Conhecendo os Finalistas da WSOP: David Benefield

Por: 04/11/2013

Na última parte da série sobre os nove finalistas do Main Event da WSOP conhecidos como November Nine, vamos conhecer um pouco mais sobre David Benefield.

Aos 27 anos de idade, o texano David “Raptor” Benefield  é, apesar de seu curto stack, de apenas 6.375.000 fichas (16 big blinds), uma das maiores celebridade entre os finalistas do Main Event, com um histórico de sucesso nos jogos high stakes, além de já ter sido instrutor da prestigiada escola de poker online “CardRunners”.

O poker cruzou o caminho de David quando assistiu ao filme Cartas na Mesa enquanto ainda estava no colégio: “Tinha 16 anos e assisti ao filme com uns amigos. Pareceu ser um jogo legal, e começamos a jogar algumas sessões caseiras”. Com 18 anos, fez um depósito em uma sala online e começou jogando sit n’ go’s de $10, e em pouco tempo já era regular nas mesas de $200. Foi quando decidiu entrar para o mundo dos cash games, onde rapidamente atingiu os jogos de blinds $10/$20.

Porém, abandonar a faculdade para se tornar um profissional do poker nunca é uma escolha simples, e contar aos pais não foi fácil: “Meu pai é militar e minha mãe professora universitária. Eles não ficaram felizes, para dizer o mínimo, com a minha decisão, mas decidiram me apoiar emocionalmente, deixando claro que não investiriam um centavo nisso”.

E não foi necessário. Em 2006, David era um dos raros jogadores com domínio de sit’n go’s, cash games e torneios online, e conta que no auge ganhava aproximadamente US$ 10 mil por hora, e  seus ganhos online ultrapassam a soma de US$ 5 milhões.

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David Benefield também foi um dos personagens centrais do livro “Ship It Holla Ballas!” que conta a história de como vários jovens jogadores decidiram largar a faculdade e se tornar profissionais do poker, jogando os limites mais caros do online. Segundo o livro, David dividiu uma casa no Texas com Tom “durrr” Dwan em 2006. Logo, a “mansão” recebeu outros membros: Andrew “good2cu” Robl, Phil “OMGClayAiken” Galfond e Alec “traheho” Toreli foram alguns nomes a passar por lá.

A amizade de David com Tom Dwan aconteceu em uma das etapas do Caribbean Poker Adventure, após trocarem ideias através do fórum americano 2+2. Ele descreve o encontro de maneira engraçada: “Achava que ele era um fish. Um fish esperto, criativo, mas ainda assim um fish”, lembra David, sobre suas primeiras impressões de Tom Dwan.

Mesmo com tanto sucesso, David Benefield decidiu mudar o foco de sua vida em 2009, quando colocou o poker em segundo plano: “Eu não gostava mais da rotina de jogador. Não queria passar 15, 20 anos nisso e depois olhar para trás e perceber que passei minha vida jogando poker. Queria conhecer o mundo, acumular experiências, mudar meu estilo de vida”.

Em um primeiro momento, decidiu cursar filosofia clássica, para depois se transferir para a Columbia University onde estuda Ciências Políticas e chinês. Sua formatura deve ocorrer ano que vem e, coincidência ou não, o estudo da língua chinesa o levou a Macau, destino preferido por jogadores de poker high stakes: “É o melhor dos mundos. Passo um tempo em Macau praticando o idioma e jogo poker. Não jogo mais 40, 50 horas por semana. Adoro jogar 10 ou 20 horas, me sinto revigorado quando fico afastado do poker por algum período”.

No Main Event, ele será o jogador com o menor stack na mesa final, mas para quem se acostumou a jogar deepstack os jogos mais caros do online a situação não é nova, já que no sexto dia ele tinha o menor stack entre os 27 jogadores restantes, correndo o risco da eliminação a qualquer momento: “Nos últimos dias do torneio eu sempre tive por volta de 20 big blinds, nunca cheguei a ter um big stack. Mark Newhouse tinha 6 big blinds, e aí ele dobrou, e depois deu um 3-bet all-in, e quando vi tinha mais fichas que eu. Estive constantemente no limite de ser eliminado, foi bem estressante, estou até surpreso de ter conseguido chegar entre os 9”.

David BenefieldMas se engana quem pensa que para um jogador acostumado com a fama, sucesso, e dinheiro, o Main Event é um evento qualquer: “Acho que todo mundo fica animado em jogar o Main Event. Não é o torneio com buy-in mais caro, mas é o que tem o maior prestígio. Vencê-lo seria a realização de um sonho”.

E David Benefield tem se preparado bem: desde a formação do November Nine, ele faturou quase US$ 600 mil em premiações nas etapas do EPT em Barcelona e Londres, com destaque para a 5ª posição do Super High Roller do EPT espanhol, conquistando US$ 278 mil.

Desde a instituição dos November Nine, em 2008, nunca o shortstack da mesa final saiu com o bracelete do Main Event. O livro sobre ele e sua turma tem o subtítulo “Como garotos de 19 anos largaram a faculdade e usaram a internet para virar a turma mais barulhenta, louca e rica do poker online”. Se David quebrar o tabu e for campeão mundial, barulho e loucura será a descrição mais simples do que ocorrerá em Las Vegas com o prêmio de US$ 8 milhões nas mãos de um dos jogadores da gangue “balla” do poker.

Quem: David Benefield

Local de Nascimento: Fort Worth, Texas (EUA)

Stack: 9º – 6,3 milhões de fichas (15 big blinds).

Melhor resultado ao vivo: 5º lugar Super High Roller EPT Barcelona (US$ 278 mil)

Ganhos em Torneios: US$ 1,1 milhão.

Jogo Principal: Cash Game online e ao vivo.

 

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