Bruno Foster Fala Sobre Expectativas e Preparação Para a Mesa Final da WSOP

Por: 31/10/2014

Nesta segunda entrevista para o MaisEV, Bruno Foster conta como foram os três meses mais longos da sua vida.

Está chegando o maior momento na história do poker brasileiro, quando pela primeira vez um de nossos jogadores – Bruno Foster – estará entre os finalistas na disputa pelo título de campeão mundial.

Em nossa primeira entrevista, em setembro, Bruno Foster falou sobre como estava se sentindo no momento e de como se prepararia para o November Nine. Agora, ele nos conta como foram os últimos meses, comenta sobre seus adversários e faz previsões para o resultado.

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Como está sua expectiva nesta última semana antes da mesa final?

Tá ótima, agora tô me preparando mais psicologicamente e fisicamente, não tô jogando muito. Hoje vim pra Belém pra inauguração de um clube, não vou jogar o torneio, vim pela diversão, pra bater papo. A preparação já foi, acho que tudo o que tinha que fazer já foi feito, tanto na parte de jogar quanto na parte técnica com o Ariel, com o estudo dos oponentes. Toda nossa estratégia pra mesa final já tá preparada.

Quão importante pro November Nine foi fazer aquela mesa final no WSOP Ásia Pacífico?

Esse foi meu último torneio de grande expressão, meu último nível de preparação. Joguei muitas horas com o Phil Hellmuth, isso me ajudou muito. Eu ganhei experiência porque o Hellmuth é um cara que tá acima dos outros, sabe tudo o que tá fazendo, é um monstro. Mas minha preparação com o Ariel veio desde o EPT Barcelona até quando a gente chegou aqui no Brasil, via skype. Eu fiz uma preparação com ele dedicada aos meus oponentes na WSOP. Ele fez o estudo de todos os oponentes, me passou todos os títulos, quem tá pressionado e quem não tá, quem joga mais agressivo e quem não joga. Então eu tô indo pra mesa final com todas a informações possíveis e necessárias pra chegar lá e ter um bom desempenho. Eu não sei o que vai acontecer, mas tô indo pra cravada.

Bruno Foster

Quem você destaca entre seus adversários?

Eu destaco o Martin Jacobson por tudo o que ele já teve de resultados, por ser um excelente jogador. O van Hoof também , The Cleaner, que tem bons resultados online e live. Esses dois são os que mais destaco. Também dou atenção especial ao Mark Newhouse que não tá lá a toa, mas acredito que o Martin Jacobson seja o cara mais perigoso na meas final.

O Felix Stephensen também é um cara bem experiente, que joga um pouco mais tight. Ele com certeza é um dos favoritos a chegar no 4-handed, porque é um cara que segura bem mais as fichas, é bem mais sólido no jogo.

O que você considera de mais válido no seu treinamento com o Ariel Bahia?

Acho que o que foi válido no coach do Ariel foi a percepção do jogo. O Ariel tem uma percepção do jogo muito boa, é uma coisa que ele tem experiência porque faz muito isso no online. Então acho que foi isso, a percepção do jogo, de como devo me sentir quando começar o jogo e principalmente os pontos fracos e fortes dos meus adversários.

E como tá sendo receber boas vibrações e torcida de vários atletas como Neymar, Kaká, Medina e outros?

Isso foi um vídeo que a gente bolou, multinacional. Eu tinha contato com o Ganso e através dele fui conseguindo contatos com o Neymar, Kaká, Pato. Acabou sendo uma corrente do bem em que todo mundo se empolgou em fazer esse vídeo motivacional, e foi essa explosão. Eu fiquei bastante feliz e motivado com a energia de todo mundo.

Como foram esses 3 meses de espera pra mesa final? Acha que foi bom ou gostaria de ter jogado logo na formação?

Eu particularmente acho que foi bom demais. Deu pra todo mundo sair do foco do jogo dos sete dias, descansar… tava todo mundo muito cansado pela reta de Vegas. Acho importante porque você vai jogar uma mesa final em que sabe tudo sobre todo mundo, e lá na hora você mão sabia, era novidade, era o que descobria na mesa. Tirando a ansiedade, que eu tô controlando bem, eu acho super positivo. Esse é um formato bem legal, até porque você pode trabalhar e estudar um pouco mais. Dá pra estudar mais, até enxergar o jogo deles, assistindo pela ESPN. Eu tô super empolgado, ano que vem quero fazer de novo, se deus quiser já campeão do mundo!

Para encerrar, como você prevê o resultado final?

Acho que vai dar eu em primeiro e o The Cleaner (Jorryt van Hoof) no heads-up. Os outros eu não sei, é difícil fazer uma classificação assim. Eu sou o primeiro e tô escolhendo com quem vou fazer o heads-up! Dizer assim é complicado mas o Felix com certeza vai chegar no 4-handed. Com as fichas que ele tem e do jeito que ele joga, vai longe.

 

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Historiador por formação, conheceu o MaisEV em sua primeira semana de vida, ainda em 2007. Em pouco tempo, tornou-se editor-chefe do site para fazer o que faz de melhor: escrever.

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