Coisas que Levei um Tempo para Aprender – Parte VII

Por: 25/11/2008

 

Parte 14 – Jogando como Chip Leader/Big Stack

A literatura clássica do poker circulou uma quantia enorme de desinformações sobrejogar como chip leader ou big stack. Muitos escreveram que quando você tem tantasfichas deve evitar confrontos, já que é ‘desnecessário’ e ‘você tem tempo para esperar’.Estratégias como essa são uma porcaria. Em situações sem grandes considerações $EVvocê nunca deve passar situações +cEV, apesar do tamanho de seu stack (sim, hásituações, ocasionalmente, embora existam ocasionais spots onde você passaria umamão marginal, de grande variância, se isto significa salvar +cEV mais para frente, mas
essa é outra discussão). A estratégia apropriada para o chip leader significa estar apto a
encontrar quais situações +cEV e +$EV existem que não poderiam existir se tivesse um stack menor.

Muitos dos melhores jogadores intencionalmente entram no gamble cedo para terem um stack maior mais tarde, para poderem criar mais situações +EV porque estão cientes deste conceito. Ainda assim, é importante ter em mente que o tamanho do seu stack não te dá a licença para se fazer qualquer coisa. Durante uma mão, o detalhe mais pertinente ainda é o tamanho dos stacks efetivos.

Por exemplo, se você está no CO com 80 BB’s e todos os três jogadores atrás de você têm 15-20 BB’s, seu range de abertura deve ser bem diferente de quando você também tem 15-20 BB’s. Haverá alguma diferença em algumas situações? Claro, mas não vai afetar as coisas tanto quanto em outras situações. Vamos dar uma olhada em como as coisas mudam quando temos um big stack em certas fases dos torneios.

Começo do Torneio: digamos que nos primeiros dois níveis você foi bem e limpou dois ou três jogadores. Você agora tem um dos maiores stacks do torneio e é o chip leader de sua mesa. Como isso muda a situação? Para ser honesto, não muda muito. Os stacks ainda estão grandes, e a estratégia de ninguém mudou muito. Não tem antes e não tem nada para se ganhar ‘botando pressão’ ou qualquer coisa do tipo. Muito frequentemente em situações como essas, stacks efetivos ainda serão muito deep e as pessoas estão jogando de maneira muito direta, então ficar muito criativo só elo fato de você ter mais fichas vai acabar resultando em doação. Se você consegue um stack grande e entra contra outro stack grande na mesa é mais importante ter um bom jogo deep stack do que ter a ilusão de que vai conseguir vários folds extras só porque ambos estão grandes. A experiência no cash game vai ajudar em situações como estas, apesar de serem bem raras.

Meio/Fim do Torneio: Neste estágio ter um grande stack começa a ser importante. Quando o stack médio fica abaixo de 50 BB’s (e logo ficará consideravelmente menor) e quando os antes começam você tem algum poder. Para ser honesto antes de os antes entrarem no jogo meu open raise normal não fica muito loose baseado no tamanho do meu stack, mas uma vez que eles tenham um stack grande, fará uma diferença enorme. O quanto você vai ficar mais loose depende, é claro, de fatores como imagem, jogadores atrás de você, stacks atrás de você, etc. Meu range de abertura será um pouco mais loose comparado com, digamos, 25 BB’s, mas não necessariamente muito. Quando você está com um stack de 18 BB’s é melhor dar resteal em alguém com 20 BB’s do que em alguém com 80, a menos que você saiba, de fato, que o cara com 80 está abrindo muito loose devido ao seu stack. No entanto, quando você tem um grande stack, são os outros de 15-20 BB’s que têm que tomar cuidado ao dar resteal em você.

Uma coisa que muda consideravelmente é meu 3-bet em outros stacks grandes. Esta é uma arma valiosa no arsenal porque:

A. Pouquíssimos jogadores são capazes de dar 4-bet light.
B. Pouquíssimos jogadores dão cold call reraise (especialmente se você o faz com
jogadores quando está em posição).

Você deve observar quais jogadores vão dar 4-bet light e quais vão apenas dar call nos reraises light, mas a maioria toma uma decisão push/fold baseada em se eles acham que suas mãos vão bem contra seu range de 3-bet. Eu, especialmente, acho que há algum mérito em dar 3-bet em stacks em posições onde não esperariam. Por exemplo, dar 3-bet em um jogador ativo, mas não maníaco, que abriu MP1/MP2/HJ com 45 BB’s quando você tem 75 BB’s e posição atrás dele pode ser muito bom e enganoso já que ele não está antecipando muitos resteals quando abre nessas posições, especialmente se você não está muito atrás dele.

Bolha: jogar com stack grande na hora da bolha é um dos verdadeiros prazeres do torneio de poker. Em situações como esta você pode forçar as regras dos tamanhos dos stacks e posição contra jogadores que em algum grau valorizam a bolha. Existe uma certa diferença entre ter a liderança na bolha de um 100r e de um 50 FO, mas ambos ainda permitem um nível de agressividade criativa. Em torneios que se joga mais tight na hora da bolha você pode abrir um range enorme de mãos, especialmente se a mesa não demonstra interesse de resistir. Em algumas mesas abrir 50% das mãos (ou mais ainda) pode certamente ser lucrativo. Eu estou disposto a dar resteals com um vasto range de mãos com o qual não posso dar flat call, porque geralmente o range de resteal dos vilões será reduzido. Eu também estou observando bem os outros stacks médio-grandes ativos para dar 3-bet ou flat call com range grande no pré-flop para tornar suas vidas mais difíceis no pós-flop. Uns poucos exemplos de como eu posso ficar criativo nesses tipos de ‘quebra de regras’.

Exemplo 1:

Herói tem 70 BB’s.
Vilão tem 33 BB’s.
Herói é CO com 75s, vilão é MP2.
Blinds 500/1000 com ante de 100.
O torneio está na bolha ou próximo dela.

Preflop: folda até o MP2, MP2 aposta 2700, folda até o herói, herói dá 3-bet para 7600.

Agora, estando em posição aqui, desde que na bolha, nós podemos fazer um pequeno reraise que não nos compromete pelo stack dele, mas ainda bota muita pressão nele. Eu normalmente não dou 3-bet light em pessoas com um stack de 33 BB’s, mas quando você tem uma oportunidade como esta na bolha e não tem uma imagem insana, vá em frente.

Exemplo 2:

Herói tem 70 BB’s,
Vilão tem 25 BB’s.
Herói é o button com QTo. Vilão é HJ.
Blinds 500/1000 com 100 ante.
O torneio está na bolha ou próximo dela.

Preflop: folda até o HJ, HJ aumenta para 2700, folda até o herói, herói call.

Este não é bem um call pré-flop comum. Entretanto, o stack do vilão está muito pequeno para dar 3-bet, então esta opção está fora. Ao invés, considerar dar call com range grande em situações como essa e ter mais ação no pós-flop. Em uma bolha você vai até ter uma maior % de jogadores simplesmente dando check fold com você.

Também considere semi-blefes em um range maior de flops. Existem alguns bordos óbvios de semi-blefe como KJx, J9x, 789, mas nesta situação eu sempre dou shove em uma c-bet se vem 89x, 7Jx, J8x, 786 e considero um float em flops como Axx ou Kxx.

Fim do torneio: muito do jogo com big stack no fim do torneio trata-se de ser muito observador (como é importante com qualquer situação de fim de torneio). Quais tipos de oponentes estão desejando ir pro gamble ou quais estão tentando só subir um pouco na premiação? Quais vilões estão jogando mais alto que o normal (usem OPR gente) e quais estão em uma zona confortável? Você precisa achar um equilíbrio entre agressão/controle da mesa e spew.

Se falarmos estritamente sobre a mesa final em termos de fim de torneio podemos entrar em especificidades maiores. Primeiro de tudo, se você quer continuar a jogar altamente agressivo eu recomendo que o faço quando tiver acabado de entrar na mesa final e escolha os stacks médios sempre que possível. Isto porque o prêmio dos últimos colocados da mesa final são ainda muito pequenos. Entretanto, uma vez que restam ~6 jogadores, eles chegaram tão longe que garantiram uma pontuação decente e mirar no primeiro lugar de repente torna-se mais realista.

Você precisa estar ciente que na mesa final situações cEV e $EV começam a divergir. Não sou matematicamente capaz de mostrar equações ou dar pontos exatos de gambles que você deve ou não jogar (entretanto talvez eu ‘escreva’ um artigo depois onde eu simplesmente use o MikeJ para fazer exatamente isso), mas eu posso dar um exemplo bem óbvio.

Se você está na mesa final com 50 BB’s, o outro chip leader tem 50 BB’s, tem um stack médio de 25 BB’s, e dois stacks pequenos de 5 BB’s, você precisa ter um edge muito significativo para pôr seu stack contra o outro chip leader. Você desiste de muita equidade se joga contra ele, e jogar uma situação marginal +cEV versus ele será massivamente -$EV no longo prazo.

Uma vez que esteja muito deep com um grande stack, te permite que abra um pouco mais light, mas no geral está na maioria das vezes jogando um jogo de stacks efetivos. Deve estar atento aos stacks e jogadores que você pode escolher e com quais métodos o fazer. Contra stacks pequenos, open shove quando apropriado. Contra médios, muito open raise e mais semi-blefes no pós-flop. Contra grandes stacks 3-bet pré-flop e botálos em uma situação difícil.

Parte 15 – Diferenças entre Small/Mid e High Stakes

Recentemente os sites online têm adicionado mais e mais torneios high stakes em suas a agendas. Quatro sites agora têm um torneio de $1000 semanal, Tilt adicionou dois 100r, UB adicionou um $150 noturno, e este está no topo dos vários torneios $100+ (que vamos definir como high stakes pelo bem da discussão) que ainda existem. Existem vários ajustes a serem considerados quando se faz o move up do buy in, sobre os quais vamos falar.

Primeiro de tudo, os ranges de agressão das pessoas são muito maiores em higher stakes que em low/mid. Tome ranges de shove com um stack de 10 BB’s e com antes como exemplo. Se folda até um jogador no CO nos torneios 100 com rebuys, seu range será muito grande aqui, e em algumas situações quaisquer duas cartas. Agora pegue um torneio como o 50/50 noturno no Stars ou Tilt. Eu acho que o jogador mediano frequentemente apenas shova com A high, pares, quaisquer duas figuras, e alguns poucos suited connectors. Alguns ainda vão dar fold em A high e figuras mais fracos.

Como sempre, você precisa observar os jogadores na sua direita para ter uma boa idéia de onde eles estão, mas como regra, espere que enquanto você sobe nos stakes, os ranges de shove ficam maiores. Também, os ranges de abertura das pessoas ficam maiores, mas isso é bem óbvio. Um diferença maior, entretanto, é que os ranges de 3-bet das pessoas ficam bem maiores, e os 3-bets são muito mais frequentes. Por exemplo, em um torneio 50/50, se eu abro MP2 e o button dá 3-bet em 30 BB’s efetivos eu dou ao jogador mediano um range bastante tight, embora, novamente, dependa do jogador. Ainda, muito regularmente você terá jogadores cujos ranges para 3-bet sejam simplesmente QQ+/AK.

Entretanto, em um torneio como o 100r, os ranges de 3-bet podem ser perto de AQ+/99+, novamente dependendo do jogador e da dinâmica existente. Também, jogadores em buy ins mais altos cometem menos erros relacionados ao 3-bet. Muitos têm uma boa idéia de com quais tipos de stacks devem shovar, com os quais devem dar flat, com os quais devem dar 3-bet como go and go, e com os quais devem dar 3-bet e avaliar o pós-flop.

Nos torneios de low/mid buy ins, você vê mais frequentemente caras que fazem coisas muito óbvias como 3-bet mini com suas mãos mais fortes, 3-bet de 4 ou 5X em mãos com as quais não sabem jogar (TT-QQ, AK) e fazem shoves para quantias altamente inapropriadas (ou shovando em um resteal sem fold equity porque eles não entendem de pot odds ou shovando um stack massivo em relação à sua aposta, digamos 10-15X seu raise original). Ainda existem muitos jogadores nos limites mais altos que cometem erros significantes em situações de 3-bet, mas os erros são frequentemente em um grau menor que nos stakes mais baixos, e frequentemente errando para o lado da agressão, o que torna sua vida mais difícil.

Por que as pessoas são mais passivas em lower stakes eu tendo a jogar um jogo mais agressivo. Se eu estou em mesas onde os jogadores na minha esquerda parecem incapazes de dar 3-bet sem ter uma mão real, começo a dar raises pequenos (2,3-2,5X) com um range muito grande de mãos em LP. Mesmo que esses tipos de jogadores terminem defendendo seus BB (e muitos vão, já que não entendem de posição), eles vão frequentemente jogar muito passivos e desajeitados no pós-flop.

Quando jogo em higher stakes e torneios mais difíceis, eu tendo a jogar com um estilo mais TAG, já que meus oponentes vão cometer muito menos erros contra mim no pré e pós-flop, e suas agressões podem ser manipuladas algumas vezes para o spew em meu estilo de jogo mais tight. É claro que você nunca deve ir tão longe com isto e se tornar nit (e alguns jogadores jogam muito LAG nos stakes mais altos de forma muito boa) e você ainda precisa ser capaz de encontrar situações para, repentina e violentamente, abrir seu range, para manter os jogadores pensantes fora do seu jogo. Ao longo desta linha, eu também dou flat call pré-flop com range um pouco maior em torneios fracos porque meus
oponentes vão cometer erros maiores no pós, me dar mais cartas de graça, e vou ser squeezed behind com menor freqüência.

Outra grande diferença que você vai ver quando fizer move up nos stakes são os conceitos de raise por informação e controle do pot. Vamos pegar uma mão como exemplo e ver como ela pode (e muitas vezes será) ser jogada de forma diferente nos stakes.

Exemplo 1: é o primeiro nível de um torneio no Stars com um bank inicial de 3000 no nível 10/20.
Os jogadores na mão não estão muito familiarizados entre eles.
O button na mão recebe 99.
Preflop: folda até o UTG+1 que aumenta para 70, folda até o button que dá call, os
blinds foldam.
Flop: 2 5 7 rainbow
UTG+1 aposta 120.

Em um torneio de $1000 do Stars eu esperaria que o button desse flat call aqui em aproximadamente 100% das vezes, O button sabe que se ele dá raise com 99, têm zero mãos com as quais pode pegar value de um outro jogador pensante e ele está essencialmente transformando sua mão em um blefe. Logo ele escolhe dar call, controlar o tamanho do pot, usar sua posição, e avaliar o que acontece no turn. Um outro rápido ajuste relacionado ao open raise deve-se à habilidade de quebrar a regra do tamanho do stack. Digamos por exemplo que estou em um torneio cheio de jogadores muito fracos que nunca dão 3-bet sem terem uma grande mão. Se foldou até mim no CO com A9s vou apostar 2,4X pensando em foldar para um reraise. No entanto, em algum como o 100r, eu simplesmente daria shove com esta mão.

A mesma mão no 50/50 do Stars é jogada com o UTG+1 apostando 120 e o button agora aumenta para 360. O button está falhando ao pensar no jogo de forma completa e vê a situação da forma mais básica; “O flop é 7 high, eu tenho um par de noves, eu provavelmente tenho a melhor mão, logo devo aumentar e ver onde estou”. Então se ele recebe o reraise senta e pensa bastante sem ter certeza do que fazer e imaginando como chegou nesta situação complicada. Para a maior parte, dar raise neste bordo com 99 e um grande stack é um erro através do bordo, mas você irá encontrar jogadores que vão stack off com um range tão insanamente vasto, que se torna correto. Ainda assim, este é
um fato raro.

A próxima coisa a se considerar sobre fazer move up nos stakes é o jogo na bolha. Tanto na mesa final quanto na bolha, quanto maior o stake e melhores os oponentes, menos jogadores ficarão nit perto da bolha, e menos folds você receberá. Sempre existirão alguns jogadores que estão fora de sua liga num torneio, mas aconteceu de sobreviverem ao ponto em que isto é relevante, mas a bolha num 50/50 é muito diferente da bolha em um 100r. Por exemplo, em uma situação de bolha em que eu tenha um stack decente (não precisa ser enorme) em um 50/50 eu vou dar open raise em uma quantidade enorme de mãos com raise bem pequenos (2,3-2,5X) já que espero que os jogadores dêem 3-bet e flat call com um range muito tight.

Enquanto em um 100r eu praticamente não faço ajustes ao meu plano de jogo, a menos que tenha um stack massivo ou aconteça de estar em uma mesa com jogadores fracos inesperados. Mesmo assim, eu não abro nem de forma parecida com a que faria num torneio 50/50. Num 50/50 é bem raro ver alguém mais na mesa realmente tentando manipular a bolha a menos que tenha muitas fichas, mas nos limites mais altos, a maioria dos jogadores desejam ir em frente e dar 3-bet all in light para prevenir que sejam atropelados.

Outro ajuste chave que faço entre os stakes é ajustar o quanto jogo por fraude vs value óbvio. Contra jogadores pensantes de stakes mais altos precisa estar ciente de que eles são mais atentos e observadores dos padrões de tamanhos de apostas. Eles também sabem que você sabe exatamente o que o tamanho do seu stack permite e fazer algo fora da norma levanta bandeiras vermelhas.

Exemplo: blinds 200/400 com 50 ante num torneio do Stars. Você tem 9600 fichas no SB com AA.
O button tem 15000.
Preflop: folda até o button que abre para 1100.

Em um 100r eu dou shove nesta mão, o mesmo que shovaria com meu range inteiro de 3-bet. Jogadores pensantes sabem que se faço algo como aumentar para 3000 (que obviamente me compromete com o pot) provavelmente tenho uma grande mão (embora hoje em dia alguns jogadores aumentam para 3000 nesta situação com uma mão que não necessariamente implora por ação, como AT, com a intenção de parecer forte, mas este é assunto para um artigo inteiro) e que normalmente daria shove com minhas mãos menores. Então, ao invés de dá-los essa informação fiz a jogada mais enganosa (isto é, enganosa porque simplesmente não há o que se ler, meu raise pode significar AT, 55, KQs, ou AA). Eu também sei que muitos poucos jogadores fortes/pensantes pensariam em dar flat aqui ou 1/3 dos stacks efetivos para ver se conseguem um bom flop para, caso contrário, foldarem pro meu inevitável shove no flop. No entanto, no 50/50 eu quase sempre faria uma jogada mais ‘bonita’ ao dar flat call (que basicamente ninguém faz no 100r no SB com esses stacks) ou 3-bet uma quantidade que faça meu adversário talvez pensar em ir pro flop, ou, raramente, dar 4-bet em uma mão que eles achem que tem algum fold equity.

Existem muitas situações como esta nos torneios de stakes mais baixos onde você pode fazer coisas que se tornam óbvias nos stakes mais altos, para se conseguir value. Você deve fazer slow play com mais frequência em situações onde seu oponente falhará em perceber que você ficou comprometido com o pot, e nunca pagaria tanto do seu stack sem ter uma mão forte. Quanto mais você sobe e quanto melhor forem seus adversários, mais você deve fazer com que suas ações sejam semelhantes com seu range inteiro para prevenir que suas mãos sejam lidas com precisão.

Por último, tenha em mente que jogadores em limites mais baixos fazem ajustes de forma mais lenta (ou de vez em quando, simplesmente não querem ajustar) comparados aos jogadores pensantes de stakes mais altos. O metagame nos torneios mais difíceis é muito mais relevante, e a história e as leituras tornam-se parte integral para ser capaz de se determinar corretamente o range de alguém. Entretanto, em stakes mais baixos, os jogadores podem falhar no ajuste ao abrirem seus ranges contra seu jogo agressivo. Eles estão muito menos propensos a pegar um padrão que você tenha e explorá-lo através dele, visto que eles simplesmente não possuem o conhecimento de como reagir a uma variedade de situações. Seus estilos são mais sedentários. No entanto, se você mantém os mesmo padrões contra jogadores pensantes, você inevitavelmente será explorado e eles vão encontrar maneiras de superá-lo ou apenas dar o mínimo absoluto de value às suas mãos grandes. Preste atenção à forma que a mesa reage a você. O ‘fator X’ de um jogo habilidoso em torneio contra jogadores difíceis é entender o metagame.

Este foi mais um trecho do artigo “Coisas que Levei um Tempo para Aprender” de Bond18 traduzido por “Robinho” com a colaboração de Pedro Ynoue. Mais uma vez agradecemos aos dois pela colaboração. Clique aqui para comentar este artigo no fórum.

Se você tiver dúvidas sobre os termos utilizados neste artigo, veja nosso dicionário de termos de poker.


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