Darren Elias Fala Sobre a Global Poker League e o São Paulo Metropolitans

Por: 06/04/2016

Em entrevista exclusiva ao MaisEV, Darren Elias fala sobre sua contratação pelo São Paulo Metropolitans e outros aspectos da Global Poker League

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Marcando a semana inaugural da Global Poker League, na quarta e quinta-feira acontecerão as primeiras disputas de heads-up do campeonato, e representando a equipe brasileira, São Paulo Metropolitans, estará Darren Elias, que enfrentará Olivier Busquet.

Darren foi a primeira escolha do capitão André Akkari para a equipe, e certamente foi uma opção inteligente, já que o jogador é incrivelmente experiente, com mais de US$ 3 milhões de ganhos em torneios ao vivo e mais US$ 3 milhões no online.

Além disso, como mostrou Leonardo Bueno, um dos técnicos dos São Paulo Metropolitans, o americano também foi o jogador que mais demonstrou interesse em representar a equipe brasileira.

O MaisEV conversou com o craque nesta semana, que nos contou sobre a expectativa para o primeiro heads-up, sua escolha para a equipe e a Global Poker League como um todo.

 

Em primeiro lugar, você disputará a primeira partida heads-up do São Paulo Metropolitans nesta semana, e contra ninguém menos que Olivier Busquet, considerado um dos melhores jogadores da modalidade no mundo. Você conhece o estilo de jogo dele, já o enfrentou muitas vezes?

Sim, eu joguei muitas vezes com Olivier através dos anos, tanto online quanto ao vivo. Mas a maioria das vezes foi em torneios full ring, não em heads-up. Eu considero o estilo dele extremamente técnico e fundamentado, sólido.

Quais são suas expectativas para esta partida?

Embora eu me considere um jogador de elite no heads-up, com muita experiência em high stakes, estou ciente de que vou jogar no território do Olivier, onde ele ganhou a vida na maior parte da carreira. Eu espero que seja uma partida difícil, mas estou animado com o desafio.

Pode compartilhar conosco algo do que rola no “vestiário online” do SP Mets? Houve conversas e sugestões sobre sua partida contra Olivier Busquet?

Com certeza houve algumas discussões no vestiário. Algumas das escolhas de disputas foram decisões estratégicas, enquanto outras se basearam em questões de agenda, já que nós jogadores também temos outros compromissos.

Em relação a partida contra Olivier, nós tivemos algumas conversas, mas a honra acabou sendo minha e estou animado por ter essa chance.

Darren-EliasFalando sobre o time, vocês conversam com que frequência?

Nós tivemos algumas conversas em grupo, via texto, e algumas reuniões no Skype. Definitivamente é interessante ver as pessoas falando indo e voltando do português para o inglês, mas acho que isso vai ajudar no meu aprendizado. “Talvez pela segunda temporada eu vou so falar portuguese com eles” (resposta em português).

No dia do draft, alguns jogadores pediram a alguns capitães de equipes para não os convocarem, pois gostariam de jogar com seus amigos. O que acha dessa atitude? Você tinha alguma equipe favorita?

Eu acho que é natural que os capitães escolhem jogadores dentro de seu círculo de amigos. Como a premiação é pequena inicialmente, alguns capitães escolheram jogadores ou personalidades que eles queriam ao invés de selecionar apenas pela habilidade.

Apesar de ficar feliz com qualquer outra opção, eu realmente esperava ser escolhido pelo São Paulo Metropolitans.

E como você se sentiu sendo a primeira escolha de André Akkari para o São Paulo Metropolitans?

Eu fiquei surpreso e honrado em ser a escolha de Akkari na primeira rodada! Eu já estava em contato com Akari antes do draft e esperava ser escolhido, mas não na primeira rodada. Foi uma ótima sensação ser imediatamente bem recebido pela comunidade brasileira nas redes sociais. Eu adoro a excitação e paixão dos fãs brasileiros e queria jogar por um time que tem uma base de fãs que realmente se importa.

Você já conhecia bem o André Akkari antes? Já jogou contra ele?

Sim, joguei contra o Akkari muitas vezes nesses anos e respeito muito o jogo dele. Nós nos enfrentamos no online quase desde que eu comecei a jogar anos atrás, e também nos encontramos nos feltros do EPT e WSOP. Pelo que vi até agora acho que ele será um ótimo capitão e estou ansioso por conhecer ele melhor.

Já esteve no Brasil? Tem planos de vir, ou voltar?

Sim! Eu já fui ao Brasil algumas vezes. Minha primeira visita foi pra jogar o LAPT Rio de Janeiro quase 10 anos atrás, e depois fui mais algumas vezes a passeio. Eu estudei português um tempo atrás, e agora voltei a praticar depois que fui escolhido para o Mets, embora ainda tenha que trabalhar muito nisso. Byron Kaverman e eu estamos planejando ir ao Brasil em breve para encontrar o resto da equipe, possivelmente durante as Olimpíadas, em agosto.

Quais são suas expectativas para a Global Poker League como evento? Você realmente acha que pode “esportificar” e transformar o poker?

No geral, acho que qualquer novidade para o poker é ótima. Não posso falar por todos os jogadores, mas eu me cansei de viajar para os mesmos locais e eventos todos os anos, em tão algo como a GPL é uma brisa de ar fresco. Além disso, depois de ver os jogadores draftados, acho que será ótimo assistir alguns dos melhores jogadores do mundo jogarem ao vivo a cada semana.

E com os streamings e as mídias por trás do GPL, definitivamente há uma chance de se “esportificar”, pelo menos da mesma maneira que os e-sports. Eu acho que será muito legal para os jogadores de poker poder vestir camisas de seus jogadores e times favoritos.

 

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Historiador por formação, conheceu o MaisEV em sua primeira semana de vida, ainda em 2007. Em pouco tempo, tornou-se editor-chefe do site para fazer o que faz de melhor: escrever.

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