Trip report 1

Por: 19/04/2012

Chegamos lá na quinta umas 4 da tarde morrendo de fome. Paramos em um ponto de informação e ficamos um pouco aflitos ao descobrir que não existiam mais restaurantes abertos, realmente cidade muito pequena tem um horário de funcionamento diferente, geralmente a tarde tudo fecha. A mulher que trabalhava lá ligou em um restaurante e o cara disse que ja tinha fechado, mas que poderia no servir uma refeição mesmo assim.

Chegamos no restaurante e a hospitalidade com que fomos tratados era algo bem diferente do que estamos acostumados em SP. Aqui é a cidade da pressa, o que faz com que todo mundo seja bastante frio, principalmente no atendimento. O dono do restaurante veio nos receber na porta, se apresentou pelo nome, ficou um tempão com a gente batendo papo, uma figura de uma simpatia rara. Ele após trabalhar por 30 anos na polícia militar se aposentou e abriu esse restaurante em Cunha.

Pedimos uma salada a moda da casa, com a maioria dos ingredientes colhidos na hora. A Re até brincou que o brócolis era diferente, pois tinha gosto! Eu pedi uma truta ao molho de alcaparras e caramba, que comida boa. Em SP é quase impossível comer uma comida com essa qualidade pelo preço que a gente pagou.

Depois de almoçar com essa vista, fomos pra pousada.

Pousada

Fomos dar uma cochilada, acordamos lá pelas 22 pra descobrir que em Cunha a noite é morta, a cidade é bem pequena e se resume ao centro, onde tem a igreja, uns botecos e mais nada, voltamos ao restaurante do almoço onde tinha meia dúzia de pessoas, aproveitamos pra comer a porção de batata frita, que o Sargento tinha feito a maior propaganda e realmente é algo muito diferente, o gosto da batata é bem diferente dessa batata congelada que a gente come por aqui. além da generosidade da porção o preço é honesto.

Sem muito o que fazer fomos dormir cedo pra conseguir aproveitar o dia seguinte.

O folheto do café da manhã prometia uma refeição muito boa, mas era nota 5 no máximo, demos um tempo e fomos pra cervejaria que ficava a uns 20km da pousada. Chegar lá é um pouco difícil, tem quase uns 3km de estrada de terra e uma ladeira no final puxada, a gente fez isso com um Celta e era engraçado nego passando de SUV ou Jipe 4×4 por nós com uma cara de WTF esses dois estão fazendo de Celta?? Mas a Rezinha pilota muito e foi sussa chegar no topo. O nome da cervejaria é Wolkenburg, o que significa castelo nas nuvens e descobrimos o porquê na hora que baixou uma neblina que deixou difícil enxergar a 10 metros a sua frente.

Fomos recepcionados pelo Tomas e sua mulher, fizemos a degustação das cervejas, uma bem leve chamada Fit, uma Weiss, uma IPA e uma Dunkel. A que mais me agradou foi a dunkel, que chegou mais perto do estilo. Embora sejam cervejas muito boas, elas fogem bastante do estilo, a IPA por exemplo não era nada amarga, embora bem aromática. Segundo o Tomas, eles deram umas adaptadas ao paladar brasileiro, embora seja compreensível, eu queria poder experimentar uma cerveja mais próxima do estilo, tenho certeza que seria uma breja melhor do que já são.

Cervejaria

 

Cerveja

Na volta paramos em um restaurante que foi um dos pontos altos da viagem, o Taberna Coração da Terra. É um restaurante especializado em shiitake. A surpresa foi encontrar um restaurante de alta gastronomia em uma estrada de terra, sem muita pretensão. Começamos com uma entrada de patê de shimeji e molho com shiitake com acompanhamento de um pão feito por eles.

Prato principal pra mim foi um risoto de alho poró com shiitake defumado e abóbora refogada na manteiga com alecrim.

E a Rezinha foi um ravioli de fabricação própria deles, com recheio de queijo com shiitake, excelente.

Foi uma pena que a gente já tinha tomado muita cerveja e acabamos passando o vinho. O cardápio tem sugestão de harmonização com vinhos bem honestos e com certeza enriqueceria muito a experiência.

Vou dividir esse post em duas partes, semana que vem termino contando a visita ao parque, a meia trilha e o restaurante mais legal onde eu já comi.

Abraços!


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