiência e entende-lo ao nível de quase um expert.”

“Por outro lado, eu estava deteriorando em muitas outras maneiras. A ansiedade começou a dominar minha vida. Como os pensamentos vinham tão rápido, eu ficava preso com esses pensamentos e não conseguia processar o que estava imediatamente na minha frente. Minha esposa ficou muito frustrada comigo porque eu não conseguia me comunicar com eficiência de maneira sutil.”

Após isso tudo, Schmidt diz que procurou uma avaliação psiquiátrica, na qual foi aconselhado a abandonar o poker como profissão em tempo integral.

“A má noticia é que o que o poker faz com o cérebro é insustentável. Me foi dito que se eu escolhesse continuar no poker em tempo integral, morreria de derrame antes dos meus 50 anos. Eles disseram que o cérebro humano simplesmente não tem a capacidade de ficar por mais de oito horas por dia jogando muitas mesas de poker online. Disseram que jogar poker online dessa maneira é praticamente a pior coisa que você pode fazer com seu corpo e sua mente.”

Embora pareça negativista, Dusty Schmidt diz que não está afirmando que o poker online é prejudicial aos jogadores regulares, mas que seu post é um recado àqueles que jogam um número altíssimo de mesas.

“Estou falando para um grupo muito pequeno de jogadores online que fazem mass multi tabling, e pedindo para que se perguntem se o jogo os está impactando de maneira negativa.”

Mesmo afastado do poker nos últimos dois meses, ele afirma que não está abandonando o poker, mas que precisa jogar de uma maneira mais saudável. “Por enquanto, entre 5 e 10 horas por semana.”

Apesar do que acreditam o jogador e seu psiquiatra, não há comprovações científicas que suportem suas afirmações. O caso de Schmidt é único e a opinião de seu psiquiatra não tem base em estudos científicos, e sim nos relatos do paciente.

Historiador por formação, conheceu o MaisEV em sua primeira semana de vida, ainda em 2007. Em pouco tempo, tornou-se editor-chefe do site para fazer o que faz de melhor: escrever.

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