Bruno Kawauti Fala Sobre Sua Experiência no WSOP

Por: 12/08/2013

Apesar de não termos conquistado nenhum bracelete, este foi um ótimo ano brasileiro no World Series of Poker. E o responsável por isso foi Bruno Kawauti, que alcançou a 15ª colocação no Main Event – o melhor resultado brasileiro na história do evento. Aqui, ele fala sobre essa experiência.

No geral, como foi esse WSOP para você?

WSOP pra mim é sempre uma experiência top, não por causa dos resultados, mas acho que todo jogador que vai pra lá, volta um jogador diferente. Muita experiência, nos torneios mais importantes do mundo, com muito dos profissionais que a gente idolatra, com muitas young guns (novas promessas). Acho muito válido para qualquer jogador de qualquer stake.

Digo não por causa dos resultados por que alguém pode dizer “é fácil ele falar, já que foi duas vezes e saiu up nas duas”. Eu tenho plena consciência que a maioria das vezes que eu for pra lá será ferro, mas acho que mesmo os jogadores que saíram down lá, tiveram uma experiência muito boa.

Dessas experiências, o que mais te marcou?

O apoio da torcida brasileira, tanto dos amigos que ficaram lá, desmarcam passagem; algumas bem caras, por sinal; mas ficaram lá pra me dar suporte no dia 7, e no Twitter, Facebook e WhatsApp. O que eu recebi de mensagem não está escrito, vou lembrar disso até na próxima vida.

No último dia, em algum momento você sentiu pressão por ter chegado mais longe que qualquer brasileiro, de ter tanta gente torcendo por você?

A maior pressão que eu sentia eram nos breaks. Durante o jogo e nas horas que passei na mesa, foram disparados as horas que eu mais me senti a vontade e curti. Agora, quando dava os breaks, eu ficava um pouco nervoso, vendo todo mundo lá falando sobre o resultado tal, a torcida no Twitter, eu sentia que todo mundo tava comigo mesmo, e ficava um pouco nervoso, mas quando voltava pra mesa, parecia que tudo tava normal, estava jogando um torneio qualquer. Mas óbvio que sabia o peso.

Nesse momento você já estava com o 888poker. Também sentiu pressão nesse sentido?

Eu estava apenas usando o patch deles, não tinha fechado contrato. Nesse momento, eu nem pensava em patrocínio, queria jogar o meu melhor, cometer o menor numero de erros possível e chegar na mesa final, esse era meu plano.

Como se sentiu com seu resultado, tão perto e ao mesmo tempo tão longe?

Eu me senti mal na hora, segurei o choro. Levantar da mesa aquela hora foi um soco no queixo, eu não sentia que era a hora, tava tão tranquilo, tinha certeza que ia chegar na FT. Lógico que depois com toda a festa que o pessoal fez, e conversando com meus melhores amigos ali, Goffi, Gui, Todasso, me ajudou bastante.

Como foi seu contato com o 888poker?

Eu já conhecia eles porque no ano passado já tinha usado patch do 888, e esse ano eles me procuraram no dia 6, dia que já comecei em uma das mesas televisionadas. Logo que acabou a série, eles já me falaram sobre o interesse de fazer um acordo de longo prazo. Negociamos e fechamos agora no final de julho.

O que você joga normalmente no seu dia a dia?

Nos últimos 3 anos tenho jogado basicamente PLO 25/50 live, grandes torneios ao vivo e PLO $0,50/$1,00 e  $1,00/$2,00 online.

Nasci no cash game, e sempre gostei demais do jogo. Aliás, acho que esse é um dos motivos de eu me dar bem em torneios. O cash game te dá uma base muito boa pra jogar deep stack, então acredito que a maioria dos cash game players tem uma vantagem no early game de torneios, principalmente nesses torneios de blinds longos e deep stacks.

Para encerrar, quais são seus próximos planos?

Continuar estudando o jogo, aprender novas modalidades, jogar mais torneios fora do país e ajudar a divulgar o poker ainda mais no Brasil.

Historiador por formação, conheceu o MaisEV em sua primeira semana de vida, ainda em 2007. Em pouco tempo, tornou-se editor-chefe do site para fazer o que faz de melhor: escrever.

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