O Que Faz Bem Para o Bolso

Por: 03/07/2014

A busca por mudança e evolução devem ser processos contínuos no poker assim como na vida. Nossas características pessoais, ou seja, o modo como somos, altera nossa visão do jogo, e o que vemos, ao longo do tempo, altera o que somos.

Além de carecer de constante evolução, todo jogador precisa mudar tendências para que os adversários nunca estejam completamente a par do estilo e estratégia adotados. Quanto mais incompleta a informação que damos, melhor. Sabemos que há inúmeras estratégias possíveis e igualmente vencedoras, mas só através do trabalho com nosso conhecimento, capacidade e vontade atingimos novos e melhores níveis, rompendo com as antigas visões que tínhamos do que é, e do que exatamente se trata o negócio como um todo.

Jogadores que ainda não trabalham em zerar sua reatividade geralmente são pouco técnicos e facilmente levados pelos sentimentos, circunstâncias, condições e ambiente. Eu venho trabalhando muito nisso, mas ainda tenho um coeficiente de reatividade maior que zero. Esse coeficiente tem relação direta com potencial de vitimização do jogador.

Por outro lado, aqueles que já deram conta desse problema totalmente são guiados por suas decisões anteriores e seus valores, cuidadosamente pensados, selecionados e interiorizados. Mas não se engane: proativos também são influenciados pelos estímulos externos, o que acontece diferente é que as respostas que dão a eles são mais escolhas baseadas em reflexões prévias, e em última instância valores, que reações à aleatoriedade das circunstâncias e eventos experimentados.

Uma atitude proativa em relação a um erro consiste em reconhecê-lo de imediato, corrigi-lo e aprender com ele. Isso transforma aparentes fracassos em futuras vitórias. Essa é uma das chaves da evolução no jogo e argumento para fazer revisões periódicas de torneios e criar grupos de estudo, por exemplo.

Outra chave para a evolução é a humildade. Reconhecer que temos inúmeras deficiências técnicas e de estratégia é fundamental para que possamos percebê-las o mais rapidamente possível, a fim de corrigi-las ou atenuar seus efeitos ao máximo. Da mesma maneira, quando estamos conversando sobre poker com alguém de nível superior, ser um bom ouvinte pode representar saltos significativos em nosso ROI.

Eu não acredito em jogadores profissionais que dizem que só se importam com o dinheiro, que não amam o jogo. Posso até concordar que para alguns a maior motivação seja (de longe) a grana, mas se você é profissional e não ama o jogo, das duas uma: ou é desatento ou mentiroso. O que faz uma pessoa virar mestre em qualquer coisa é isso, a vontade de, em determinado momento da vida, cair de cabeça naquele universo em busca de conhecimento, ou como sugeriu Malcolm Gladwell (autor de Outliers) investir 10 mil horas de treinamento em algo. E ninguém consegue se não amar o que faz. No poker principalmente, pois todos sabem o preconceito que se enfrenta ao tomar a decisão de ser um regular do jogo.

Então não tem segredo: amar o que faz, buscar evolução, trabalhar muito, estudar mais ainda, investir o que pode, ser proativo e buscar a humildade enquanto traça e cumpre metas. Tente ao máximo e se não der certo tente outra vez. Quem sabe tente outra coisa. Há milhares de maneiras de ganhar dinheiro fazendo o que se gosta, certo? O poker pode ser um hobbie bem mais barato, se repensar o que está fazendo com ele. Bom, eu suponho.

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Um grande abraço e boa sorte nas mesas!


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