Reciprocidade: A Causa do Lucro no Poker – Parte 4: Sair do Jogo

Por: 06/07/2010

Na época eu tinha duas regras principais de saída que nunca quebrei. Eu sempre pararia se estivesse sem dinheiro e ninguém me emprestasse, e eu sempre pararia se todos também parassem.

Eventualmente eu parei com aquilo. Eu parei de ficar sem dinheiro, e parei de ser o último cara a sair. Hoje em dia eu penso em sair do jogo como uma habilidade por si só, com pequenos conjuntos de habilidades para cada situação de saída. Há o saber como sair em jogos limit, e há o saber como sair em no-limit. Há o saber parar quando você tem um tem um toque de recolher, e quando não tem. Há o ser capaz de sair quando está ganhando, e quando está perdendo. Há o sair quando você se sente bem, e para quando isso não acontece, você precisa saber como sair quando se sente mal. Há muitas maneiras de sair melhor que seus oponentes.

Um detalhe sobre os torneios é que ninguém nunca sai. Essa decisão é feita para você, ou melhor, com você. A boa notícia é que, é impossível tomar uma decisão ruim em relação a sair do torneio. A má notícia é que, seu oponente também não pode errar nisso, o que significa que nenhum ouro recíproco pode ser encontrado em torneios por aquele que sai melhor.

Olhando por um lado, eu fiz milhares de decisões ruins sobre sair do jogo.  Vezes em que tudo dava errado. Quando eu estava cansado. E tiltado. E o jogo era ruim. Mas eu continuava jogando. Estou falando de situações onde vários “saidores” experientes concordariam unânimes: “você está gravemtente ferido e sangrando sobre toda a mesa. Saia. Saia agora.”

Mas eu não sairia. Depois daquela mão, eu tinha a opção de sair, mas não, eu jogava outra mão – eu cometia outro erro de saída.  Já são dois erros de saída em quatro minutos. Eu tinha apenas começado a não sair.

Em tempo, meu sangue começou a coagular, e eu me torneio um pouco melhor em sair do jogo, e depois melhorei um pouco mais, e então um dia eu percebi que em cada sessão de cash game que eu jogar terminará em uma saída, então eu deveria continuar eternamente trabalhando em melhorar  minha saída do jogo, e alguns anos depois eu percebi que se eu quisesse sair do jogo bem em cada sessão, então eu teria que estar afiado no fim de cada sessão, já que é nessa hora que a saída acontece, e alguns anos depois disso eu percebi nenhuma ação é uma ilha, que a sessão de todo os outros também termina em uma saída, e que o motivo real para se fazer dinheiro ao sair bem do jogo é porque às vezes meus oponentes não o fazem. Reciprocidade.

 

Quer mais Tommy? Seu livro, Elements of Poker, contém os melhores conselhos em seu estilo distinto. Compre no Amazon.com ou diretamente em seu website com dedicatórias personalizadas em TommyAngelo.com. Você também pode ler todos os artigos antigos de Tommy em seu blog.


Veja mais:

Salas de Poker